— o que tá fazendo aqui? — Thomas perguntou assim que viu Clary se aproximar dele no bosque.
Minho tinha marcado de se encontrar com ele lá, pra voltarem pro labirinto.
— eu podia fazer a mesma pergunta — ela cruzou os braços. — planejando fugir pra evitar a punição?
Ele soprou um riso e balançou a cabeça.
— volta pra enfermaria, Clary.
— você não manda em mim — ela se aproximou mais e ele a olhou atento, se sentindo nervoso.
Era a primeira vez que ficava sozinho com ela desde a última vez na enfermaria. Agora que sabia que ela também tinha sonhos, imaginava que ela também tinha sonhos sobre eles dois, o deixava nervoso.
— é uma sugestão, não uma ordem.
Ela arqueou a sombrancelha e parou na frente dele, não longe o suficiente pra manter a sanidade dele.
— quer dissecar um Verdugo sem a única pessoa que entende de biologia? — ela ergueu a cabeça pra olhar em seus olhos, a diferença de altura mais notável pela proximidade.
— não vou deixar você entrar no labirinto.
— você não tem que deixar nada — ela foi mais ríspida. — acha que tem algum direito só porquê sonhou comigo?
— não são sonhos, Clary. Você sabe que não são só sonhos — ele murmurou, sentindo seus dedos formigarem.
— não importa o que eles são, eles não te dão o direito de decidir por mim — ela descruzou os braços e tocou o indicador no peito dele. — você me entendeu? — ela empurrou o peito dele e Thomas passou a língua pelo interior da bochecha.
— o que Newt diria dessa idéia?
— Newt não pode me imped... — Thomas a interrompeu.
— mas ele pode te punir. Você é a melhor socorrista, a única que entende de biologia, não é uma pessoa que estão dispostos a perder, não é? — ele segurou o pulso dela, o abaixando.
Clary riu incrédula.
— me escuta e volta pra enfermaria, Clary.
— não — ela foi firme, tentando se soltar do toque dele, mas Thomas manteve a mão firme em sua pele.
Ele não disse nada, apenas continuou a olhando direto nos olhos, segurando seu pulso macio e morno.
— o que você viu nos seus sonhos? — ele perguntou baixo e ela foi levada automaticamente pro flash dos beijos que trocaram em sua cama.
Seus batimentos aumentaram e ele sentiu a alteração através do pulso dela. Ela desviou o olhar por um minuto, o calor tomando seu peito e rosto.
— não me lembro — ela murmurou.
— quer que eu refresque sua memória? — ele murmurou e se aproximou mais dela.
Clary não se moveu, sentindo a respiração dele bater suavemente contra seu rosto. Seu toque parecia queimar a pele dela, o calor em seu peito se alastrando rápido pelo resto do corpo. Ela engoliu em seco com a sugestão dele, pensando em como seria a sensação.
Ela manteve o rosto virado, sentindo o nariz dele tocar sua têmpora. Thomas fechou os olhos por um segundo, sua mão coçando pra tocar o rosto dela e vira-lo pra ele.
— você quase me chamou aquela hora — ele sussurrou. — quase me chamou de...
— Tommy — ela o interrompeu e ele sentiu a sensação do ácido dissolvendo seu estômago. — quase te chamei de Tommy.
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BEACH, Thomas - Maze Runner
FanfictionPraia Thomas estava completamente assustado e confuso quando chegou na clareira, tendo que lidar com as dúvidas que apareciam como fontes de água em sua mente. Além é claro, dos vários garotos com quem convivia, entre eles, uma única garota. Os prob...
