VII - Quase possui meu coração.

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Montreux, Suíça, 1680.

6 meses depois...

A dupla Vidal-Harkness estava cada dia mais unida, o vínculo que elas possuíam ficava cada vez mais forte, quem diria que duas almas que não conheciam o amor, estava fadadas a se amar de uma forma tão pura e natural. Agatha sabia de como Rio se sentia por ser La Muerte, mas ela estava determinada a mostrar que tudo que a mulher achava que era um defeito, ela via como uma qualidade.

Rio sempre foi péssima em demostrar seus verdadeiros sentimentos, mas, aos poucos, Agatha estava conseguindo quebrar essa barreira. Vidal amava a sua Bruxa Roxa com todo o seu coração, e fazia questão de mostrar isso a todo momento. Por mais que Agatha tenha levado a "cultura" de entregar flores, Rio em toda oportunidade que tinha ela enchia a casa de flores que a lembravam de Agatha. A cada segundo que se passava, elas ficavam ainda mais apaixonadas, era algo incontrolável, elas eram a casa uma da outra, o porto seguro, a âncora que se prendia quando sentiam que iam afundar, elas sempre estavam lá para tirar a outra das trevas.

O silêncio que preenchia o quarto era confortável, Agatha estava deitada no colo de Rio, que possuía uma insônia que a acompanhava desde que se lembrava de existir, ela observava a mais nova com carinho. Jamais iria imaginar que iria algum dia, estaria apaixonada, e muito menos essa paixão ser recíproco, mas, estava realmente acontecendo, e ela não poderia estar mais feliz. E pela primeira vez, em séculos de sua existência, a Morte, se sentia viva.

E foi em meio dos seus pensamentos sobre o amor que sentia por Agatha, que Rio decidiu fazer a escolha que mudaria a vida delas.

Vidal beijou carinhosamente a testa da bruxa, por ainda estar dormindo, ela não reagiu, mas isso não parou a mulher, ela continuou com as carícias, beijando cada centímetro do rosto da jovem, não demorou muito para Agatha acordar, ao sentir os toques ela soltou uma risada baixa, que aqueceu o coração de Rio. A mesma segurou no rosto de Harkness, sempre com cuidado, elas se olharam com um sorriso bobo e apaixonado.

─ Você me ama? ─ Rio perguntou calmamente e Agatha a olhou confusa, ela inclinou a cabeça, parecendo um cachorrinho confuso.

─ Estás brincando não é? ─ Agatha perguntou irônica, sabia que Rio estava planejando alguma coisa.

─ Eu sei que me ama. ─ Rio disse confiante, mas com um sorriso travesso nos lábios, a mais nova sabia que a frase estava incompleta, então esperou sua amada falar. ─ Mas... Eu quero que você prove.

─ E como que queres que eu faça isso? ─ Perguntou confusa, Rio se afastou, sentando-se na cama mas logo se levantou.

─ Troque as vestimentas e te encontro na sala. ─ Rio falou, com um estalos de dedos sua camisola havia se transformado em um vestido verde, Agatha apenas revirou os olhos, mas assentiu.

Não demorou muito para Agatha colocar um vestido roxo, como habitual. Ela desceu as escadas e viu a mulher encostada na porta da casa.

─ Ainda quero saber o que estás aprontando, Mea Amor. ─ Agatha disse se aproximando, os passos ecoando no chão de madeira, Rio apenas sorriu.

─ Já disse que perguntas demais, Mi Vida? ─ Provocou ela, Agatha apenas respirou fundo.

─ Você me acordou, em plena madrugada, beijando o meu rosto inteiro, e ainda me perguntou se eu te amava, e olha que tudo que eu fiz nesses últimos meses, ou melhor, anos, foi te amar. ─ Agatha respondeu, mas logo um silêncio tomou conta do local, Rio entrelaçou suas mãos.

─ Eu pensei em explorar melhor a nossa cidade, não deve demorar muito para ter o nascer do sol, queria fazer isso do lado da mulher que eu amo. ─ Rio confessou, Agatha não conseguiu conter um sorriso bobo.

𝐌𝐈 𝐃𝐔𝐋𝐂𝐄 𝐌𝐔𝐄𝐑𝐓𝐄Histórias para pegar e não largar. Descubra agora