𝐒𝐥𝐨𝐰 𝐏𝐨𝐬𝐭✵
Ser diferente é algo ruim? Para Alya, isso nunca havia sido um problema - até o dia em que dois vampiros encapuzados a interceptaram no caminho de volta da escola. Deixar a aconchegante Seoul para viver com sua família em uma cida...
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Josh estava na porta quando Jacob estacionou a moto em frente à casa dos Bäumler.
— Desde quando você anda de moto com caras mais novos que você? — perguntou Josh, com um tom mais alto do que o necessário. Os braços cruzados denunciavam seu desagrado.
— Desde que os caras mais novos ficaram interessantes — respondeu Alya, com um sorriso provocador, descendo da moto com leveza. Ela lançou um olhar divertido para Jacob, sugerindo que ele a acompanhasse.
Jacob, um pouco surpreso com a tensão no ar, apenas estendeu a ela um estojo preto, compacto e discreto.
— Obrigada — disse ela, agora com um sorriso mais contido, quase íntimo.
— Vamos, estamos com visitas — disse Josh em voz baixa, antes de virar as costas e entrar, sem esperar resposta.
— Obrigada pelo encontro. Me diverti bastante hoje — disse Alya, voltando-se para Jacob, um pouco mais séria.
— Eu também. Queria te mostrar um lugar... um dia desses. Tenho quase certeza de que você vai adorar — respondeu ele, tentando esconder a expectativa na voz.
— Então vou esperar pelo convite — disse ela, com um olhar que parecia um misto de promessa e despedida.
Ela já caminhava em direção à entrada quando ouviu a voz dele novamente:
— Não vai me dar seu número?
Alya parou por um segundo, de costas para ele. Virou levemente o rosto por cima do ombro, o sorriso malicioso retornando aos lábios.
— É mais mágico quando você vem me ver — respondeu, antes de desaparecer pela porta.
Assim que entrou, deixou o estojo sobre um móvel próximo à entrada e seguiu para a sala de visitas. Reconheceu de imediato os Cullens, figuras já quase habituais na casa. Seu olhar percorreu o ambiente com rapidez, mas parou por um breve instante.
Edward não estava ali.
Uma pontada de decepção atravessou seu peito. Foi rápida, mas real. Ela a conteve com perfeição, mantendo o semblante sereno. Mesmo assim, Jasper e Alice perceberam.
Alice lançou-lhe um sorriso suave, cheio de empatia, como quem compreendia mais do que dizia. Jasper, sempre sensível às emoções ao redor, emanou uma onda sutil de tranquilidade, tentando suavizar o que ela não demonstrava.
Mas a atenção de Alya foi imediatamente desviada por outra presença. E essa, sim, era impossível de ignorar.
Entre os visitantes, havia um homem encapuzado. O mesmo tipo que a havia abordado semanas antes em Seul, durante aquela caçada mal explicada em meio à multidão.
Seu coração acelerou, não por medo, mas por instinto.
— Eu gostaria de saber o que está acontecendo aqui — disse Alya em voz firme, parando à entrada da sala. Seus olhos estavam fixos no encapuzado, ignorando os sorrisos educados de Esme e o olhar de advertência de Clarice.
O silêncio que se seguiu foi denso.
Até que o homem retirou o capuz, revelando um rosto que parecia ter sido talhado em mármore: pálido, belo e perturbadoramente sereno.
— Finalmente nos reencontramos, Alya — disse ele, com um leve sotaque do leste europeu. — Acho que temos assuntos pendentes.
Liam surgiu atrás dela, como uma fonte de segurança, ainda que talvez mais para si mesmo do que para ela. Os olhos de Alya, agora escurecidos, não desgrudavam do estranho.
— Você me seguiu até aqui?
— Na verdade, fui enviado — respondeu o homem, dando um pequeno passo à frente. — E como você pode imaginar, os que me enviaram não gostam de esperar.
Carlisle pigarreou, tentando intervir:
— Alya, talvez seja melhor conversarmos primeiro. Há... mais do que você imagina em jogo aqui.
Ela sabia. A vida de todos ali era prioridade.
Alya não se moveu. Podia sentir: esse segundo encontro era um aviso. Era o início de algo muito maior.
— Então fala logo — disse ela, os olhos faiscando. — Demetri... por que está atrás de mim?
O homem a fitou com um leve sorriso.
— Já esperávamos isso de você, Dugray. E estou aqui para decidir se você é uma ameaça... ou uma arma.
Dugray?
Ela olhou brevemente para sua mãe e pôde jurar que viu seu rosto ficar ainda mais branco, se é que isso era possível. O ar pareceu subitamente mais pesado.
Jasper, percebendo o impacto do nome, enviou uma nova onda de calmaria, tentando tirá-la daquele foco por alguns instantes.
Mas Alya não recuou.
— E o que te faz pensar que eu não te mataria agora mesmo por essa afronta? — disse ela, aproximando-se cautelosamente do intruso. — Não sei se você sabe, mas eu não sou tão pacífica quanto os Cullens.
Demetri não se intimidou. Seu tom era calmo, quase desafiador:
— Porque meus mestres... e sua avó... não ficariam nada contentes com isso.
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