Mulher do Mafioso

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  - Angel faça tudo que eles mandarem. E não reaja ! Darei um jeito de ir com você. Sussura ele ao meu lado enquanto escuto os meninos na linha do celular xingar todo mundo putos da vida por estar se repetindo tudo novamente. Minhas lágrimas já rolavam soltas, não de medo pelo que pudesse acontecer comigo, mas sim pela vida da minha filha e dos amores da minha vida que estavam a caminho daqui, eu não sei com quem eles iria lidar ou quão perigosos poderiam ser, mas pela reação do Matteo sei que bonzinhos que nao sao. Disfarçadamente ele pega o celular da minha maos e esconde no seu bolso, segurando meu braço como se tivesse me trazido a força, homem do tamanho do Thomas, mais magro, cabelos escuros quase pretos e os olhos negro e frio, de pele parda nos encara mais perto que os outros, seu sorrioso é assustador,  e me dá um arrepio na espinha. Ele tem uma cicatriz enorme na bochecha, que deixava seu rosto mais assustador ainda, quase deformado de um lado.
   - Matteo não me deixe sozinha com eles! Por favor. Digo olhando para o mesmo que encarava o rapaz sem desviar os olhos sem expressao nenhuma no seu rosto. Mais eu noto que no seu olhar havia arrependimento e culpa.
   - Max cadê o Louis? Achei que ele iria vir fazer a troca. Diz ele com a voz alta e firme, por um momento parecia que ele estáva do lado deles, pela segurança que ele passava para os outros homens que nos encaravam.
   - Não que seja da sua conta, mas ele está resolvendo outras questões. Mas pelo visto você fez um ótimo trabalho neh? Te mandaram trazer apenas 1, e você trouxe 1...e meio! Me surpreendeu!  Irônico e debochado o Max falava me olhando como se eu fosse um pedaço de carne, e por um momento eu queria estar mais coberta e não daquele jeito, eu estava vestida sexy demais pra um sequestro.
   - Eu quero conversa com ele! Eu quero voltar pra familia, e quero a segurança da minha tambem contra os Burkhardt. Rebate o Matteo e eu o olho tentando ver se ele ainda está a do nosso lado, as dores na minha barriga se torna mais forte, mas ainda estáva suportável. Max sorri mostrando seus dentes brancos e perfeitos, ao ver meus olhar assustados.
   - Só por você ter feito um ótimo trabalho e rápido, eu vou leva lo junto. Traga ela pra mim! Ordena ele me olhando de cima abaixo e reparando meu vestido molhado da bolsa que estorou. Matteo começa a andar comigo do seu lado mas eu, não quero ir. Eu sei que eles faram mal a minha filha no meu ventre.
   - Matteo por favor não faz isso! Para por favor, eu não quero ir. Digo desesperada tentando me soltar dele, que me segura com força e no seu olhar pede pra mim confiar nele e fazer o que ele manda, mas eu tenho experiência demais pra saber que isso nunca dar certo, e o mesmo me arrasta com o semblante serio olhando para o Max.
   - Deixa eu ver a famosa putinha dos Burkhardt, além de linda ainda é gostosa. Murmura ele circulando a gente, sinto o aperto da mão do Matteo ficar mais forte no meu braço ao ver a intenção do Max, que volta a ficar na nossa frente me olhando de cima a baixo, me analisava como se eu fosse uma mercadoria a ser comprada pra consumo.
   - Levem ele e o menino com vocês, ela vem comigo! Diz ordenando aos outros cara sem tirar os olhos de mim,  pegando meu braço com força e violência, puxando me do lado do Matteo, para o lado dele bruscamente. Matteo tenta me pegar de volta mais recebe um soco no rosto do Max de surpresa, acaba caindo no chão, os outros homens começa a bater nele por ter reagido.
- PARA! ME SOLTA SEU BABACA, NOJENTO! TIRE SUAS MAOS DE MIM!
Grito a todo custo tentando me soltar dele com arranhoes em seus braços e socos, que sorrindo diabólicamente se vira, e me dá um tapa na cara bem forte, me fazendo ficar zonza e sinto gosto de sangue na minha boca.
   - Ou você vem comportada comigo, ou eu vou te dar uma lição que aqueles babacas dos seus namorados nunca te deram! Qual vai ser? Indaga ele apertando meu braço com mais força me machucando, com coragem eu o encaro nos olhos, sei que não deveria reagir mas isso não vai ficar assim.
