𝐒𝐥𝐨𝐰 𝐏𝐨𝐬𝐭✵
Ser diferente é algo ruim? Para Alya, isso nunca havia sido um problema - até o dia em que dois vampiros encapuzados a interceptaram no caminho de volta da escola. Deixar a aconchegante Seoul para viver com sua família em uma cida...
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O sol já se despedia no horizonte quando Alya atravessou o estacionamento quase vazio da escola, o estojo roxo do violoncelo balançando em seu ombro. Seus passos ecoavam no asfalto, abafados pela quietude do fim de tarde. Do outro lado, encostado em sua moto, Jacob a esperava — mãos nos bolsos da jaqueta, olhar firme e silencioso cravado nela.
Sem dizer uma palavra, ele se afastou um pouco da moto e estendeu a mão. Alya hesitou por um instante antes de entregar o estojo. Jacob o segurou com cuidado, como se fosse frágil, como se soubesse que ali dentro havia mais do que um instrumento.
— Achei que você fosse desistir — disse ele, com um meio sorriso.
— Eu quase desisti, na verdade — ela respondeu, soltando um suspiro carregado. — Aquela aula parecia interminável.
Jacob apoiou o estojo no chão com delicadeza e a encarou de verdade. O olhar dele tinha peso — não o tipo que cansa, mas o que permanece.
— Você tá exausta.
— Um pouco — admitiu, passando a mão pelos cabelos presos. Sabia que estavam no lugar, mas fez por reflexo, já que estava um pouco nervosa.
O silêncio que veio em seguida não era desconfortável.
— Ainda quer sair? — ele perguntou. — A gente pode só... andar. Ou ficar aqui mesmo.
— Quero sair. Preciso clarear a cabeça — Alya sorriu, cansada, mas sincera. Toda essa história com sua mãe não presente e sua avó-deusa maluca estava a enlouquecendo. — E você me prometeu um milkshake.
Jacob arqueou uma sobrancelha.
— Prometi?
— Não. Mas deveria.
Ele riu, se abaixando para prender o estojo de forma improvisada na traseira da moto.
— Então vamos resolver isso agora.
Alya o observou em silêncio, surpresa pela gentileza disfarçada no gesto.
— Você é bom nisso.
— No quê?
— Em fazer parecer que não se importa... quando, na verdade, se importa pra caramba.
Jacob não respondeu de imediato. Prendeu o capacete em si mesmo, depois ajustou o dela com cuidado, os dedos roçando de leve seu queixo. Quando terminou, ficou quieto por um segundo, os olhos presos na curva rosada do céu.
— É que eu fico tentando não estragar as coisas — disse, quase num sussurro. — Às vezes acho que, se eu mostrar demais, você vai fugir.
— Você só vai saber se tentar — Alya respondeu, subindo na moto atrás dele. — Mas eu não tô com pressa de ir embora.
Ele virou um pouco a cabeça, o suficiente para vê-la de relance. E viu que era verdade.
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