𝐒𝐥𝐨𝐰 𝐏𝐨𝐬𝐭✵
Ser diferente é algo ruim? Para Alya, isso nunca havia sido um problema - até o dia em que dois vampiros encapuzados a interceptaram no caminho de volta da escola. Deixar a aconchegante Seoul para viver com sua família em uma cida...
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— Não.
Alya ficou imóvel. A palavra soou como um estalo no ar frio, cortando a calma que havia entre elas. Sabia que Rosalie não a odiava, disso tinha certeza, mas não esperava que ela negasse o pedido. No fundo, acreditava que, se alguém pudesse fazer aquilo, seria Rosalie.
— Você sabe que eu não pediria isso se não tivesse certeza de que você poderia fazer — disse Alya, firme, encarando-a. Apontou para a casa distante, quase engolida pelas árvores e pela neblina. — Nenhum deles teria coragem de admitir, mas isso precisa ser feito. Não há outra saída... e eu sei que é impossível resolver sem a minha morte.
Rosalie manteve-se impassível.
— Não. — A resposta foi seca, mas havia algo mais por trás dela como algo contido, quase um medo.
— Como assim, "não"? — Alya deu um passo à frente, a voz perdendo a calma. — Me dê um motivo. Eu sei que você não desgostou totalmente da ideia.
— Eu sei que você não entrou na minha cabeça... porque, se tivesse entrado, já saberia o motivo.
Alya franziu o cenho. Aquilo a desarmou. Rosalie falava com uma convicção que soava quase protetora e por isso, ainda mais perturbadora.
— Mas...
Alya foi interrompida quando uma sombra passou rápido demais entre as árvores. O ar se agitou, frio. Antes que percebesse, Edward estava ali.
— Posso falar com você, Alya? — perguntou ele, pousando a mão sobre o ombro de Rosalie. A voz era baixa, mas havia tensão em cada palavra.
Rosalie o olhou com firmeza.
— Não é o momento.
— Eu decido o momento. — O tom dele soou quase como um aviso.
Alya respirou fundo, tentando manter o controle.
— O que você quer comigo, Edward?
Ele a encarou por um longo segundo antes de responder — Eu vi o Quileute na escola hoje à tarde. Você realmente saiu com aquele cara?
Ela arqueou uma sobrancelha, irritada.
— Se você está me perguntando, então sua visão vampiresca deve estar com defeito. — A voz dela cortou o ar. — Por que isso seria da sua conta? E o que você estava fazendo na escola depois do fim das aulas?
Edward desviou o olhar por um instante, o maxilar tenso.
— Eu só odeio o fato de pensar que ele fica perto de você — confessou, a voz baixa e rouca. — Eu simplesmente... odeio.
O silêncio que se seguiu pareceu engolir o mundo. Alya sentiu o coração acelerar, o sangue pulsando nos ouvidos.
Ele era sincero. Mas o que aquele ódio significava, afinal?
Ela desviou o olhar, tentando esconder o tumulto dentro de si. Não podia negar que também odiava Isabella. Odiava vê-los juntos. Era como uma ferida aberta que nunca cicatrizava.
Mas o que sentia por Edward... era algo que ela nem queria compreender.
— Você não entende, Alya — disse ele, dando um passo à frente. — Há coisas que eu não posso controlar.
— E acha que eu posso? — retrucou ela, com um sussurro trêmulo.
Edward abriu a boca, mas se calou. Os olhos dele, escuros e intensos, diziam mais do que qualquer resposta.
Foi então que Rosalie voltou a se aproximar, seu rosto, frio e imóvel, contrastava com o turbilhão que fervia entre os dois.
— Já chega — disse ela, firme. — Isso não vai acabar bem.
Edward virou-se lentamente.
— Você acha que eu não sei disso?
Rosalie cruzou os braços, os olhos faiscando.
— Então pare antes que seja tarde demais. Você sabe o que ela significa para ele.
Alya piscou, confusa.
— Para quem?
O silêncio que se seguiu foi quase cruel. Rosalie a olhou com algo que parecia piedade.
— Você devia ir embora, Alya. Agora.
Mas Alya não se moveu. O vento soprou mais forte, levantando o cheiro úmido da floresta.
Demetri.
— Também faz parte do seu trabalho bisbilhotar minhas conversas? — Alya ergueu o olhar. Ele estava sentado em um galho, com a postura mais relaxada possível para alguém empoleirado em uma árvore.
— Não — respondeu, com um meio sorriso. — Mas deixa meu trabalho bem mais interessante. Um triângulo amoroso é sempre divertido de assistir.
O sarcasmo escorria da voz dele.
— Agora, tem uma peça que não parece se encaixar.
Alya estreitou os olhos.
— O quê?
— A humana. Isabella. — Ele inclinou a cabeça, estudando-a. — Você não acha que estava... íntima demais do namorado dela?
Alya o fez descer da árvore com um simples movimento. A força que emanava dela era invisível, mas Demetri a sentiu envolver seu corpo como um punho invisível, firme, implacável. A pressão aumentou a ponto de ele ouvir as primeiras rachaduras no seu corpo.
— Não pense que eu não te mataria — disse ela, a voz fria, controlada. — Eu quis fazer isso desde o momento em que te vi. Então não me aborreça.
Demetri apenas sorriu. O perigo parecia diverti-lo. Aquilo, é claro, só irritou Alya ainda mais.
— Ah, princesa... — provocou, a voz arrastada, quase um riso. — Você vai acabar me fazendo me apaixonar por você também.
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