𝐒𝐥𝐨𝐰 𝐏𝐨𝐬𝐭✵
Ser diferente é algo ruim? Para Alya, isso nunca havia sido um problema - até o dia em que dois vampiros encapuzados a interceptaram no caminho de volta da escola. Deixar a aconchegante Seoul para viver com sua família em uma cida...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Alya e Liam caminhavam lado a lado pela calçada molhada, o céu nublado lançando um tom acinzentado sobre a cidade. O som das gotas de chuva batendo nas folhas das árvores era a única coisa que quebrava o silêncio, enquanto os dois seguiam em direção à lanchonete na esquina. Alya estava com fome, e Liam, como sempre, não resistiria a uma oportunidade de acompanhá-la.
— Hambúrguer? — Liam arqueou uma sobrancelha enquanto mordia um hambúrguer duplo, o tom levemente sarcástico. — Sério que você vai se entupir de besteira? Você ainda é meio humana, lembra?
Alya o encarou com desdém.
— Você está mesmo falando isso enquanto come um hambúrguer que mal cabe na sua boca?
Liam deu de ombros, um sorriso despreocupado se formando em seus lábios.
— Por favor — disse ele, com a boca ainda meio cheia. — Eu só consigo comer de novo quando estou com você. E, pra falar a verdade, eu já estou morto mesmo. Isso não vai me matar.
Bom, sim... aquilo era verdade.
De uma maneira estranhamente conveniente — ou perturbadora — Alya conseguia fazer isso. Permitir que Liam comesse. Que ele sentisse o gosto da comida. Que ele experimentasse algo além da existência vazia e limitada que sua natureza impunha.
Eles descobriram isso por acaso, durante um dos muitos dias em que Liam a seguia como uma sombra protetora. Uma batata frita jogada em brincadeira, o gosto que ele sentiu na língua, o choque estampado nos olhos dele — foi assim que tudo começou.
Alya sabia que aquilo não era normal. Sabia que havia algo em sua própria essência que alterava as regras do mundo deles. O que ela não sabia — e não queria descobrir — era por quê.
Porque se ela descobrisse... alguém mais também descobriria.
E isso, sem dúvida, seria um problema.
Ou pelo menos era isso que sua mãe dizia.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Edward estava inquieto. Há dias, Isabella o pressionava para saber mais sobre o mundo em que ele vivia. Ela não desistia, insistindo para que ele compartilhasse mais sobre sua natureza, sobre os segredos que ele havia guardado por tanto tempo. Isso o fazia questionar a escolha de ter se revelado para ela, mas havia algo ainda mais perturbador em sua mente.