𝐑𝐞𝐧𝐞𝐬𝐦𝐞𝐞
Quando chegamos à Itália, senti um arrepio percorrer meu corpo. Estava a poucos passos de reencontrar Alec. Ficamos hospedados em um hotel um pouco distante da capital, e eu estava na varanda, observando o pôr do sol, quando Alice se aproximou.
‒ Eu aconselho a se preparar para tudo, Renesmee. O futuro é cheio de possibilidades.
‒ Você acha que isso pode acabar gerando uma guerra? - perguntei, tentando controlar a ansiedade.
Alice ficou em silêncio por um momento, como se estivesse avaliando as palavras.
‒ Talvez. Tudo vai depender de como as coisas vão se desenrolar hoje.
Soltei um suspiro frustrado.
‒ Não era isso que eu esperava quando me apaixonei por Alec.
Ela me olhou com compreensão.
‒ Ei, a gente não tem controle sobre isso.
‒ Eu sei, mas ao vir até aqui, estou colocando a vida de todos em risco. - minha voz vacilou, cheia de dúvida.
Alice colocou a mão em meu ombro, tentando me transmitir um pouco de conforto.
‒ Não é fácil, eu sei. Mas você tem que confiar em si mesma. Você sempre soube o que estava fazendo, mesmo nos momentos mais difíceis.
Suspirei, olhando para o horizonte, tentando processar suas palavras. A verdade é que eu tinha medo. Medo do que poderia acontecer com Alec, com minha família, com todos ao nosso redor.
‒ Eu só não quero que ninguém se machuque por minha causa. – minha voz saiu baixa, quase um sussurro.
Alice não respondeu de imediato, mas senti sua presença ao meu lado, como se estivesse me transmitindo uma calma que, no fundo, eu ainda não conseguia sentir.
‒ O que você sente por ele é real, Renesmee. E isso é o que importa agora. – ela finalmente disse, sua voz firme, mas suave. – O resto, a gente vai dar um jeito.
Eu olhei para ela, seus olhos brilhando com uma confiança inabalável, e, por um momento, me senti mais forte. Eu sabia que não podia controlar tudo, mas talvez, se fizesse o que meu coração dizia, as coisas dariam certo.
‒ Você está certa. – respirei fundo, sentindo uma determinação crescente. – Eu não posso voltar atrás agora.
Alice sorriu, dando um tapinha em meu ombro.
‒ Isso mesmo. Agora, vamos nos preparar. O futuro pode ser incerto, mas você não está sozinha. Nós estamos com você.
Antes que eu pudesse responder, ouvi o som de uma porta sendo aberta. Olhei para trás e vi Edward, que apareceu na entrada da varanda com um sorriso, embora seus olhos denunciassem a preocupação que ele estava tentando esconder.
‒ Está tudo bem por aqui? – ele perguntou, aproximando-se de mim.
‒ Sim, só estava tentando lidar com as consequências de minhas escolhas. – respondi, forçando um sorriso.
Ele me olhou com intensidade, como se tentasse entender o que realmente estava sentindo, mas, em vez de dizer algo, se aproximou e segurou minha mão, como se me transmitisse a força que eu precisava para seguir em frente.
Eu sabia que a partir daquele momento, a batalha que enfrentaria não seria só minha. Tínhamos uma escolha a fazer, e não importava o que acontecesse, eu não estava mais sozinha.
★★★
Algumas horas mais tarde, recebi uma ligação de Alec informando o local onde nos encontraríamos. Arrumei-me rapidamente e avisei minha família que se apressou para irmos.
Ao chegar ao ponto de encontro, um bosque afastado da cidade, senti um arrepio percorrer minha pele. A névoa pairava sobre as árvores, tornando o ambiente ainda mais misterioso. Poucos instantes depois, ouvi passos suaves se aproximando.
Alec emergiu das sombras com a graça silenciosa de um predador, sua postura impecável e o olhar intenso fixo em mim. A luz pálida da lua realçava seus traços esculpidos, e por um breve instante, me perdi na frieza enigmática de sua expressão.
— Você veio. — Alec caminhou até mim com calma, seus passos silenciosos sobre a relva úmida.
— É claro que eu viria. — Sem hesitar, corri em sua direção e me joguei em seus braços.
Ele me envolveu com firmeza, e por um momento, senti-me verdadeiramente segura.
— Senti sua falta. — Sua voz saiu baixa, carregada de sinceridade.
Levantei o olhar, encontrando o dele. Seus olhos, normalmente frios e impenetráveis, estavam gentis, tomados por uma ternura inesperada. Ali, nos braços de Alec, senti que finalmente estava onde pertencia.
O momento foi interrompido por uma tosse exagerada e teatral de Emmet.
— Não pude evitar trazê-los. Estavam preocupados.
Virei-me para encará-lo, rindo, enquanto Alec apenas assentia com serenidade.
— Tudo bem, é melhor assim — respondeu ele, sem qualquer sinal de surpresa.
Alice, que até então permanecia em silêncio, deu um passo à frente, sua expressão séria e atenta.
— Alec, nos diga o que aconteceu.
Ele respirou fundo antes de responder, sua voz carregada de algo que parecia ser arrependimento.
— Aro nos usou. Tudo fazia parte de um plano arquitetado por ele e Caius para vigiar Renesmee... e todos vocês.
O ar pareceu ficar mais pesado ao redor de nós.
— Por quê? — Rosalie interveio, seu tom repleto de indignação. — Já provamos que ela não representa ameaça alguma!
Antes que Alec pudesse responder, uma nova voz ecoou na escuridão.
— Porque Caius deseja, a qualquer custo, a morte de Renesmee.
Jane surgiu das sombras, seu olhar gélido varrendo o grupo. Seu semblante não demonstrava emoção, mas o peso de suas palavras fez um calafrio percorrer minha espinha.
— Mas por quê? — Jasper questionou, estreitando os olhos.
Antes que Jane pudesse responder, Edward ergueu o olhar, sua expressão carregada de compreensão repentina.
— Caius acredita que Alice manipulou a visão que tivemos.
Alice, até então impassível, franziu o cenho, indignada.
— Isso é absurdo! Eu não tenho esse tipo de poder!
O silêncio que se seguiu foi cortante. Estava claro que os Volturi não desistiriam tão facilmente. E agora, mais do que nunca, precisávamos estar preparados.
— O que faremos? — perguntou Rosalie, a impaciência evidente em sua voz.
— O melhor seria que vocês fossem para longe daqui. Estariam mais seguros. — Alec declarou, sua expressão séria.
— Pela primeira vez, concordo com Alec. — Bella, que até então permanecia em silêncio, finalmente se pronunciou, sua voz firme, mas preocupada.
— Não podemos. — Carlisle interveio, seu tom afetuoso, porém carregado de preocupação. — Alec agora faz parte da vida de Renesmee.
O silêncio caiu sobre o grupo, mas foi quebrado pela voz decidida de Alec.
— Eu não posso. — Ele ergueu o olhar, sua determinação inabalável. — Não sou egoísta a ponto de colocar em risco a vida da mulher que amo.
As palavras pairaram no ar como um trovão silencioso. Todos se entreolharam, surpresos, não apenas pela confissão inesperada, mas pelo peso que ela carregava. Não era apenas uma questão de sobrevivência. Era amor. Um amor que desafiava tudo o que antes parecia imutável.
A gravidade da situação nunca foi tão clara.
✔ Não esqueçam de votar e comentar.
✔ Me digam o que estão achando dos capítulos
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄
VampireAnos após a guerra contra os Volturi e a trágica morte de Charlie, os Cullen decidem retornar a Forks, esperando uma vida mais tranquila e comum. No entanto, o que parecia ser uma nova etapa serena para Renesmee rapidamente se transforma em um turbi...
