𝐑𝐞𝐧𝐞𝐬𝐦𝐞𝐞
Assim que chegamos a Volterra, os guardas nos arrastaram sem hesitação pelos corredores sombrios do castelo. Nossas tentativas de resistência foram inúteis. Estávamos vulneráveis demais.
O frio da pedra sob nossos pés ecoava o peso da derrota em nossos ombros. Nenhum de nós previra esse desfecho.
Ao adentrarmos a sala de julgamento, o ar se tornou ainda mais pesado. Aro nos esperava, sentado majestosamente, o rosto iluminado por um sorriso satisfeito. Ao seu lado, Demetri permanecia imóvel, os olhos baixos, como se travasse uma batalha interna. Era evidente que, apesar de sua lealdade aos Volturi, havia uma parte dele que lamentava estar contra Jane e Alec.
— Meus queridos... que bom que chegaram. — A voz de Aro soou doce, mas era um doce artificial, carregado de veneno.
Ninguém respondeu. O silêncio foi nossa única forma de resistência.
Aro, no entanto, apenas riu, como se estivesse se deliciando com nosso desconforto. Então, voltou-se para Blair, que se mantinha firme ao seu lado.
— Blair, querida... já pode devolver seus dons a eles.
A garota assentiu sem hesitação.
— Sim, mestre.
No instante seguinte, um arrepio percorreu meu corpo. Era como se uma barreira invisível tivesse sido removida, e, de repente, tudo voltava a pulsar dentro de nós.
Alice ofegou ao sentir suas visões retornarem. Edward fechou os olhos, absorvendo o turbilhão de pensamentos ao seu redor. Jane e Alec trocaram um olhar feroz — eles também estavam de volta.
A confusão tomou conta do ambiente. Após tanto tempo sem nossos dons, recuperá-los de repente era como despertar de um longo pesadelo.
Mas por que Aro faria isso?
Era um jogo.
O salão de julgamento estava silencioso, mas o ar vibrava com uma energia carregada. Agora que nossos dons estavam de volta, a sensação de vulnerabilidade havia desaparecido — mas isso não significava que estávamos livres. Pelo contrário.
Aro nos observava atentamente, como se estivesse esperando nossa reação. Seu sorriso era paciente, quase benevolente, mas seus olhos brilhavam com malícia.
— Ah, como é fascinante vê-los assim novamente! — Ele entrelaçou os dedos, deliciado. — Imagino que a sensação de impotência tenha sido... esclarecedora.
Jane, agora de volta ao seu estado normal, estreitou os olhos para ele. Seu rosto estava tomado pela fúria.
— Se pensa que vamos nos submeter depois disso, está enganado — sua voz era um sibilo venenoso.
Aro riu suavemente, sem se deixar abalar.
— Minha querida Jane, sempre tão impetuosa... Mas não se trata de submissão. — Ele se levantou lentamente, deixando sua capa escura deslizar pelo chão. — Se trata de escolha.
Edward franziu o cenho, desconfiado.
— Que escolha?
Aro abriu os braços, teatral.
— Agora que provaram o que significa não ter suas habilidades, podem compreender o verdadeiro valor do que possuem. E, mais do que isso... podem entender o que significa estar do lado certo da história.
Rosalie rosnou.
— Nos torturou para que agradecêssemos por ter nossos dons de volta?
— Tortura? — Aro inclinou a cabeça, fingindo surpresa. — Não, querida, foi um ensinamento. Eu os privei daquilo que os faz fortes para que percebam que, sem nós, sem nossa ordem, vocês não são nada.
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𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄
VampirAnos após a guerra contra os Volturi e a trágica morte de Charlie, os Cullen decidem retornar a Forks, esperando uma vida mais tranquila e comum. No entanto, o que parecia ser uma nova etapa serena para Renesmee rapidamente se transforma em um turbi...
