Dia Difícil!

10 0 0
                                        

   Alguns dias depois que recebi alta do hospital, fiquei sabendo sem querer, ouvindo os meninos conversando entre eles quando eu ia chama los pra irem dormi comigo, que Matteo havia recebido alta também e que os meninos havia marcado de conversa com ele numa das visita que ele faria ao Cris,  que permanecia internado agora em observação. Mas é claro que eu não iria perde isso por nada, mas não pela conversa em si mas pelo fato de ter o sobrinho que era tão inocente nesta história quanto meu filho que havíamos perdido algum tempo atrás que se foi e o mesmo se remoia por isso até hoje.
     Arrumando a Elisa rapidamente que já estava de banho tomado, me troco vestindo apenas uma jardineira preta com um topinho azul escuro de calor por baixo pra facilitar na amamentação. Pego a bolsa da bebe que eu deixo pronta pra uma emergência e desço com ela para a sala de estar, esperando os três que estava no escritório saírem. Eu sei que pode ser que vá da briga ou algo do tipo, mas eu precisava conversa com o Matteo uma última vez antes que eu pudesse dar seguimento a minha vida, e ver como andava o seu sobrinho. De costa pra direção do escritório olho pra janela la fora nervosa, com a Elisa no colo que dormia tranquilamente. Os gemeos estavam na escola e a Rosa estava no mercado e seria uma hora perfeita, pois se eles não me levase eu iria sozinha.
   - Boneca? O que faz aqui embaixo? Precisa de algo? Pergunta Noah quando eu me viro pra olhar pra ele e me deparo com os gemeos ao seu lado me olhando confusos. Pois desde que cheguei do hospital eles só me deixam no quarto e nem de lá eu saio pra nada, mesmo estando bem.
   - Eu vou ir com vocês! Declaro firme e decidida aos três que entende na hora o que eu quero dizer ou do que eu estava falando. Os três fecha o semblante na hora não gostando do rumo da conversa e noto que seus corpo ficam tensos e rígidos.
   - Não! Você não vai. Até por que você está de repouso e isso é assunto nosso. E não se fala mais nisso Angel! Rebate Tomy comigo furioso e eu sei que não seria fácil mais eu não iria desistir. Seria com eles ou sem eles.
   - Qual é o problema Thomas? O que vocês tem tanto a dizer que eu não poderia escutar? E eu vou sim! E isso não está em discussão. Retruco com ele que me fuzila com os olhos bem furioso comigo e por um momento eu acho que se o mesmo não me amasse, ele me esganaria ali naquela hora.
   - Por que você quer ir Angel? Agora quem ficou curioso foi eu, me explica! Exige o Tony se aproximando de mim com os braços cruzados e a mandíbula travada de raiva, olho para o Noah reparando que o mesmo me olhava da mesma forma que os irmãos. Não desconfiados, mas intrigados com a minha insistência.
   - Eu sei que talvez vocês não vão entender e eu não os culpo por isso, nem vou julga los pois cada um tem o seu tempo, mas eu precisava conversa com o Matteo uma última vez e dizer a ele que eu já o perdoei também pelo o que ele nos fez. Dizer a ele que, ele poderia seguir a vida dele em paz, pois de mim ele já tinha o meu perdão, e não seria isso e nem eu a impedir ele de fazer isso como o mesmo que já vem fazendo desde que tudo aconteceu. Respondo olhando aos três que por um momento vacilam na postura de furiosos ao escutar a minha resposta. Pois ali nos olhos claros deles eu vejo remorso, raiva, ressentimento, desapontadamento e mais outros sentimentos misturados ao se lembrar desse assunto, era dolorido pra mim também mas eu sabia como era doloroso, não poder levar a vida sem o perdão de alguém e como era difícil seguir o caminho se remoendo naquilo.
    Eu disse a verdade somente pois desde que conversei brevemente com o Matteo eu reparei que o mesmo se culpava assim como os morenos a minha frente fazia até algum tempo atrás quando Tomy explodiu, e vem fazendo até hoje só que de forma que os três tentam esconder de mim.
      Eu queria que ele deixasse isso pra trás também e que fosse feliz com a família dele. Mesmo que o nosso filho tenha virado um anjo ainda assim eu não desejaria mal pra nenhum deles. Noto que os três estão bem pensativos com relação ao que eu disse e sem pensar em mais nada, coloco a Lisa no sofá com uma almofada na sua frente e me aproximo dos três parando na frente do Tomy que estava no meio e era o mais abalado dos três.
   - Como eu disse, eu não espero que vocês sinta o mesmo ou que já consiga liberar o perdão a ele, mas eu preciso dizer uma última vez antes de darmos continuidade na nossa vida. Pois eu não quero carregar esse peso comigo, não mais. E eu vou estar com vocês três e na presença de vocês meus amores, não tem o por que vocês ficarem bravos ou querer brigar comigo. Falo olhando aos três, onde Tony ainda tenso olha para o Tomy e Noah faz o mesmo. Reparo que o Tomy olhava pra algo atrás de mim que não fosse meus olhos, me evitando bem pensativos e tenso como se tivesse se controlando ao máximo pra não explodir e matar alguém ali e agora.
