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| Point of view –Melissa Marshall |

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| Point of view –
Melissa Marshall |

Quando eu era criança, adorava brincar de ser mãe das minhas bonecas, eu cuidava delas como se fossem de verdade, fazendo até mesmo aniversários para elas, mamãe sempre esteve lá, sempre fazia os bolos e alguns salgados, mesmo que a maioria queimasse

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Quando eu era criança, adorava brincar de ser mãe das minhas bonecas, eu cuidava delas como se fossem de verdade, fazendo até mesmo aniversários para elas, mamãe sempre esteve lá, sempre fazia os bolos e alguns salgados, mesmo que a maioria queimasse.

Aos dez anos, eu disse à ela que daria seu nome para minha primeira filha, disse que queria que ela tivesse seus cabelos, que fosse ruiva como minha mãe era, minha mãe sempre agradecia e dizia que ela com certeza teria os cabelos da avó.

Era um sonho infantil, um sonho distante, mas que eu tinha certeza de que aconteceria, mas agora, aquilo voltou a ser um sonho distante, ou até mesmo um sonho que jamais irá se realizar.

Lembro-me que fingi que estava tudo bem quando descobrimos que lobas não poderiam engravidar, quando descobrimos que apenas as mulheres eram inférteis, mas por dentro eu senti algo se quebrando, algo me queimando.

Eu queria ser uma mãe tão boa quanto a minha, mas isso foi tirado de mim sem mais nem menos, jamais poderei dar o nome dela para minha filha, jamais terei uma criança com os cabelos da avó, jamais sentirei o que minha mãe sentiu quando estava grávida de mim.

Mas não era apenas isso, além de ter acabado com meu sonho, eu provavelmente acabei com o de Embry também.

Jamais tivemos aquela conversa, jamais debatemos sobre filhos, crianças, mas eu sabia que o garoto queria ser pai, éramos crianças que conversavam sobre muita coisa.

Não sei o que ele pensou quando descobriu que não teria filhos comigo, quando soube que sua marca jamais engravidaria dele, jamais lhe daria um filho.

Porém ali estávamos nós agora, em nosso lugar especial. O grande campo de girassóis que íamos todos domingos quando mais novos.

Sentado ao meu lado, Embry acariciava minha mão, parecia aguardar que eu começasse, não querendo me pressionar, sempre tão atensioso.

Não era fácil começar aquele assunto, não era simples, mas era necessário.

Com um suspiro pesado, apertei sua mão em busca de forças.

𝐆𝐨𝐥𝐝𝐞𝐧 | 𝐄𝐦𝐛𝐫𝐲 𝐂𝐚𝐥𝐥 ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora