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Q.D.T, depois de 11 horas e 20 minutos..
Aeroporto de Londres-Heathrow
07:42 da manhã.

E finalmente, chegamo em Londres.

O bonde chegou fi, e chegou pra realizar o maior sonho da nossa vida. E foi tipo atravessar um portal. Era real parça.

O letreiro enorme no saguão dizia “Welcome to London”, e porra... parecia que aquela placa era só pra gente.

Onze horas e vinte de voo direto de São Paulo. Cansado? pra caralho. Com dor na coluna? também. Mas com o coração explodindo de emoção. A gente desceu daquele avião com a sensação de que tava pisando em outro mundo. E era mesmo. Tudo diferente. O ar, o chão, o céu, até o silêncio parecia mais educado.


E

u olhei pra Deolane ao meu lado, ainda com os olhos cansados, o coque bagunçado que ela tentou ajeitar dentro do avião de acordar. E mesmo assim, é linda demais.

— vida... a gente tá mesmo aqui — murmurei, puxando ela pela cintura—

—estamos vida, e pra realizar seu sonho— ela disse baixo, olhando pro teto gigante do aeroporto e depois pra mim, sorrindo—

— caralho mano, nós tamo em Londres cara— o Davi falou olhando tudo sem acreditar, eu tava da merma forma—

— fi, a ficha não caiu não, slk, tô nem acreditando parceiro— falou o Don de mãos dadas com a Allana que tava gravando tudo—

— vey, olha isso, carai mano, eu tô em Londres parça, slk nem acredito— Pedro falou passando pela gente e saindo andando que nem uma criança numa loja de brinquedos—

— volta qui carai, ninguém vai atrás de você se tu se perder viu— o Davi falou puxando ele pelo casaco—

— deixa o menino ser feliz, tadinho— minha doutora falou rindo do jeito dos dois—

— se deixar ele some e não aparece mais— o Don falou zoando com a cara dele que mandou dedo pro amigo—

Parceiro, o aeroporto era grande demais fi. O bagulho parecia um shopping, uma coisa muito foda de se ver man. Nós passava e via aquelas placas em inglês que a gente fingia que sabia o que significava só pra não pagar de perdido. A galera andando na maior tranquilidade, uns gringos apressado com cara de quem tava indo fechar contrato de milhões, e nós ali, um bonde de funkeiro no meio daquele mundaréu de gente.

— parceiro, olha esse lugar, cê tá maluco— falei, passando a mão por cima de uma divisória de mármore só pra ver se era de verdade mesmo—

— eu tô com medo até de espirrar aqui dentro, parece que o ar é importado — a Allana comentou, segurando o riso—

— e é né parceira, do Reino Unido carai — Pedro respondeu, tentando colocar um sotaque britânico fajuto que fez todo mundo rir—

— "Reino Unáidid", fi — o Don zoou, fazendo a gente rir mais—

A gente foi seguindo o fluxo, passando pelo bagulho da imigração, que demorou mais do que nós esperava, bagulho difícil viu, porra. O segurança tinha uma cara de quem não ria desde 98, todo sisudo, alto, parecia o segurança de filme da Marvel, chega dava um nervoso só de olhar, slk, esses cara parecia um mamute.

Ele foi chamando cada um e fazendo perguntas também, demos aquela embolada? sim, mas no final deu tudo certo.

E agora fomos na função de pegar nossas malas, que demorou uma eternidade pra aparecer. O Pedro ficou apostando com o Davi qual mala ia sair primeiro, perdeu e ainda teve que levar a mochila do amigo, esse cara é uma onda, namoral.

ᴅʀᴏɢᴀ ᴅᴇ ᴀᴍᴏʀ||ᴋᴇᴠɪɴ ᴇ ᴅᴇᴏʟᴀɴᴇ||Onde histórias criam vida. Descubra agora