𝐀𝐥𝐞𝐜
Estávamos de volta a Volterra. Jane e eu caminhávamos pelos corredores silenciosos do castelo até a imponente sala dos Volturi. Meu corpo seguia ao lado dela, mas minha mente estava longe—presa em Renesmee.
— Melhor não pensar nela agora. — Jane alertou baixinho enquanto entrávamos no elevador.
Fechei os olhos por um instante, tentando afastar a visão que me assombrava. Renesmee... derrotada.
— Eu sei... — murmurei. — Mas não consigo esquecer.
Jane pousou a mão fria sobre a minha, um raro gesto de conforto vindo dela.
— Era o melhor a se fazer. Um dia, ela entenderá.
Eu queria acreditar nisso. Mas e se não entendesse? E se tentasse algo insensato? O desejo de vê-la queimava dentro de mim.
O elevador parou. Respirando fundo, seguimos pelo longo corredor até a grande porta escura. Assim que entramos, avistei Aro e Caius sentados à mesa, observando-nos com olhos afiados.
— Meus queridos... — Aro sorriu, aquele sorriso tão falso quanto perigoso.
Nos curvamos em respeito.
— Senhor, já faz tempo. — Jane disse, sua voz revestida com uma doçura calculada.
Aro riu baixinho, como se saboreasse um jogo em que apenas ele conhecia todas as regras.
— Acharam mesmo que ficariam afastados por tanto tempo?
O sorriso de Aro era um enigma, um convite velado ao jogo de manipulações que só ele sabia jogar. Seu olhar pousou em mim por um instante a mais do que o necessário, como se enxergasse além da minha fachada controlada.
— Sempre soube que voltariam para casa. — Ele continuou, levantando-se com a graça de um rei em seu trono.
Casa. A palavra ecoou em minha mente como uma ironia cruel.
— Nunca nos afastamos de verdade, senhor. — Jane respondeu, com a mesma doçura falsa de antes.
Caius, sentado ao lado, bufou impaciente. Diferente de Aro, ele não se importava em esconder seu desprezo.
— Espero que tenham algo útil a relatar. — Sua voz era fria como o mármore das paredes. — Ou sua estadia longe terá sido uma completa perda de tempo.
Jane olhou para mim de relance, esperando que eu tomasse a frente. Respirei fundo, escolhendo minhas palavras com cuidado.
— O mundo fora de Volterra está mudando. Os clãs estão inquietos. — Minha voz saiu firme, apesar do nó na garganta. — E os Cullen... continuam a desafiar o equilíbrio que os Volturi construíram.
Aro aproximou-se, cruzando as mãos diante do corpo, os olhos brilhando de interesse.
— Os Cullen... — Ele saboreou o nome. — E a jovem híbrida?
Senti o aperto de Jane em meu braço, um aviso silencioso para que eu medisse minhas palavras. Mas não importava o quanto tentasse esconder, Aro sempre sabia.
Ele riu, baixo e cheio de significado.
— Ah, Alec... seu coração pertence a ela, não é?
Minha mandíbula travou.
— Meu dever pertence aos Volturi.
Aro inclinou a cabeça, estudando-me com aquela expressão analítica que me fazia sentir como um peão em seu tabuleiro.
— Que resposta... correta. — Ele murmurou, quase desapontado.
A sala mergulhou em um silêncio tenso. Caius tamborilava os dedos na mesa, impaciente.
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𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄
VampiriAnos após a guerra contra os Volturi e a trágica morte de Charlie, os Cullen decidem retornar a Forks, esperando uma vida mais tranquila e comum. No entanto, o que parecia ser uma nova etapa serena para Renesmee rapidamente se transforma em um turbi...
