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𝐑𝐞𝐧𝐞𝐬𝐦𝐞𝐞

Faltava apenas um dia para a grande batalha. O clima era tenso — todos pareciam dividir a mesma mistura de nervosismo e ansiedade. Por mais confiante que eu tentasse me manter, sentia como se estivesse a um passo de perder tudo o que mais amo.

Estávamos reunidos na varanda, minha família e eu, sentados lado a lado, tentando encontrar a melhor estratégia contra Blair — a mulher que há dias assombrava meus pensamentos e tirava meu sono.

— Vamos encontrar uma saída, querida — disse meu pai, sua voz suave como um sussurro de esperança. Ele tocou minha mão com carinho, e aquele gesto me trouxe um pouco de paz.

Sorri, sem muita convicção, apenas balançando a cabeça.

— Precisamos de ideias. Como vamos derrubá-la? — declarou Jasper, sua expressão firme, mas os olhos denunciando a preocupação.

— Alice, você consegue ver alguma coisa sobre ela? — perguntou Alec, com um fio de esperança na voz.

Alice abaixou os olhos e balançou a cabeça em silêncio.

— Não consigo ver o futuro dela... mas vi milhões de possibilidades do nosso futuro.

Um silêncio pesado caiu sobre nós. O som das cigarras e do vento nas árvores parecia mais alto que nunca.

— Em algum deles... a gente vence? — Rosalie perguntou, quase num sussurro, como se temesse a resposta.

Alice hesitou por um instante, e então assentiu.

— Sim.

Aquela palavra foi como um sopro de alívio. Pequeno, mas suficiente para reacender a chama da esperança.

A confirmação de Alice trouxe um alívio momentâneo, mas todos sabíamos: vencer Blair não seria fácil. Ela não era apenas poderosa — era imprevisível. E o mais aterrorizante de tudo era o dom que a tornava única entre os nossos: Blair podia privar qualquer vampiro de seu poder, como se arrancasse algo vital do nosso ser.

O vento frio da noite parecia carregar o peso do amanhã. A confirmação de Alice de que venceríamos em ao menos um futuro possível nos deu uma fagulha de esperança — mas a realidade ainda era cruel. Blair não era apenas poderosa. Ela era uma anomalia. Uma ruptura no que sabíamos sobre o mundo dos dons.

Ela podia anulá-los. Todos eles.

Alice ergueu os olhos, sérios.

— Assim que nos aproximamos, é como se tudo se apagasse. Visão, força, velocidade, ilusão... nada funciona. É como ficar cego e humano.

Um silêncio sufocante tomou conta da varanda.

— Então... vamos enfrentá-la como mortais — murmurou Rosalie. — Em desvantagem total.

— Nem tudo está perdido — disse Jasper, sua voz baixa, mas determinada. — Ainda temos o que ela não pode tirar: estratégia. Treinamento. Instinto.

— E o vínculo entre nós — completou Esme. — Isso, ela jamais entenderá.

— Precisamos pensar como humanos pensariam numa guerra — falei. — Ela confia tanto no próprio poder que talvez nunca imagine que possamos vencê-la sem dons.

Carlisle assentiu, já raciocinando.

— Vamos pensar em armadilhas. Emboscadas. Locais fechados que limitem o alcance dela. Forçar o erro. Desgastar. Se ela confia tanto no próprio dom, pode ser imprudente.

— E se criarmos distrações simultâneas? — sugeriu Jasper. — Com movimentos coordenados, para forçá-la a dividir a atenção.

— Precisamos de alguém que a atraia — disse Alice, olhando para mim. — Alguém que ela queira destruir pessoalmente.

Meu estômago se revirou. 

— Eu serei a isca — declarei. — Levo ela até o ponto de emboscada. Vocês fazem o resto.

— Isso é suicídio — sussurrou Esme.

— Não se ela acreditar que eu estou indefesa. Que estou sozinha.

Minha família ficou em silêncio. Um silêncio denso, pesado, como se cada um estivesse perdido em seus próprios pensamentos.

De repente, uma faísca de esperança acendeu dentro de mim.

— Eu tenho uma ideia — disse, quebrando o silêncio.

Todos voltaram os olhos para mim, atentos, cheios de expectativa.

— Podemos usar a Zafrina... ela pode roubar a visão da Blair.

— Isso não funcionaria — disse Rosalie, cética. — Blair a privaria imediatamente.

Assenti com um leve sorriso.

— Justamente. Blair só pode fazer isso se estiver perto o suficiente. Mas a Zafrina pode roubar sua visão à distância.

Um breve silêncio caiu de novo, mas dessa vez era diferente — carregado de tensão e possibilidade.

— Nessie tem razão — disse Edward, firme. — Quando Zafrina apagar a visão dela... esse será o momento. O momento ideal para acabar com tudo.

Sorrimos com o plano. Pela primeira vez em muito tempo, sentimos que talvez... nem tudo estivesse perdido.

Reunimos todos os vampiros aliados e repassamos a estratégia com atenção. Bella iria com Zafrina, garantindo que nada acontecesse com ela durante o momento crucial. O restante de nós se prepararia para enfrentar os Volturi — um por um, sem hesitar.



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𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄Histórias para pegar e não largar. Descubra agora