   - Tomy? Chamo tocando em seu rosto pra que o mesmo pudesse me olhar pois ele estava com um olhar frio e gélidos, sua mandíbula ainda travada e seu corpo bem tenso mostrava que ele não estava a vontade com nada disso.
   - Isso é tão importante pra você? Você realmente quer mecher nisso novamente?  Voce tem mesmo mesmo que fazer isso Angel? Indaga ele me olhando furioso e segurando os meus braços firmes mas sem me machucar, vejo os meninos começarem a se aproximar de mim mas eu nego com a cabeça impedindo. Olhando nos seus olhos claros e furiosos tento soar mais calma e suave possível, pois a dor dele era tão forte quanto a minha e eu entendia isso.
   - Não mais que você! Se você me olhar nos olhos como agora e me disser que não concorda comigo, eu fico em casa. Mas eu não quero fazer nada que vá machucar vocês três, não mais do que já foram feridos meu amor. Digo bem suave e baixo olhando nos seus olhos e vejo que as lembranças daquela noite ainda o atormenta e isso me dói. E eu me arrependo de ter saído aquele dia pra espairecer ou pra chorar pois foi minha culpa ter acontecido tudo o que houve depois. Mas eu nunca deixaria um dos amor da minha vida levar um tiro na minha frente e por mim, e não fazer nada. Disso eu nunca me arrependenderia jamais!
   - Tudo bem Angel, você pode ir mas vai ser do meu lado que vocês vão conversa e bem distante. Responde ele rispido me soltando de uma vez bravo e saindo da sala antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, solto a respiração que nem havia notado que tinha prendido e olho para os seus irmãos, e me pergunto se passei do limite agora?
    Tony me olha preocupado e me abraça e Noah me olha meio desapontado pois eu magoei seu irmão e estava novamente mechendo numa ferida aberta ou que estava cicatrizado.
   - Noah, espera eu... Começo a dizer mas o mesmo sai antes que eu pudesse dizer alguma coisa. Começo a chorar no peito do Tony que me abraça mais ainda passando a mão nos meus cabelos.
   - Calma meu anjo, deixe eles se acalmarem. E depois de hoje esqueça essa história, pois pra nós três é muito dolorido cada vez que relembramos dela ou que tocamos nela. Você pode não se lembra meu anjo, mas nós vimos seu corpo sem vida na nossa frente e... só não toca ou fale mais disso por favor! Pede ele com a voz triste aos sussurros beijando a minha cabeça e eu concordo agarrada ao seu peito, abraçado ao mesmo que ainda mantenha os braços firmes em mim.
    Depois de um tempo curto que eu consigo me acalmar, Tony pega o bebê conforto com a Lisa  pra sairmos e encontramos os dois no carro, Noah no banco do motorista e Tomy do de passageiro, Tony entra comigo e a Lisa atrás amarrando ela no banco no nosso meio e então partimos em direção ao hospital. Em todo o trajeto eu olho pra janela evitando os olhares dos três em mim, eu sabia que dois deles estava magoados comigo e um estava me compreendo no meu requisito, mas eu não suportava a ideia de ter que olhar nos olhos deles e guarda isso pra mim.
    Chegando lá no hospital descemos entrando até a recepção, e então os meninos manda mensagem para o Matteo pra que ele pudesse sai pra ambos conversarem, olhando para o Tony eu peço a ele sem olhar pros outros dois.
   - Posso visitar o Cristopher? Enquanto vocês conversam eu posso ver como ele está? Pergunto a ele que estava com a Lisa no colo e o mesmo concorda com a cabeça, indo até a recepção ele fala com a enfermeira que lhe entrega um adesivo de visitante e ele volta até mim colando na minha roupa. 
    - O quarto é o 213 no terceiro andar. Quer que um de nós te acompanhe? Pergunta ele me olhando e eu olho pro seus irmãos vendo ambos me olharem meio incertos e duvidosos da minha reação com relação a ambos.
   - Tanto faz, só vou dar uma olhada nele e já saio. Aviso pegando a Lisa do colo do Tony sem esperar pra ver o que os tres falariam,  e indo em direção ao elevador onde entro, e reparo que Noah vem atrás de mim com os braços cruzados e o semblante serio. Mesmo num clima estranho e ruim entre nós eu pergunto a ele, na intenção de saber o por que ele veio atrás de mim.
    - Achei que queria ficar  com os seus irmaos e conversar com o... deixa pra lá. Começo a falar resmungando ao ver sua expressão que me olha, com as sobrancelhas levantadas, como se me dissese Sério isso? Desviando meu olhar dele olho pra bebê que ainda dorme no meu colo e o mesmo responde um tempo depois, antes que as portas se abrisse.
