𝟑𝟑

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𝐀𝐥𝐞𝐜

Estávamos de volta a Volterra. Jane e eu caminhávamos pelos corredores silenciosos do castelo até a imponente sala dos Volturi. Meu corpo seguia ao lado dela, mas minha mente estava longe—presa em Renesmee.

— Melhor não pensar nela agora. — Jane alertou baixinho enquanto entrávamos no elevador.

Fechei os olhos por um instante, tentando afastar a visão que me assombrava. Renesmee... derrotada.

— Eu sei... — murmurei. — Mas não consigo esquecer.

Jane pousou a mão fria sobre a minha, um raro gesto de conforto vindo dela.

— Era o melhor a se fazer. Um dia, ela entenderá.

Eu queria acreditar nisso. Mas e se não entendesse? E se tentasse algo insensato? O desejo de vê-la queimava dentro de mim.

O elevador parou. Respirando fundo, seguimos pelo longo corredor até a grande porta escura. Assim que entramos, avistei Aro e Caius sentados à mesa, observando-nos com olhos afiados.

— Meus queridos... — Aro sorriu, aquele sorriso tão falso quanto perigoso.

Nos curvamos em respeito.

— Senhor, já faz tempo. — Jane disse, sua voz revestida com uma doçura calculada.

Aro riu baixinho, como se saboreasse um jogo em que apenas ele conhecia todas as regras.

— Acharam mesmo que ficariam afastados por tanto tempo?

O sorriso de Aro era um enigma, um convite velado ao jogo de manipulações que só ele sabia jogar. Seu olhar pousou em mim por um instante a mais do que o necessário, como se enxergasse além da minha fachada controlada.

— Sempre soube que voltariam para casa. — Ele continuou, levantando-se com a graça de um rei em seu trono.

Casa. A palavra ecoou em minha mente como uma ironia cruel.

— Nunca nos afastamos de verdade, senhor. — Jane respondeu, com a mesma doçura falsa de antes.

Caius, sentado ao lado, bufou impaciente. Diferente de Aro, ele não se importava em esconder seu desprezo.

— Espero que tenham algo útil a relatar. — Sua voz era fria como o mármore das paredes. — Ou sua estadia longe terá sido uma completa perda de tempo.

Jane olhou para mim de relance, esperando que eu tomasse a frente. Respirei fundo, escolhendo minhas palavras com cuidado.

— O mundo fora de Volterra está mudando. Os clãs estão inquietos. — Minha voz saiu firme, apesar do nó na garganta. — E os Cullen... continuam a desafiar o equilíbrio que os Volturi construíram.

Aro aproximou-se, cruzando as mãos diante do corpo, os olhos brilhando de interesse.

— Os Cullen... — Ele saboreou o nome. — E a jovem híbrida?

Senti o aperto de Jane em meu braço, um aviso silencioso para que eu medisse minhas palavras. Mas não importava o quanto tentasse esconder, Aro sempre sabia.

Ele riu, baixo e cheio de significado.

— Ah, Alec... seu coração pertence a ela, não é?

Minha mandíbula travou.

— Meu dever pertence aos Volturi.

Aro inclinou a cabeça, estudando-me com aquela expressão analítica que me fazia sentir como um peão em seu tabuleiro.

— Que resposta... correta. — Ele murmurou, quase desapontado.

A sala mergulhou em um silêncio tenso. Caius tamborilava os dedos na mesa, impaciente.

𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄Histórias para pegar e não largar. Descubra agora