Surto de odio

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   - Eu falei que não era boa ideia! Se ela voltar a ficar mal eu vou mata lo! E NEM UM DE VEZ VAI ME IMPEDIR. Grito com os meus irmãos que me olham triste e preocupados com a nossa ruiva que chora descontrolávelmente, saio do quarto a fim de quebrar algo ou a cara do Matteo. Não gostei de saber que o cara que se dizia nosso amigo e comia na mesma mesa que nós, fez isso por conta de um acidente que foi culpa do próprio Ricardo. Nos pagamos um pacto que não era nosso, nossa mulher pagou por um preço que nem era dela. Vou até a garagem de casa e pego a primeira ferramenta que encontro, um pé de cabra. Começo quebrar um dos nossos carros pra me ajudar naquela revolta e ódio que sentia naquele instante, quebro o retrovisor, bato no capo com tudo amassando o carro do Tony verde, no capo mesmo eu bato varia e várias vezes, sem controle, com ódio mortal por aqueles infelizes.
   Quando descobrimos a história completa eu dei uma surra no Matteo, mais Tony me tirou de cima dele impedindo de mata lo, que era o que eu queria fazer, e eu teria concluido de uma vez se ele nao tivesse entrado na minha frente. Pois por causa dele meu filho foi levado e minha mulher quase morreu de uma forma trágica e violenta.
   - TOMY! PARA COM ISSO! TOMY! ouço a voz do Noah atrás de mim mais eu o ignoro, indo para a traseira do carro, e nesse momento eu agradeço a Rosa ter ido passear com as crianças no Douglas que estava na cola do Matteo desde o dia em que ele retornou, descobrimos que a mãe do seu sobrinho estava doente e ele havia voltado para ajudar a cuidar dos dois, a sua outra irmã também os ajudava mas ele queria estar por perto. Foi só por isso que Tony deu uma segunda chance pra ele, foi só pela família e a criança que era seu sobrinho.
    - THOMAS! ME ESCUTA IRMAO, SE ACALMA POR FAVOR. NOSSA MULHER PRECISA DE NOS AGORA E NAO DISSO. Gritava o Noah pra mim que não conseguia para de quebrar o carro, enjoado e não satisfeito começo a virar tudo na garagem, começo a destruir tudo possesso de raiva e ódio.
   Sinto o Tony tentar me segurar mais eu na hora da raiva o acerto com um soco no rosto, Noah me encara assustado pois éramos muito unido pra brigar, e nunca brigávamos entre nós.
    - EU FALEI! EU AVISEI QUE NAO ERA UMA BOA IDEIA. E AGORA ELA ESTA MAL, SATISFEITO? Grito posseso de raiva com o Tony que tem os lábios cortados pelo soco, ele  queria ser justo com a Angel e mecher nessa ferida aberta de nossas vida. Sem me dar por satisfeito acerto outro soco nele na maça da sua bochecha esquerda, ele me acerta dois em cada lado do meu rosto me fazendo babear pra trás. Noah tenta me segurar mais eu era mais forte que ele, tento parti pra cima do Tony novamente. Então meu anjo entra na minha frente chorando, com os olhos amedrontados, cheios de dor e amor por mim, ela entra entres nos dois me fazendo parar na hora, pois não a queria machucar e nem ferir a nossa filha.
   - Tomy, para por favor! Olha pra mim amor, eu estou aqui!! Nos estamos aqui. Por favor. Implorava meu anjo entrando na minha frente, que ao ver que eu estagnei no lugar, ela vem correndo me abraçar, então deixo aquela dor sair de outra forma, noto só então que enquanto eu quebrava tudo na explosao de raiva, eu estava chorando e nem tinha reparado. E ali me ajoelho cansado e exausto de tudo, dessa dor que nos cercava até hoje, deste luto que não passava.
  Ela na minha frente ainda abracada a mim chorava também, mas me consolava mais do que eu a ela. No momento eu me senti tão vulnerável e exposto que me incomodava, mas eu estáva com a minha família, que sofria a mesma dor que a minha, ali eu poderia falar tudo abertamente. Sinto meus irmãos nos abraçando forte também mas meu rosto não sai do ombro do meu anjo ruivo que estava na minha frente de roupão e cabelos molhados. Queria dizer que me senti idiota e imbecil por ter explodido assim mais não, por que naquele momento me senti acolhido e acalentado. Me senti livre e melhor por colocar tudo pra fora.
   - Estamos aqui irmão, todos nós sempre juntos. Disse Tony a mim que o abraço também sem olha lo. E ali ficamos o tempo bem longo até que eu me acalmasse com a nossa boneca. Que se afastando o suficiente olhar nos meus olhos com tanto amor e carinho.
   - Não guarde isso dentro de você meu amor, se perdoa também! Eu nunca os culpem por isso e nunca faria isso, se perdoa e vamos seguir em frente. Veja que o nosso bebê arco íris está aqui, oh. Diz ela toda carinhosa e compreensiva, pegando minhas mãos machucadas e cheias de sangue e colocando na sua barriga exposta pelo roupão, onde sinto os chutes da Elisa. E ali eu choro mais ainda sorrindo, pois era verdade. Perdemos um filho, mas ganhamos uma outra que não tinha sido planejada, pois tinha sido um presente. Não que ela fosse substituir o outro mas veio pra nos fazer tão feliz quantos os gemeos.