    - Não a deixaria sozinha nem aqui e nem em qualquer outro lugar. E eu só fiquei chateado por você ficar insistindo em falar com alguém que nos incomoda, alguém na qual não queremos que se aproxime de você nunca mais, de preferência que nem se vejam mais! Mas eu compreendo você por um lado. Diz ele com a voz rouca e firme olhando pra porta evitando o meu olhar. Quando a mesma se abre ele sai e me espera, que meio chocada por ve-lo com ciúmes assim tão evidente, pois dos três ele era o que mais escondia bem ou se controlava. Eu saio e ele me acompanha até a porta do quarto que estava fechada. Eu travo olhando pra ela pois eu não sabia se a mãe dele gostaria de me ver ali, ou como ela me olharia depois de tudo que ele passou por minha causa.
     Respirando fundo eu olho pro Noah que me olha curioso e em dúvida por eu ficar estagnada no lugar e então eu entrego a bebe pra ele, que a pega sem questionar.
    - Me espera aqui fora por favor. Me deixe sozinha com a mãe dele. Peço a ele que confuso pelo meu pedido une as sobrancelhas e me olha preocupado agora, como se ficasse com receio de alguma coisa me acontecer ali dentro. Beijando a cabeça da Lisa eu o olho mais uma vez e bato na porta.
   - Entre! Escuto uma voz meio rouca feminina e eu abro entrando e fechando em seguida, que assim que meus olhos batem no lugar vejo o Cris dormindo na cama hospitalar tranquilamente sem nenhum aparelho ou ultra venosa na veia, seu semblante era de como eu me lembrava quando o via na escola das crianças. 
    Já a mulher que estava na poltrona perto da porta me olha e rapidamente fica tensa e rígida, acho que ela sabe quem eu sou! Ela era em torno de uma cabeça mais alta que eu, seus cabelos era escuros e pele branca. Seus olhos era castanhos mais claros que do Matteo, e ela era bem encorpada e linda como Cris que havia puxado bastante coisa dela. A mesma tinha muita olheiras abaixo dos olhos e estava meio pálida e abatida também.
   - O que você quer aqui? Esbravejar ela se levantando e entrando na minha frente, ficando entre mim e a cama.
   - Oi, eu sei que você não deve saber quem eu sou mas... Começo a dizer a ela que me interrompe bruscamente furiosa, com escárnio na sua voz que sai meio alterada.
    - Não só sei, como eu só não te bato por que eu sei que quem pagaria pelos meus atos seria meu irmão e eu. Se não fosse pelo meu filho, pode ter certeza que daqui intacta você não sairia! Ameaça ela quase vindo na minha direção, e eu olho incrédula e espantada pois eu não tinha 100% de culpa pelo ocorrido das coisas.
   - Olha eu não sei o que você acha que aconteceu ou o que o Matteo te falou, mas eu não tive culpa do que aconteceu. Eu também quase perdi outra filha por conta disso! Exclamo no mesmo tom que ela e a mesma ainda furiosa não se abala e nem não vacila nem nada do tipo.
   - Você já deveria estar acostumada com isso, afinal essa é a vida que mulher de bandido leva. Ou você esperava o que? Flores e rosas todos os dias? Questiona ela sarcástica e irônica andando pelo quarto e eu saio da porta, incrédula de olhos arregalados pelo o que ela disse. Pois afinal de tudo eu nunca desejaria o mal de ninguém independente de quem fosse.
    - A vida que você leva é do jeito que é  e você sabe disso, e você está nessa por que você quer! Por que se não quisse poderia muito bem ter ido embora a muito tempo. Não iria fazer falta pra ninguém nem pros seus machos! Cuspe as palavras com ódio me olhando com fúria como se a qualquer momento ela fosse voar na minha cara. E eu fico mais espantada ainda pela forma que ela me trata e pelas palavras duras dirigidas a mim, pois eu não esperava isso dela. Não isso.
    - Inacreditável! Você, justamente a irmã do cara que me colocou nessa enroscada e que também era desta vida a algum tempo atrás, olhar pra mim e me dizer isso, quando eu só vim ajudar e ver o Cris, que foi um dos inocentes quem mais saiu prejudicado nisso tudo. Exclamo irritadissima e furiosa com ela que vacila ao ouvir as minhas palavras duras e firmes, que saem como venenos dos meus lábios e por um momento eu me arrependo de ter discutido com os meus morenos e ter vindo. Olha só o que ganhei!
   Sem que esperassemos a porta se abre de uma vez bruscamente nos assustando, e um Noah completamente transformado e posseso de ódio e fúria com uma arma na mão e a Lisa na outra entra. Seu olhar era sombrio e frios como pedra, seu semblante era fechado e com a mandíbula travada de ódio,  ele a fuzilava como se ela fosse um dos seus rivais e aponta a arma pra ela que estrala os olhos e começa a chorar desesperada. E ali eu entendi que o mesmo estava escutando tudo através da porta, que ele ficou puto da vida ao ver que a mulher na sua frente estava desejando o mal dos nossos filhos e o meu, quando eles só estavam ajudando ela e o filho inocente dela que dormia atrás da mesma.
   - Noah? Ouço ela dizer nem choque e espantada por vê lo ali daquela forma ao apontar a arma pra ela em meio ao choro de pavor dela.

   A Cabana Histórias para pegar e não largar. Descubra agora