Desejos...

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Riley atravessou a porta de sua casa, o som exterior da madrugada desaparecendo atrás dele.  O silêncio era envolvente, o separando das tensões que o aguardavam lá fora, daqui algumas horas.

Riley havia enfrentado os Cullens mais uma vez, e a discussão com Victoria ainda ecoava em sua mente. A orda de vampiros que ela liderava estava em um estado de agitação, e ele se sentia exausto.

A casa, que costumava ser um refúgio, agora parecia um labirinto de pensamentos confusos e emoções à flor da pele. Riley se permitiu um momento para fechar os olhos e respirar fundo, tentando dissipar a frustração que o acompanhava. Mas, ao invés disso, outro sentimento começou a emergir. Um aroma inebriante o atingiu como um sopro de ar fresco.

A mistura de determinação e vulnerabilidade que o atraía de maneira irresistível.

Seguindo o rastro do cheiro, ele se dirigiu ao escritório. A porta estava entreaberta, e a visão que se apresentou a ele fez seu coração acelerar. Charlie estava ali, recostado em um sofá médio, confortável, a luz suave da tarde filtrava-se pelas janelas, destacando os traços do rosto do homem que, de alguma forma, havia se tornado tão intrigante para Riley.

Notou então, seus livros espalhados pela mesa do escritório. Curioso, ele lançou um olhar sobre as páginas abertas e os papéis avulsos onde havia anotações sobre a história de Forks, com detalhes sobre os primeiros habitantes da região e suas lendas. Percebeu que o homem encontrou as biografias sobre quem viveu na cidade, suas histórias entrelaçadas com o misticismo que cercava a região. E até os livros de anatomia animal, com desenhos detalhados foram mantidos por perto.

Riley quase achou cômico ao notar a liberdade do policial em fazer anotações nas páginas enquanto investigava, demarcando lugares e até selecionando as criaturas que habitavam a floresta ao redor.

Observou por um momento, admirando como Charlie parecia descansar com segurança, apesar da situação. A forma como dormiu com um livro no colo, os traços relaxados, a respiração tranquila, tudo isso despertava um instinto protetor dentro de Riley. Ele se sentia atraído não apenas pela beleza do homem, mas pela vulnerabilidade que emanava dele enquanto dormia. Um desejo intenso de tocá-lo, de sentir a suavidade de sua pele, cresceu, mas a ideia de acordá-lo parecia quase cruel.

Ele estendeu a mão quando se tornou avassalador o suficiente, apenas para hesitar a poucos centímetros do rosto de Charlie ao observar a contração da expressão no rosto, como se tivesse pesadelos. Os dedos frios quase tocaram a pele quente, mas Riley se deteve, decidido a admirar a beleza do momento.

Semelhante a um artista contemplando sua obra-prima, o rapaz se perdeu na fragilidade do homem adormecido à sua frente, que estava vestido com suas roupas avulsas, deixando as peças se ajustarem ao seu corpo de maneira provocante. A camisa, embora longa, apertava levemente no peito musculoso de Charlie, acentuando os contornos de sua forma atlética. As calças de tecido confortável que ele usava eram largas, mas ainda assim abraçavam às coxas torneadas do policial, destacando sua força e vigor.


Riley não pôde evitar um suspiro involuntário. Ele se perdeu nos detalhes, admirando a forma como a luz da madrugada acariciava a pele bronzeada do homem, criando sombras sutis que realçavam sua musculatura. Era uma visão hipnotizante, e Riley se viu desejando mais do que apenas protegê-lo.

Um desejo reprimido pulsou dentro dele, uma chama que se intensificava a cada segundo em que observava Charlie.

Enquanto seus pensamentos vagueavam, ele notou que o policial começou a se eriçar com o frio da madrugada. Pequenos pontos de pele se levantaram, como se o corpo dele estivesse respondendo à temperatura do ambiente. Riley queria preservar aquele momento, mas a necessidade de agir era mais forte...

Com delicadeza, ele se agachou ao lado de Charlie e, com um movimento suave, retirou o livro que estava repousando em seu colo. Com um cuidado quase reverencial, Riley deslizou os braços sob o corpo de Charlie, sentindo o peso dele contra si, e o levantou com facilidade, como se fosse feito de penas. O apertou em seu colo sentindo o fervor de um corpo vivo.

A sensação de ter Charlie em seus braços era indescritível, na verdade.

Riley se levantou, segurando Charlie com firmeza, mas com a suavidade necessária para não perturbá-lo. Ele se dirigiu ao quarto, onde poderia acomodá-lo em um lugar mais confortável, longe do quarto gélido. A cada passo, a ideia de cuidar de Charlie se tornava mais clara em sua mente, como se fosse uma necessidade protegê-lo de Victória e do mundo.

Riley cuidadosamente deitou Charlie na cama, cobrindo-o com um cobertor macio. Ele se sentou na beira da cama por um momento, observando o homem impertubável. Um impulso quase incontrolável o fez se inclinar um pouco mais perto, querendo aquecer aquele corpo. Ele queria envolver Charlie em seus braços, afastar o frio e protegê-lo de qualquer coisa que pudesse ameaçá-lo. Sentia que havia um laço que se tornava cada vez mais difícil de ignorar, estava sendo criado, sendo insuportável de ignorar sua vontade. Riley respirou fundo, tentando se controlar. Sabia que precisava ser paciente, que havia tempo para explorar o outro.

Principalmente agora, com ele em seu ninho.

Mas, Riley se perdeu no aroma que emanava da pele de Charlie. O cheiro era um adocicado frescor, um perfume que só ele parecia ter. Era inebriante, como se aquela essência carregasse uma força sobrenatural que prendia a atenção do rapaz.

Ele prestou atenção à respiração de Charlie, suave e ritmada, um som que trazia uma sensação de paz. Cada expiração e inspiração criavam um ritmo hipnotizante, e Riley se viu encantado pela vulnerabilidade, era como se o mundo ao redor tivesse desaparecido, deixando apenas eles dois, imersos em uma bolha de intimidade.

Atraído por uma força inexplicável, Riley se inclinou ainda mais. Ele não conseguia resistir. Com um movimento cuidadoso, ele se afundou na curva do pescoço de Charlie, onde a pele convidativa parecia mais intensa em seu odor. Ao sentir o calor emanando, Riley afundou seu rosto ali, inalando profundamente o cheiro que o envolvia. Era um toque de liberdade e aconchego, uma mistura perfeita que o fazia querer ficar ali para sempre.

Naquele instante, Riley se sentiu à beira de adormecer, mesmo sabendo que não precisava. A sensação de estar tão preso ao outro, de sentir seu calor e seu cheiro, era como um bálsamo para sua alma cansada. Ele fechou os olhos, afundando-se na suavidade daquela pele, desejando que aquele momento nunca acabasse.




OBS: Caramba, agora que o negocio vai funcionar, se preparem para o desenvolvimento da relação íntima deles.

Eu não ando revisando os cap por inteiro, sem tempo, então perdoem a desordem ou falta de contexto. escrevo muito rápido pelo tempo curto que estou tendo. beijokas da coelha.


  

Eclipse - E se...Onde histórias criam vida. Descubra agora