Forever United.

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Sim, meus amores! Hoje trouxe um capítulo especial atendendo ao pedido de algumas leitoras. Confesso que fui ameaçada (haha), mas adorei escrever este capítulo. Este será realmente o último, então aproveitem!

Antes de começarmos, quero deixar claro que teremos um momento no quarto tão conhecido. Se você não se sentir confortável com uma leitura mais intensa, recomendo que pule essa parte. E para quem curte, já aviso que haverá linguagem de baixo calão, então se preparem.

Só para evitar confusões, caso não lembrem: nossa querida Lin chama Sam de “mãe” e Mon de “mamãe”. Assim, quando ela se referir a essas palavras, vocês já saberão de quem está falando!

O cap está grandinho.

Usou o dedo para algo útil hoje? Se não, use agora para votar e comentar muito no capítulo!

Boa leitura, my butterflies!

.....

POV - LIN

Cinco anos depois

Eu e a Hyejin estamos no meu quarto, jogando no celular. Ela é engraçada, sempre rindo de qualquer coisa que eu falo, mesmo quando nem é tão engraçado assim.

Eu queria que a noite não acabasse. Amanhã vou viajar com as minhas mães e, por mais que eu goste muito de estar com elas, isso significa ficar longe da Hyejin. Não vai ter ninguém da minha idade lá, não vai ter ela para rir e fazer as coisas que a gente adora fazer juntas.

Olho para a cama e lembro que é a última noite da Hyejin aqui comigo. Eu sabia que ia sentir falta dela, mas agora que o dia está chegando, parece pior. Hyejin ainda está mexendo no celular, mas já consigo sentir como vai ser estranho não tê-la por perto. Eu queria falar com a mamãe para pedir para não ir, mas sei que não adianta. Ela sempre faz questão de viagens assim.

A mamãe, que geralmente é tão tranquila e deixa eu fazer quase tudo, muda completamente quando o assunto é viagem. Fica firme e séria. Diz que é importante estarmos juntas, que esses momentos são especiais e não podem ser deixados de lado. Eu sei que ela está certa, mas isso não me faz menos triste.

Então, quem pode me ajudar é a mãe. Sempre que é algo assim, de querer ficar um pouco longe ou não fazer algo relacionado à família, ela sabe como conversar e mudar as coisas.

Isso é até engraçado. Normalmente, sou eu que peço ajuda para a mamãe, porque a mãe costuma ser mais rígida no dia a dia. Mas, quando se trata da Hyejin ou das viagens, tudo muda. Aí, acabo precisando da ajuda da mãe, porque sei que, com ela, tenho uma chance.

Por um tempo, até fiquei pensando se a mamãe não gostava da minha amiga. Mas logo deixei isso pra lá. Ela é muito boa e nunca deseja mal a ninguém. Ela só tem essa coisa de proteger, de querer a família junta o tempo todo.

Agora, só falta esperar as duas chegarem. Eu sei que vai ser difícil pedir, porque também quero estar com elas. Amo estar com as duas. Mas talvez, se a mãe conversar com a mamãe, ela consiga convencê-la. Não quero parecer ingrata, mas é que... É difícil.

Fecho os olhos por um instante, pensando no que dizer. Preciso tentar, porque amanhã já está tão perto. Quem sabe, só desta vez, elas entendam.

Hyejin ainda está mexendo no celular, toda concentrada, mas de vez em quando solta uma risada baixinha, como se tivesse lido algo engraçado. Ela é tão inteligente. Parece tão confortável no meu quarto que fico observando por uns segundos, sem falar nada. Acho engraçado como ela sempre está animada, mesmo quando eu fico mais quieta.

Crazy for YouOnde histórias criam vida. Descubra agora