Side story.- Cap 6.

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   Kunikuzushi estava encostado na grade baixa da casa, a mochila no chão e o celular pressionado ao ouvido

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   Kunikuzushi estava encostado na grade baixa da casa, a mochila no chão e o celular pressionado ao ouvido.

— Eu não vou pra casa agora — disse ele, a voz baixa.— não te vi no metrô, por isso liguei.

Do outro lado da linha, a voz da irmã não demorou.

— onde você tá?

— Na casa de um colega, pra fazer um trabalho.

Silêncio. Depois, um suspiro.

— E por que você não trouxe ele aqui? Quem é esse colega? É aquele barulhento que te ajudou no outro dia?

Kunikuzushi franziu a testa.

— a mãe não gosta de gente de fora. Você sabe disso. E sim, é o Kaedehara Kazuha.

A voz da irmã soou meio mandona.

— Então volte antes do fim da tarde. Você sabe como ela é.

— Como se ela fosse sentir minha falta. — Kuni respondeu, sem emoção.

— Isso não tem nada a ver com ela. Eu só estou...

— Preocupada. Eu sei.

Ele desligou antes que a irmã pudesse continuar, deixando o telefone escorregar para o bolso. Ficou ali, calado, observando os carros passarem, até ouvir passos correndo pela calçada.

— Ei! — a voz de Kazuha saiu ofegante, mas animada.

Ele correu até o pequeno portão já um pouco enferrujado, seus cabelos estavam bagunçados. Ele sorria e sua camiseta estava com os primeiros botões apertos. Kunikuzushi corou levemente ao perceber que estava encarando demais.

Kazuha parou ao lado dele, segurando o ombro com cuidado.

— Você tava me esperando?

Kuni apenas o encarou por alguns segundos, em silêncio.

— Ei, fala alguma coisa... o que você acha?

— O que eu acho do quê?

Kazuha sorriu, meio sem jeito.

— De estarmos aqui. Vamos entrar, vai... você tá no sol.

Kuni não respondeu. Só pegou a mochila do chão e o seguiu até a entrada da casa.

  A casa era pequena, com paredes claras e piso de madeira. Logo na entrada havia uma sapateira organizada, e Kazuha rapidamente tirou os próprios sapatos e se virou para ele.

— Pode deixar aí mesmo. Fica à vontade.

Kuni hesitou por um momento, então tirou os tênis e os alinhou ao lado dos de Kazuha.

O outro garoto o guiou até a sala. As almofadas no sofá eram bordadas à mão, e havia uma manta xadrez cuidadosamente dobrada no encosto.

— Quer água? Suco? Tem refri também.

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