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Alya e Liam caminhavam lado a lado pela calçada molhada, o céu nublado lançando um tom acinzentado sobre a cidade

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Alya e Liam caminhavam lado a lado pela calçada molhada, o céu nublado lançando um tom acinzentado sobre a cidade. O som das gotas de chuva batendo nas folhas das árvores era a única coisa que quebrava o silêncio, enquanto os dois seguiam em direção à lanchonete na esquina. Alya estava com fome, e Liam, como sempre, não resistiria a uma oportunidade de acompanhá-la.

— Hambúrguer? — Liam arqueou uma sobrancelha enquanto mordia um hambúrguer duplo, o tom levemente sarcástico. — Sério que você vai se entupir de besteira? Você ainda é meio humana, lembra?

Alya o encarou com desdém.

— Você está mesmo falando isso enquanto come um hambúrguer que mal cabe na sua boca?

Liam deu de ombros, um sorriso despreocupado se formando em seus lábios.

— Por favor — disse ele, com a boca ainda meio cheia. — Eu só consigo comer de novo quando estou com você. E, pra falar a verdade, eu já estou morto mesmo. Isso não vai me matar.

Bom, sim... aquilo era verdade.

De uma maneira estranhamente conveniente — ou perturbadora — Alya conseguia fazer isso. Permitir que Liam comesse. Que ele sentisse o gosto da comida. Que ele experimentasse algo além da existência vazia e limitada que sua natureza impunha.

Eles descobriram isso por acaso, durante um dos muitos dias em que Liam a seguia como uma sombra protetora. Uma batata frita jogada em brincadeira, o gosto que ele sentiu na língua, o choque estampado nos olhos dele — foi assim que tudo começou.

Alya sabia que aquilo não era normal. Sabia que havia algo em sua própria essência que alterava as regras do mundo deles. O que ela não sabia — e não queria descobrir — era por quê.

Porque se ela descobrisse... alguém mais também descobriria.

E isso, sem dúvida, seria um problema.

Ou pelo menos era isso que sua mãe dizia.

Ou pelo menos era isso que sua mãe dizia

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Edward estava inquieto. Há dias, Isabella o pressionava para saber mais sobre o mundo em que ele vivia. Ela não desistia, insistindo para que ele compartilhasse mais sobre sua natureza, sobre os segredos que ele havia guardado por tanto tempo. Isso o fazia questionar a escolha de ter se revelado para ela, mas havia algo ainda mais perturbador em sua mente.

𝐅𝐞𝐯𝐞𝐫 | ᴇᴅᴡᴀʀᴅ ᴄᴜʟʟᴇɴOnde histórias criam vida. Descubra agora