CAPÍTULO 25

5.7K 497 478
                                        

Vamos para mais um cap?

De já, peço desculpas pela demora, para compensar o cap está grandinho.

Alerta de tortura física, se for sensível a esse tópico, não leiam.

Deixa sua estrelinha, por favor.

Boa leitura My butterflies.

............................

POV - MON

Eu sempre tive dificuldade em me expressar, durante todos esses anos eu me tornei outra pessoa, esse novo eu foi ficando cada vez mais presente em mim, eu posso dizer que eu não lembro mais da garotinha de anos atrás.

Eu só fui amada quando eu era muito nova, mas mesmo nesse tempo quando minha mãe e meu irmão ainda eram vivos, eu passei por problemas com Niran, minha mãe não permitia que ele me causasse algum mal fisicamente, mesmo que Niran não fosse um homem fiel quando foi casado com minha mãe, ele escutava seus pedidos quando ele chegava bêbado e queria jogar seus problemas em mim. Com a mortes das únicas pessoas que realmente me amavam, eu acreditei que ele fosse gostar de mim, mas veio as torturas físicas e psicológicas, e eu me blindei de tudo, e esqueci do amor que um dia sentiram por mim.

Eu esqueci que fui amada por minha mãe e meu irmão, e esqueci que os amei um dia, esse sentimento desapareceu, hoje em dia é como se eu nunca tivesse sentido nada.

Durante muito tempo antes das torturas começarem, eu senti falta desse amor, de ser amada, mas depois eu entendi que meu destino era esse, de apenas existir e cumprir minhas responsabilidades.

Porque eu apenas existo nesse mundo, eu ainda não aprendi o verdadeiro significado de realmente viver.

Eu deveria ter procurado uma maneira de não me perder de mim mesmo depois que consegui assumir a máfia, mas não foi o que eu fiz, e ser uma mafiosa foi também um dos motivos para eu mudar minha personalidade. Eu não podia me mostrar ser uma pessoa frágil, eu tinha que ser temida e respeitada no mundo do crime, e com o tempo isso se tornou algo que eu realmente gostei. Eu sentia prazer em causar medo nas pessoas e quando eu descobri que também sentia prazer na dor que causava em alguém, tudo ficou mais claro e ao mesmo tempo mais difícil.

Mesmo depois de assumir a máfia eu continuei causando dor em mim mesmo fisicamente, sentir uma navalha na minha pele, ver o sangue brilhando enquanto saia do meu corpo, me causava uma sensação maravilhosa, antes era uma maneira de encontrar meu próprio "livramento" e depois, não era mais para me livrar de algo, era uma necessidade extrema que só mudou quando eu fiquei com uma mulher pela primeira vez no meu aniversário de 17 anos.

Eu demorei ficar com uma mulher porque foquei nas minhas responsabilidades, a máfia era minha prioridade e meu primeiro ano assumindo ela foi fundamental, pensar em curtição não era uma opção quando eu tinha coisas mais importantes para fazer. Quando eu completei meus 17 anos, foi quando eu fiquei com uma mulher do jeito mais sádico que alguém possa imaginar.

Naquele momento, naquele quarto e naquela noite, eu tive a certeza de que não tinha mais volta, eu já estava completamente perdida.

E eu sequer odiava aquilo.

Ninguém na máfia tinha a ousadia em tentar conversar comigo algo que não fosse sobre trabalho. Tokio e Irin tentavam uma aproximação maior, mas sem sucesso, eu não queria misturar as coisas e muito menos demostrar afeto, eu não sentia algo nem por mim mesmo, ter um vínculo com outra pessoa seria, para mim, algo impossível.

Crazy for YouOnde histórias criam vida. Descubra agora