    - Eu te amo meu anjo. Você é a mulher mais perfeita e incrível deste mundo. Digo a ela que sorrir meiga e carinhosa, me dando um beijo calmo e cheio de amor, um beijo tranquilo e  harmonioso.
    - Todos nós te amamos irmão, jamais pense que está sozinho nessa. Somos uma família e estamos aqui uns pelos outros. Diz Noah passando a mão no meu cabelos e eu cesso o beijo, pois a Angel precisava descansar e estava quase nua aqui fora, com a barriga cheia de sangue da minhas mãos.
    - Olho para os meus irmãos que tinha os olhos vermelhos pelo choro recente e compreenveis pelo meu surto, vejo que eu machuquei bem o Tony, que seus lábios estava meio inchados e a maça da sua bochecha estava vermelha e um pouco inchada também.
   - Me desculpa Tony, eu surtei com a possibilidade de mecher nessa feria e... eu ... me perdoa irmão. Peço a ele que sorrir mais se arrepender logo em seguida pois seu semblante se transforma em dor.
    - Me lembra de nunca mais brigar com você quando tiver posseso assim! Brincadeira, mais esta tudo bem. Foi bom que colocamos tudo na mesa, pois assim podemos seguir em frente sem esconder nada de ninguém e sem brigar sempre por isso. Afirma ele me abraçando forte e carinhoso como um pai, como um protetor em nossas vida. Sempre foi assim, ele era quem cuida a de todos nós, quando passamos por isso, a perca do bebê foi ele quem segurou a barra por todos nós.
    - Nunca mais façam isso! Nao quero mais ver os três brigarem assim, se não eu mesmo vou bater em todos vocês e de paulada desta vez. Diz nosso anjo descontraída e sorrindo contente por nós temos nos acertado, em pé ao lado do Noah que a abraçava sua cintura e então noto que a tinha sujado de sangue. Olho para as minhas mãos e vejo que estava cortadas pelos vidros do carro que voaram em mim. Todos olhando o mesmo que eu ficando assustados, mais eu nem sentia a dor pois a adrenalina que percorria o meu sangue ainda anestesiada todo o resto.
    - Vem! Vamos cuidar disso e do seu rosto. Tony me ajuda a levantar e eu olhos para o estrago que eu havia feito na garagem, e foi feio, era poucas coisas e prateleiras que estava em pé. Noto que tinha destruído dois carros e nao um como havia pensado, Angel segurando delicadamente minha mão machucada me puxa pra fora da garagem, me levando devolta para o nosso quarto, onde entramos direto para o banheiro, e ali ela liga o chuveiro e retira as minhas roupas e eu desamarro o roupão do dela, entramos debaixo da agua, em momento algum houve malícia, era apenas ela cuidando de mim, me deu banho lavando delicadamente onde estava machucado e retirado o sangue do seu corpo também. Depois nos vestimos outro roupão limpo e fomos para a cama onde havia uma caixa de kit de primeiro socorros.
  Noah entra carregando uma bandeja de sanduíches pra nos com sucos e tony entra em seguida de banho tomado também e com dois saco de gelo nas mãos.
   - Um é pra você e outro pra mim. Diz ele me entregando e colocando o dele no rosto para desinchar onde o soco havia pego. Angel abrindo a caixa retira de lá pomada e uma faixa para enrolar na minha mãos, e rapidamente faz um curativo em mim e depois coloco o saco de gelo no meu rosto, enquanto ela cuida do Tony, que sorri todo bobo pra ela.
    - Meus ogros! Coitados dos nossos futuros genros. Diz ela nos analisando sorrindo divertida, eu fecho a cara e os meninos tambem.
   - Elas não vai namorar, só depois dos 40 anos. Digo com ciúmes e ela dá uma gargalhada achando graça, me fazendo ver que ela estava linda do melhor do que eu imaginava ao descorbri tudo, ela tornava tudo mais leve e divertido.
    - Quero só ver. Agora que estão todos cuidados eu vou comer, por que tem alguém faminta aqui. Diz ela passando a mãos na barriga grande, nos fazendo sorrir mais ainda por vê lá tão linda assim, carregando a nossa filha.
    - E eu? Ninguém cuidou de mim não! Tô me sentindo excluido aqui. Retruca Noah fingindo indignação e eu sorrio com a cena dela indo até ele e mimando também, que como um besta sorri derretido por ela. Sinto meu rosto dolorido e meu corpo exausto agora, mas me sinto leve e livre. Como se um peso tivesse sido tirado de mim, como se o mundo tivesse se tornado leve, e depois de muito tempo eu finalmente me sentisse  meio caminho do perdão, mesmo tendo noção do quão culpado eu era por aquilo quanto o babaca do Matteo.

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