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Não revisado ❗

Boa leitura.

     No vasto campo do Texas, o sol começava a despontar no horizonte, suas primeiras luzes douradas filtrando-se entre as nuvens ainda carregadas da noite anterior. A chuva intensa havia deixado a terra encharcada, transformando o solo em um manto de lama que refletia os raios matinais, criando um espetáculo de brilhos cintilantes.O ar fresco, carregado de um aroma terroso e úmido, preenchia o ambiente, trazendo uma sensação revigorante. O cheiro da chuva misturava-se ao perfume das plantas que despertavam lentamente, como se estivessem agradecendo pela água que as nutria.

     Oliver acordou devagar, abrindo os olhos com um sorriso doce que brotava de suas lembranças: o beijo de Luke na noite anterior. No entanto, ele sentia uma dor intensa na cabeça, consequência do quadro que tomou a testa na noite passada. Cada movimento delicado exacerbava a sensação de latejar. Os tentava respirar fundo, mas a dor persistia, mas havia motivos melhores para ignorar essa dor.

   —Eu não acredito no que eu fiz... -Oliver falava em um tom alto, quando deu um salto em sua cama, ao ver sua mãe parada a porta.

   —O que você fez em? -Brenda preferiu sorriso, dando passos até a janela, abrindo as cortinas e deixando o sol entrar.

   —É...ok, eu nem vou tentar esconder, mas eu beijei Luke -O coração do moreno estava acelerado e seu corpo quente por ansiedade.

   —Uau...não achei que fosse acontecer tão rápido assim, você gostou? -A mãe do rapaz ajeitou sua camisa marrom sem estampa.

   —Foi bom...meio que senti o gosto da chuva, que não é muito agradável quando se está beijando alguém...mas foi bom -O mais baixo se levantou da cama -Eu nem vi ele indo embora...

    —Ninguém viu, mas agora levanta, antes de ir para o trabalho, você tem coisas a fazer com seu pai - Brenda falou saindo do quarto.

   BOliver saiu do quarto, ainda refletindo sobre a conversa com sua mãe. Dirigiu-se ao banheiro, onde tomou um banho demorado. Ao sair, envolto em uma toalha, quase escorregou, pois seu pé jamais voltaria a ser o mesmo.
Com cuidado, começou a se vestir: calça jeans, camisa branca por dentro da calça, cinto marrom e uma bota texana velha de couro falso marrom. Por fim, colocou um boné preto, ajustando-o com um gesto familiar, de seu pai.

    Descendo as escadas, entrou na cozinha e rapidamente tomou um café, engolindo sem sentir o sabor. Precisava encontrar seu pai no celeiro.
Oliver correu, suas pernas se movendo com uma velocidade que contrastava com a leve claudicação quase imperceptível. Seu pé machucado não o impediu de se apressar. O boné protegia seus olhos do sol matinal enquanto ele se dirigia ao celeiro.

   No celeiro, Alisson esperava com braços cruzados, vestida com uma bermuda jeans, camisa xadrez rosa e branca, regata branca por baixo e botas texanas marrons. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo. Ela não demonstrava arrependimento pelo ocorrido na noite anterior.
Jason, o pai, observava-os com um sorriso astuto.

  —Vamos lá! Vão trabalhar no celeiro juntos. Cuidem dos animais, troquem ferraduras, limpe a unha dos cavalos, limpe o celeiro, troquem feno e areia!

  Oliver e Alisson entreolharam-se, relutantes.

  —Eu não sou burra! - protestou Alison

   —Calem a boca e trabalhe - Oliver resmungou

   Enquanto isso, Luke havia partido cedo, às 5h. Sua mãe, Sara, o recebeu com preocupação.

   —O que aconteceu, filho?

   — Converso depois, mãe - respondeu Luke, evasivo.

   Na mesa do café, Luke informou:

   —Pai, a caminhonete vermelha ficou presa na lama. Pode ajudar a tirá-la?

NOITE DE RODEIO - farm romance Histórias para pegar e não largar. Descubra agora