Jóia bruta

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Intermitente são nossos momentos de coragem, alegre somos ao nos vermos naquele destino tão sonhado e talvez ele nunca chegue.

   Mas aprecio o delírio do desespero em meio a necessidade, somos criativos e rápidos para sobreviver aquilo, aquele, ou aquela situação nos trouxe o ápice da desistência.

Agora o mundo se torna um cenário vazio e você pequeno, tanto quanto suas necessidades perante ele.

Você se sente pequeno, minúsculo, mas responsável por tudo e todos, e sempre há um culpado.

Olhos perseguidores e dedos mecânicos, desprazeres descobertos, raiva e tristeza percorrem por seus dedos.

O toque frio, a pele ríspida, posso sentir a demolição de seus hormônios, a dúvida cruzada, o arrependimento tardio, o  precipício do receio, só me lembro dos castanhos...castanhos...seus olhos

A neve cai sobre o solo adormecido, e derrepente uma pedrinha brilhante se perde na alvidão, o dono a procura, e cava sem suas luvas para poder sentir a pedra e não despreza-la em meio tanto gelo, mas logo suas mãos começam a adormecer, e ele ainda procura o seu pequeno cristal, ele intensifica ainda mais, suas mãos queimam, é possivel ver suas mãos pedindo por calor, e quando finalmente acha, sai correndo em direção a lareira, mas a pedra trinca em suas mãos.
"Como, como pode se rachar minha linda jóia?"

Então ele a deixa em um vidro e se despede dizendo

"Fique bem, continue sendo a jóia pela qual me apaixonei".

Entao ele se debruça sobre o seu joelhos, e diz ao anel que está em seu dedo: "ah como eu te amo, te quero."

Então seu brilho para de reluzir e todas as luzes se apagam, junto com o luzidio do preciso anel.

E assim as jóia pequena se perdeu na escuridão daquelas palavras.

Armadilha do amorOnde histórias criam vida. Descubra agora