𝟑𝟔

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𝐑𝐞𝐧𝐞𝐬𝐦𝐞𝐞

Eu estava deitada no quarto quando o telefone tocou. Minha família havia saído — talvez para comprar algo para mim, talvez para caçar. A casa estava silenciosa, e o som repentino do toque fez meu coração acelerar.

Atendi sem pensar, levando o aparelho ao ouvido. Do outro lado, silêncio.

— Alô? Quem está aí? — perguntei, franzindo a testa.

Então, a voz veio.

— Renesmee... sou eu.

O mundo ao meu redor parou. Meu corpo estremeceu ao reconhecer aquele tom inconfundível.

— Alec? — minha voz saiu trêmula, quase um sussurro. — Como... por que está me ligando?

— Porque eu precisava — ele respondeu, a voz carregada de urgência, como se estivesse lutando contra algo maior do que ele.

Minha respiração acelerou.

— Você não deveria... se alguém descobrir... — minha mente estava tomada pela visão de Alice, pelo perigo que isso representava.

— Eu sei — ele murmurou, a voz mais baixa, quase um segredo. — Mas não consigo ficar longe de você.

Um riso nervoso, quase choroso, escapou dos meus lábios.

— Eu senti sua falta.

— Eu também — ele admitiu, e a tristeza em seu tom fez meu peito apertar.

Aquele momento já bastava. O simples fato de ouvi-lo deveria ser suficiente para acalmar meu coração... mas não era. Eu queria mais.

— Preciso te ver — aquilo foi o suficiente para eu voltar ao plano de vê-lo.

Houve uma pausa.

— Estou na estrada. Indo até você. - respondi determinada.

O silêncio se prolongou por um instante, e então a ligação foi cortada.

Fiquei ali, segurando o telefone, sentindo meu coração disparar com a decisão que acabava de tomar.

Eu estava indo vê-lo. E nada poderia me impedir.

★★★

Desliguei o telefone e permaneci ali, imóvel, deixando as palavras de Alec ecoarem na minha mente. Meu coração batia forte, e eu não sabia se era medo, emoção ou um pouco dos dois.

Sentei na poltrona no canto do quarto, tentando recuperar o fôlego. Mas não tive muito tempo para processar tudo. Num piscar de olhos, a porta se abriu com força, e minha família entrou apressada, os rostos tensos.

— Você está louca?! — Rosalie foi a primeira a falar, a voz carregada de indignação. — Vai se encontrar com ele?

Olhei para Alice. Seus olhos brilhavam de frustração. Era óbvio que ela havia visto.

Respirei fundo antes de responder.

— Parece loucura, eu sei, mas vamos nos encontrar em um lugar seguro, longe do Aro.

Edward passou a mão pelos cabelos, impaciente.

— Nessie, isso é praticamente suicídio! Você ir até ele só facilita as coisas para Aro. Você sabe que ele quer você, e qualquer movimento imprudente pode dar a ele exatamente o que deseja.

— Eu não estou sendo imprudente — retruquei, tentando manter a calma. — Eu só... eu preciso vê-lo.

— Precisa? — Bella finalmente falou, sua voz mais suave, mas carregada de preocupação. — Renesmee, amor... o que está acontecendo?

Olhei para ela, sentindo meu peito apertar. Eu sabia que todos ali só queriam me proteger, mas não podiam entender o que eu sentia.

— Eu não sei explicar — murmurei. — Mas estar longe dele... dói. É como se algo estivesse faltando.

Houve um silêncio. Jasper, que estava encostado na porta de braços cruzados, soltou um suspiro pesado.

— Isso não é seguro, Ness. Nem para você, nem para ele.

Olhei para ele. Seu maxilar estava travado, e eu sabia que ele estava segurando as palavras que realmente queria dizer.

— Eu já tomei minha decisão — declarei, firme.

Alice fechou os olhos, como se estivesse vendo mais uma peça do futuro se encaixar.

— Então nós vamos com você.

Meu olhar disparou para ela.

— O quê?

— Você acha mesmo que vamos deixar você ir sozinha? — Rosalie cruzou os braços, ainda claramente irritada.

Edward fechou os olhos por um momento antes de finalmente ceder com um suspiro cansado.

— Se você realmente for, não vai sem proteção.

Rosalie resmungou algo inaudível, mas no fundo eu sabia que ela não me deixaria ir sozinha.

Meu coração disparou. A chance de vê-lo era real. Mas agora, eu não estava indo apenas para um encontro.

Começamos a nos preparar para a partida, cada detalhe sendo ajustado com precisão. Quando tudo estava pronto, minha família entrou em seus carros, os motores rugindo no silêncio da noite.

Subi na moto, sentindo o frio do metal sob minhas mãos enquanto ligava o motor. A estrada até a Itália era longa, mas nada poderia me deter agora.



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𝑬𝒏𝒆𝒎𝒚 𝒍𝒐𝒗𝒆 - 𝑹𝒆𝒏𝒆𝒔𝒍𝒆𝒄Histórias para pegar e não largar. Descubra agora