A porta bateu atrás dele com um estalo surdo. Trancada.
Eu virei de costas devagar, o coração batendo forte. Bill estava parado no meio do camarim. Ombros tensos. Mãos fechadas em punhos. O olhar... perigoso.
— Por que você dançou?
A voz dele era baixa, mas havia algo nela que me arrepiou. Raiva? Ciúmes? Medo?
— Porque eu quis. — respondi firme, sem desviar.
Ele deu um passo à frente.
— Você sabia que eu não queria que dançasse.
— E desde quando a sua vontade é a única que conta?
Outro passo.
Agora ele estava perto. Muito perto.
— Desde o dia em que você assinou aquele maldito contrato.
— Então é isso? Vamos voltar a jogar com papel assinado? — perguntei, o sangue fervendo. — Porque se for, você pode guardar esse teatrinho pra outra. Eu não sou seu brinquedo.
A respiração dele acelerou. E a minha também.
— Você acha que eu sou sua, Bill?
— Não sei mais o que você é.
— Então por que está aqui?
Ele se aproximou ainda mais. O corpo tenso, mas sem me encostar.
— Porque quando você dançou... eu não consegui respirar. Porque eu quis quebrar todas as regras e tirar você do palco. Porque cada olhar naquele salão me dava vontade de matar alguém.
— Bill. Isso é obsessão.
— Talvez seja. — Ele sussurrou. — Mas é real.
Minhas costas bateram na parede sem que eu percebesse. E ele estava ali, colado, com as mãos em volta da minha cintura. A respiração dele agora roçava meu rosto. Os olhos queimavam.
— Eu não sou sua propriedade, Bill. — murmurei.
E então ele encostou a testa na minha. Finalmente, o toque.
— Me diz o que fazer, Chloe. Porque, por Deus, eu não sei mais quem eu sou quando estou com você.
Minha voz saiu falha:
— Talvez a gente esteja se descobrindo ao mesmo tempo.
Ele respirou fundo.
E então, me beijou.
Não foi um beijo suave.
Foi faminto.
Rápido, cheio de raiva, de desejo, de tudo o que ficou preso por tempo demais. E eu correspondi. Porque negar seria mentira.
Ali, naquele camarim, com a porta trancada e o mundo lá fora gritando, não havia mais contrato.
Só duas pessoas tentando não se perder — uma na outra.
Mas já era tarde demais.
A música da festa soava abafada do lado de fora.
Mas aqui dentro...
Não havia mais barulho.
Só respiração.
Bill me prensou contra a parede, uma mão firme segurando minha cintura, a outra deslizando pela lateral da minha coxa, subindo sem pedir permissão.
Ele abaixa o meu sutiã e seus lábios encontram um dos meus seios, a língua traçando círculos lentos ao redor do mamilo antes de sugá-lo com cuidado, me arrancando um gemido. Ele alternava entre beijos suaves e sucções mais intensas, enquanto a mão livre acariciava o outro seio, os dedos brincando com a sensibilidade da pele e eu sentia o calor se espalhando pelo corpo.
Eu arfei.
A saia de renda que eu usava foi puxada pra cima. Sem cerimônia.
Os dedos dele deslizaram por cima da minha calcinha e ele sorriu.
— Molhada assim, e ainda quer fingir que não me quer.
— Vai continuar falando ou vai fazer alguma coisa? — desafiei, mesmo com a voz trêmula.
Ele me olhou e então se ajoelhou.
Os lábios dele tocaram minha pele com reverência, mas os dedos continuavam firmes, segurando minhas coxas. Quando a língua dele finalmente me tocou, soltei um gemido abafado, as mãos agarrando os ombros dele com força.
Ele me explorou devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo.
Meu corpo arqueava a cada movimento dele. Eu estava ali, entregue, e ele sabia.
Os olhos dele subiram, encontraram os meus.
— Olha pra mim. Não fecha os olhos.
Obedeci.
Minha respiração saiu em sussurros irregulares, os quadris se movendo contra a boca dele. Ele me devorava com precisão, com raiva e prazer misturados. Me desmontando.
E quando ele percebeu que eu estava perto demais...
Parou.
— Você não tem ideia do que me faz sentir. — murmurou contra minha boca, os lábios molhados, colando nos meus.
— Então me mostra. — sussurrei, puxando o cabelo dele com força, como quem desafia.
A resposta veio no segundo seguinte.
Ele me virou de costas, e empurrou meu corpo contra a parede gelada. Minhas mãos foram parar acima da cabeça, presas pela força do braço dele. E quando a boca dele mordeu minha nuca, meu corpo inteiro se acendeu.
— Você não tem noção do quanto eu imaginei isso. — Ele estava com a voz baixa, grave, rouca. — Cada curva sua... cada olhar que você me dava de desafio... você me torturou.
Eu sorri, mesmo com a respiração falha
As mãos dele desceram com pressa, rasgando o tecido da minha saia sem o menor cuidado. Ouvi o som se partindo, e um gemido escapou antes que eu pudesse segurar.
Bill virou meu rosto e me beijou de novo, a camisa social estava aberta até o peito, desleixada, os cabelos bagunçados.
— De quatro, Chloe. Agora.
Eu obedeci, e olhando pra ele por cima do ombro.
As mãos dele estavam por toda parte. Ele tirou o cinto com um estalo seco, abriu a calça, e eu mal tive tempo de respirar antes de sentir o corpo dele me preencher.
Bill começou devagar, cada movimento profundo e controlado, as mãos firmes nos meus quadris e eu me movia com ele, acompanhando o ritmo, pedindo mais com cada arqueada do corpo.
Meu grito foi abafado pela minha própria mão, a cada estocada ele ia mais fundo e me segurava com força, eu podia sentir a respiração irregular contra minha nuca.
O calor entre nós era insuportável. A tensão emocional, o acúmulo de tudo que foi reprimido, tudo explodiu ali.
E quando finalmente atingimos o ápice, foi como ser puxado pro fundo de um abismo — e gostar de cair.
Ele se encostou nas minhas costas, ainda dentro de mim, os dedos entrelaçando nos meus como se, mesmo sem admitir, não quisesse me soltar.
Ficamos assim por alguns segundos
Mas então...
[ Batidas na porta...
— Senhor Skarsgård, desculpa interromper... mas temos um problema. É sério.
A voz abafada do segurança quebrou o clima.
Bill fechou os olhos por um segundo, praguejou algo em sueco.
Se afastou de mim com relutância, o corpo ainda estava colado ao meu.
Antes de sair, se inclinou até meu ouvido:
— Isso... foi só o começo.
Então ele se recompôs. Rápido. Frio. Com a máscara de sempre.
E abriu a porta.
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My Worst Nightmare
RomanceBill Skarsgård abandona os negócios da família e mergulha no submundo de Manhattan, comandando o Vitrola - um clube de luxo regado a drogas, sexo e segredos. Chloe Williams, 21 anos, desesperada para sustentar o irmão pequeno, aceita um emprego no c...
