𝟒𝟓

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𝐑𝐞𝐧𝐞𝐬𝐦𝐞𝐞

Depois que tudo foi discutido, Alec e eu nos afastamos um pouco. Caminhamos pela floresta em silêncio, apenas ouvindo o som das folhas sob nossos pés e o vento suave entre as árvores. Foi então que Alec pegou minha mão e me guiou até uma casa isolada, meio escondida pela vegetação.

- O que estamos fazendo aqui? - perguntei, curiosa, olhando ao redor.

Entramos. A luz era baixa, suave, criando sombras aconchegantes nas paredes.

- Achei que merecíamos um momento só nosso... antes do grande dia - disse ele, com aquele olhar que sempre fazia meu coração disparar.

Antes que eu pudesse responder, Alec me puxou pela cintura e me levantou no colo com uma facilidade encantadora.

- Você continua sendo muito safado - murmurei, sorrindo.

Ele deu uma risada baixa.

- Quando se trata de você... quero tudo. E um pouco mais.

Subimos as escadas até o quarto dele. Era um cômodo surpreendentemente acolhedor: paredes em tons de cinza suave, uma estante cheia de livros bem organizados, e suportes com telas esvoaçantes nas janelas, que balançavam com a brisa da noite.

- Confesso que imaginei algo mais... gótico - brinquei. - Talvez um caixão, algumas correntes, quem sabe até instrumentos de tortura pendurados nas paredes.

Alec revirou os olhos, fingindo indignação.

- Você assiste filmes demais.

Ele me deitou na cama com cuidado, como se eu fosse feita de vidro. Seus olhos não se afastaram dos meus nem por um segundo.

- Você é muito linda - sussurrou, sua voz rouca carregada de sinceridade.

Meu coração acelerou, não pela intensidade do momento, mas pela ternura. Pelo carinho. Pela urgência de estarmos juntos antes que o mundo mudasse.

- E você... é tudo o que eu nunca imaginei que teria, mas sempre desejei - respondi, acariciando seu rosto.

Ele se inclinou lentamente, e nossos lábios se encontraram num beijo calmo, profundo, cheio de promessas silenciosas.

Alguns minutos depois, o beijo começou a se intensificar. As mãos de Alec deslizaram por debaixo da minha camisa, acariciando com delicadeza a minha cintura. Meu corpo reagia ao toque dele, mas havia algo dentro de mim que me fez chamar por ele, a voz um pouco entrecortada.

- Alec... - murmurei, quase sem fôlego.

Ele não respondeu de imediato, ocupado demais traçando beijos na curva do meu pescoço, fazendo minha pele arrepiar.

- Alec, amor... - repeti, mais firme.

Ele parou de repente, os olhos encontrando os meus com uma expressão confusa e um tanto desapontada.

- O que foi? - perguntou suavemente, tentando entender.

Fiquei em silêncio por um instante, apenas o encarei. Não sabia exatamente como dizer. Era algo tão íntimo, tão meu. Mas eu confiava nele.

- Você quer parar? - perguntou, com seriedade, mas sem qualquer julgamento.

Respirei fundo.

- Não... é só que... - hesitei, então finalmente disse - eu nunca fiz isso antes.

Os olhos de Alec se suavizaram num segundo. A surpresa em sua expressão deu lugar a algo mais terno, quase protetor. Ele sorriu de leve, passando os dedos delicadamente pelo meu rosto.

𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄Histórias para pegar e não largar. Descubra agora