¿onze?

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— Está ansioso? - O pai do omega pergunta, enquanto observa seu filho se olhando no grande espelho de cobre.

— Que acabe? Sim. - Disse com um sorriso pequeno. — Onde está a mamãe?

— Ela ficou lá no salão conversando com a mãe de Anúbis. - Explicou ajeitando carinhosamente a veste do filho — Você está lindo, querido.

O ômega sorriu e deslizou os dedos pelo tecido de sua roupa.

— Vou fingir tão bem que o amo que todos vão acreditar... - O pai sorriu, parecendo satisfeito.

— Faça isso meu filho... Mostre que você não é qualquer um... - Sussurrou antes de dar um selar na bochecha do primogênito.

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Templo de Bastet

O céu tingia-se de laranja profundo, e o perfume de lótus e mirra parecia emanar das próprias pedras do templo. O altar estava adornado com tecidos finos, vasos de alabastro e pétalas de hibisco espalhadas pelo chão de mármore dourado. Era o dia do casamento de [Nome], o ômega escolhido, com Anúbis, seu alfa.

Havia dignitários, sacerdotisas, familiares e guerreiros presentes, todos em silêncio reverente. Mas nem todos os olhares eram de celebração. No fundo, entre colunas talhadas com hieróglifos antigos, Amon assistia. Grávido, com a barriga suavemente arredondada, trajava uma túnica dourada que refletia o sol poente. Seus olhos estavam fixos em Anúbis — que não os retribuía.

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O sacerdote do templo ergueu as mãos ao céu.

— Que Hórus abençoe esta união. Que Ísis os cubra com sua proteção. Que Anúbis os conduza na travessia da carne ao destino. Três almas entrelaçadas pela lei, mas que apenas duas compartilham o verdadeiro laço.

As palavras eram suaves, mas carregadas de tensão velada.

[Nome] deu um passo à frente. Vestia uma túnica branca com fios vermelhos nos contornos, simbolizando desejo e entrega. A voz do ômega ecoou, firme e calorosa:

— Anúbis, Senhor do Olhar Escuro, escolhi te seguir com meu corpo, minha alma e meu destino. Que teus dias sejam meu tempo, que teu nome me guie mesmo em silêncio. Hoje me entrego a ti, como teu par e tua paz. Que eu seja tua promessa viva sob o olhar dos deuses.

O alfa o observava com intensidade. Suas feições não eram gentis, mas havia algo sério em seu olhar. Quando falou, sua voz era grave como pedra escorrida em água.

— [Nome], fogo entre os lençóis do deserto, tua dança me prendeu antes mesmo de tocar tua pele. Hoje te reclamo diante dos homens e dos deuses. Que tua lealdade seja minha, assim como minha força será tua proteção. Que o que for gerado entre nós seja forte como o Nilo, e fluido como sua corrente.

Eles selaram com um beijo, profundo, ardente e apaixonado.
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A cerimônia estava selada. Agora, viria o momento esperado: a dança da união. O rito de sedução.

Todos os presentes se afastaram, formando um círculo em torno da pista de pedra polida. Os músicos alinharam-se com harpas, flautas e tambores. A música começou lenta, com um ritmo hipnótico e antigo. O vento soprou levemente quando [Nome] surgiu.

Sua túnica fora trocada por uma roupa vermelha intensa, que parecia feita de fogo líquido. Um tecido fino e translúcido descia dos ombros, enquanto correntes douradas caiam dos quadris. As pernas morenas estavam expostas até as coxas, e os pés descalços deslizavam suavemente sobre as pedras. Seus olhos, delineados, brilhavam com kohl negro. Era beleza e guerra.

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⏰ Última atualização: Jun 17, 2025 ⏰

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