𝐑𝐞𝐧𝐞𝐬𝐦𝐞𝐞
Depois que tudo foi discutido, Alec e eu nos afastamos um pouco. Caminhamos pela floresta em silêncio, apenas ouvindo o som das folhas sob nossos pés e o vento suave entre as árvores. Foi então que Alec pegou minha mão e me guiou até uma casa isolada, meio escondida pela vegetação.
- O que estamos fazendo aqui? - perguntei, curiosa, olhando ao redor.
Entramos. A luz era baixa, suave, criando sombras aconchegantes nas paredes.
- Achei que merecíamos um momento só nosso... antes do grande dia - disse ele, com aquele olhar que sempre fazia meu coração disparar.
Antes que eu pudesse responder, Alec me puxou pela cintura e me levantou no colo com uma facilidade encantadora.
- Você continua sendo muito safado - murmurei, sorrindo.
Ele deu uma risada baixa.
- Quando se trata de você... quero tudo. E um pouco mais.
Subimos as escadas até o quarto dele. Era um cômodo surpreendentemente acolhedor: paredes em tons de cinza suave, uma estante cheia de livros bem organizados, e suportes com telas esvoaçantes nas janelas, que balançavam com a brisa da noite.
- Confesso que imaginei algo mais... gótico - brinquei. - Talvez um caixão, algumas correntes, quem sabe até instrumentos de tortura pendurados nas paredes.
Alec revirou os olhos, fingindo indignação.
- Você assiste filmes demais.
Ele me deitou na cama com cuidado, como se eu fosse feita de vidro. Seus olhos não se afastaram dos meus nem por um segundo.
- Você é muito linda - sussurrou, sua voz rouca carregada de sinceridade.
Meu coração acelerou, não pela intensidade do momento, mas pela ternura. Pelo carinho. Pela urgência de estarmos juntos antes que o mundo mudasse.
- E você... é tudo o que eu nunca imaginei que teria, mas sempre desejei - respondi, acariciando seu rosto.
Ele se inclinou lentamente, e nossos lábios se encontraram num beijo calmo, profundo, cheio de promessas silenciosas.
Alguns minutos depois, o beijo começou a se intensificar. As mãos de Alec deslizaram por debaixo da minha camisa, acariciando com delicadeza a minha cintura. Meu corpo reagia ao toque dele, mas havia algo dentro de mim que me fez chamar por ele, a voz um pouco entrecortada.
- Alec... - murmurei, quase sem fôlego.
Ele não respondeu de imediato, ocupado demais traçando beijos na curva do meu pescoço, fazendo minha pele arrepiar.
- Alec, amor... - repeti, mais firme.
Ele parou de repente, os olhos encontrando os meus com uma expressão confusa e um tanto desapontada.
- O que foi? - perguntou suavemente, tentando entender.
Fiquei em silêncio por um instante, apenas o encarei. Não sabia exatamente como dizer. Era algo tão íntimo, tão meu. Mas eu confiava nele.
- Você quer parar? - perguntou, com seriedade, mas sem qualquer julgamento.
Respirei fundo.
- Não... é só que... - hesitei, então finalmente disse - eu nunca fiz isso antes.
Os olhos de Alec se suavizaram num segundo. A surpresa em sua expressão deu lugar a algo mais terno, quase protetor. Ele sorriu de leve, passando os dedos delicadamente pelo meu rosto.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄
VampireAnos após a guerra contra os Volturi e a trágica morte de Charlie, os Cullen decidem retornar a Forks, esperando uma vida mais tranquila e comum. No entanto, o que parecia ser uma nova etapa serena para Renesmee rapidamente se transforma em um turbi...