   - Eu não vou a lugar algum com você, seu nojento ! Digo cuspindo as palavras na sua cara, com nojo e ódio dele, que fechando o semblante de desgosto e desaprovação, me solta dando outro tapa na cara tão forte quanto o primeiro, tao rapidamente que nem deu tempo de reagir, me fazendo cair no chão, que com as mãos apoio minha queda, mas não resolve muito pois cai deitada de barriga pra cima batendo minha cabeça contra alguma coisa dura e pontuda. Sinto minha barriga doer muito mais agora, minha cabeça girar e com uma dor aguda na nuca.
   -Aaai! Sussurro ao sentir uma onda de dor insuportável, tento me levantar mais meu corpo se tornou pesado demais e nao me obedecia, as tonturas ficam mais fortes me causando mal estar. E eu escuto gritos do Matteo e do seu sobrinho chorando, mas as vozes aos poucos vão sumindo como se alguem tivesse abaixando o som de algum radio tao rapido, meu olhos ficam pesados e difícil de mate los aberto, mesmo eu sabendo que não poderia os fecha los, com a vista escurecendo apago sentindo uma dor aguda, muito forte e anormal na minha barriga, naquele momento eu sei que a estou perdendo e não consigo fazer nada.
   Abro os olhos sentindo uma pontada no pé da barriga, tento me levantar sem fazer barulho e reparo onde estou, havia três homens de costa pra mim, assistindo algo na TV do galpão onde eu me encontrava, eu estava em cima de uma cama velha encostada nas paredes, que estava mofadas pela humidade do lugar, havia alguns pilares de concretos grossos no galpão, ele estava desbotado pelo tempo, mais ao todo o galpão era bem pequeno. A TV estava pendurada num dos pilares, olhos para minha barriga que doia muito, mordendo os labios eu seguro o grito preso na garganta, estava doendo pra caramba. Vejo sangue saindo e manchando a minha roupa, fico aflita pois não era normal, eu sabia que tinha alguma coisa de errado e queria chorar, mais eu tinha que ser forte por ela, eu tinha que tentar sair daqui pra protege lá. Por um momento me arrependo de ter ligado para os meninos, pois eu estava os trasendo diretamente pra morte, tento dissipar isso da minha cabeça, eles sao inteligente, espertos e nao iria cair na armadilha dos rivais neh? Eu teria que ganhar minha filha em outro lugar para protege la deles, e eu tinha que me preparar de alguma forma. Mesmo desesperada e apavorada começo a procurar algo que me ajudasse. Algo que os deimaiasse ou distrair-se pra mim sair da li. Mesmo com tonturas pela batida na cabeça, ainda sim me forço a me manter em pé e a reagir, pela minha família.
     Procuro algo que me ajudasse pois tinha que surgi efeito nos três,  encontro algumas garrafas de vidro de bebidas alcoólicas vazias, pego 2 e me levanto o mais silenciosa possível da cama, minhas pernas estão fracas e moles, sinto meu corpo gritar e implorar pra mim voltar pra cama, pois a dor era insuportável demais, como se a cada passo que eu dava meu órgãos fossem sair de dentro de mim, sangue escorre pela minha perna me deixando mais apavorada ainda, pois nao era pouco, lagrimas escorrem dos meus olhos de dor mais sem fazer barulho eu sigo em frente, nao desistiria de tentar, eu devia isso a minha filha. Então chegando perto dos homens quebro as duas garrafas nas cabeças do homem da direita e do meio de uma so vez, onde o da ponta desmaia e o outro se levanta assustado, me olhando colocando as mãos onde eu o acertei, vendo que havia sangue saindo da cabeça dele, puto da vida ele tenta avançar em mim mas o terceiro não deixa, ele se vira de cara fechada ao seu capanga e nega com a cabeça.
   O terceiro da ponta esquerda era o Max que se vira na minha direção  com um sorriso divertido me encarando surpreso, vejo que devia ter começado com o da outra ponta, sinto um odio por ele, seu olhar cai sobra a mancha do meu vestido e o mesmo faz uma cara de nojo, Olhando para o chão vendo uma pequena poça ali, e mais lágrimas rolam do meu rosto pois a minha menina estáva em perigo.
   - Errou princesa! Deveria ter me escolhido. Mas que bom que finalmente acordou, pois logo iremos colocar o nosso plano em ação. Depois que tirarmos essa coisa de dentro de você, vamos trocar a sua vida pela dos Burkhardt, depois vamos mata los e nós divertimos com você. Usaremos o monstrinho como recado que enviaremos a eles, acho que deve ser um ótimo jeito de cumprimenta los neh? Resmunga ele se aproximando de mim e eu vou andando para trás, mas ao falarem da minha filha, uma raiva me domina pois ele queria que eu abordasse a minha filha e mandassem o corpo dela para os pais? Depois me usaria pra matar os meninos? Não iria permitir nem que pra isso eu tivesse que me sacrificar, nem que pra isso eu tivesse que matar esse desgraçado. Eu faria! Nem que fosse meu último ato, mas eu faria.
