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ainda no hospital, 05:20 da manhã
Já tava amanhecendo e eu ainda continuava com ele, que dormia feito um anjo, eu não dormir, muito menos levantei pra ir ao banheiro, eu não queria de jeito nenhum sair do lado dele..
Mas infelizmente eu tive, a enfermeira veio me avisando que o horário já tinha terminado e eu precisava ir embora. A despedida foi um pouco difícil, mas eu também já tava cansada e precisava descansar.
Eu me levantei devagar, tentando não fazer barulho para não acordá-lo. O rosto dele, mesmo pálido e cansado, tinha uma serenidade que me fazia querer ficar mais. Passei a mão suavemente pelo cabelo dele dando um beijo em seu rosto, como se fosse uma despedida silenciosa
— Eu vou voltar logo vida, eu prometo— eu fiquei olhando pra ele e sorrir de leve, cobrir ele mais e me virei, seguindo em direção a porta—
Olhei uma última vez pra ele e sair do quarto fechando a porta e me encostando nela, respirando fundo, cansada, mas muito aliviada ao ver ele bem e vivo..
Eu comecei a andar pelo corredor frio, eu ainda tava descalça, completamente atordoada, fui andando até chegar a recepção e fiquei surpresa quando vi minha irmã ainda ali, ela tava sentada quase dormindo, mas despertou quando me viu
— Day, Meu Deus, desculpa por te deixar aqui— eu fui até ela sentando no seu lado e abraçando ela— desculpa irmã— sussurrei apertando mais ela no meu abraço—
— tudo bem meu amor, você sabe que eu não ia te deixar sozinha— ela se separou e olhou pra mim— e aí, como ele tá?— eu respirei fundo me encostando na cadeira olhando pra cima, me arrepiei pelo frio que estava naquela recepção—
— ele tá todo enfaixado, o rosto pálido, com alguns cortes.. ele tá fraco, tão vulnerável..— eu disse fixando meu olhar no balcão a frente, relembrando do estado dele quando saí daquele quarto—
— mas ele tá vivo, Deo... é isso que importa agora — minha irmã disse apertando minha mão, como se tentasse passar toda a força que ela sabia que eu precisava naquele momento—
Eu apenas assenti, sentindo os olhos queimarem, mas me recusando a deixar as lágrimas caírem.
— foi tão difícil sair de lá... — confessei baixinho, quase para mim mesma. — Eu só queria ficar com ele. Só queria ter certeza de que ele não vai precisar passar por mais nada sozinho.
Minha irmã suspirou, me puxando para outro abraço. Era o tipo de abraço que me fazia lembrar que, apesar de toda a dor, eu ainda tinha alguém comigo.
— você tá sendo forte, sabia? Ele precisa de você assim. Mas agora você precisa descansar um pouco também... Não adianta nada você cair de cansaço.
Eu balancei a cabeça, mesmo sabendo que ela tinha razão. Meu corpo estava exausto, mas minha mente não parava, revivendo cada momento da última noite, cada susto, cada angústia.
— ele vai sair dessa, meu amor — ela murmurou, me dando um beijo no ombro—
— eu sei... — sussurrei, mesmo que lá no fundo a incerteza ainda me assombrasse. — Ele tem que sair— disse convicta e tentando ter a certeza daquilo— Onde está o Pedro?
— ele foi lá fora comprar alguma coisa
— ele ficou aqui também com você?— ela assentiu sorrindo bem de leve, mas que deu pra perceber que era um sorriso bobo, eu não disse nada, apenas balancei a cabeça—
— eu tô tão cansada.. mas eu não quero ir, queria ficar aqui pra receber qualquer notícia dele— eu me encostei na cadeira jogando o cabelo pra trás e começando a pentear ele com os dedos mesmo, logo fazendo um coque meio desleixado—
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ᴅʀᴏɢᴀ ᴅᴇ ᴀᴍᴏʀ||ᴋᴇᴠɪɴ ᴇ ᴅᴇᴏʟᴀɴᴇ||
RomanceDeolane Bezerra é uma mulher de 33 anos, uma advogada criminalista, mãe solteira de três filhos, tendo suas duas irmãs seguindo a mesma profissão. Tendo uma vida profissional e pessoal boa, mas sua vida amorosa tá por água abaixo, após sair de dois...