   - Eu juro que vou te mandar pro inferno! Meu rosto rindo do seu é a última coisa que você vai ver seu filha da puta! Digo furiosa querendo voar na cara dele que sorrir divertido me olhando, seu olhar era frio e escuro como se ele não tivesse nenhum vestígio de sentimentos ali.
   - Vamos ver quem vai mandar quem primeiro princesa, primeiro vai ser esse monstrinho aí. E depois o Antony, aí eu deixo você escolher quem quer que seja o último. Conclui ele me olhando pervertido e diabólico. Sem pensar eu voou na cara dele arranhao ele é puxando seu cabelos, mais ele por ser mais forte que eu, segura meus braços e me dá outro tapa na cara me jogando no chão, e as dores voltam a piorar novamente me fazendo gritar.
   - AAAAHHHH... SEU MONSTRO! AAAAIIII! MINHA FILHA! choro desesperada ao sentir mais dores fortes ali, ele se agacha e segura no pescoço com força.
    - Não se preocupa com ela não, pois com vida daqui ela não sai. E jogaremos o corpo sem vida na frente dos seus machos nojentos pra ver seu sofrimento antes de os matarmos. Diz ele apertando meu pescoço, me deixando sem ar e quase desmaio novamente, mas no último instante ele me solta, começo a tossir e respirar pesado recuperando o fôlego.
   Então a porta é aberta e antes que o outro rapaz pudesse passar por ela ele cai no chão sangrando, O outro que está a na sala com a gente erge a arma para atirar mais o Tomy atira antes que ele pudesse mirar. Meu amor entra na sala vestido com uma camisa social branca e um colete a prova de balas preto por cima, onde continha mais duas armas presa nele, suas mãos segurava duas também, seu cabelo estava bem penteado para trás, seu olhar era possessivo e de puro ódio. E dessa vez eu sei que ninguém iria conseguir para lo ou segura lo.
   Covardemente o Max me pega pelo pescoço me erguendo e usando me como escudo pra ele, eu não conseguia ficar em pé direito devido às dores que me atingia, o sangramento havia piorado agora eu sentia descer mais sangue das minhas pernas, chorando de dor e de pavor pela arma que ele aponta na minha barriga. Olho para o meu amor que tem os olhos frios e inspressiveis no momento. Só o vi assim quando se tratava de seus inimigos e agora era bem mais pessoal.
   - Max, que covardia se esconder atrás de uma mulher grávida assim! Sai daí e vamos resolver feito homens. Ouço a voz grossa e fria do Tomy fez meu coração acelerar de alegria por ele estar ali, mas com medo do que pudesse acontecer a ele.
   - Thomas a quantos tempo! Larga as armas que nos iremos conversar sim, de homem pra homem. Onde eu teria o prazer de acabar com você. Ouço a ameaça do Max a ele, que sorrindo trava as armas jogando no chao, e o chamando com os dedos que faz o Max me jogar no chão novamente,  ele tenta atirar no Tomy que se esconde no pilar perto da porta onde ele se encontrava. Max começa a atirar incessantemente e eu me arrasto até onde uma das armas caiu alguns metros de mim, e aos pouco me arrastando eu chego até a mesma pegando na mãos, as balas do Max acaba e tomy sai de trás do pilar voando na cara dele acertando um soco, que o faz bambear para trás, sem esperar ele reagir Tomy vai pra cima dele acertando outro e uma joelhada no meio do seu peito o fazendo cair no chão e Tomy sobe em cima dele socando sem parar.
   Mesmo morrendo de dor e quase desabando no chão, me levanto e caminho devagar até eles, que brigava no chão, ele achando uma brecha acerta um soco no Tomy o jogando no chão, mas tomy se defende com os braços e enquanto ele tenta acerta o rosto do meu amor. Que revida acertando um soco no seu nariz o fazendo ele cair novamente no chão, onde Tomy começa chuta lo fazendo seu corpo rolar até mim que estava bem próximos deles. Destravando a arma aponto na direção do Max que sorri como um psicopata pra mim.
  - Boa viagem ate o inferno!  Digo sorrindo pela minha vingança, atiro umas 6 vezes na cabeça dele, que fica irreconhecível e seu sangue se espalha por todo o lugar, Tomy me olha espantado alguns passos de mim, vejo que Noah e o Tony estava atrás de nós me encarando pelo o que eu havia feito sem culpa nenhuma.

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