-Valeu a pena
— Sim, ele prometeu não se intrometer nos seus assuntos e deixar isso para lá, mas...
-mas?
Tudo o que ela quer é me ver, saber que estou bem e que estou vivo.
Voldemort chegou no dia seguinte à visita de Harry, fazendo com que Lyra perdesse a estabilidade que havia conquistado durante a ausência do marido.
-que me garante que não se trata de um plano para repassar informações
Preciso jurar de novo que não vou te trair? Você me tem em suas mãos, não posso fazer nada.
— Que bom que você sabe qual é o seu lugar, pois não quero nenhuma surpresa no futuro. O medimago chegou?
-e
— E daí? Eu ordenei que você me dissesse a verdade.
Ela disse que... estou em perfeitas condições para... engravidar.
-Perfeito, quero um herdeiro o mais rápido possível.
Ele se levantou da escrivaninha e caminhou lentamente em direção a ela, seu olhar percorrendo-a como se estivesse avaliando um bem valioso.
-Eu sabia que você era uma peça que valia a pena reivindicar
Lyra manteve a compostura, embora um arrepio de terror a percorresse por dentro.
Sua obrigação é me dar o que preciso: um herdeiro para garantir minha futura posição como ministro.
Lyra engoliu em seco. A ideia de trazer uma criança ao mundo com ele, de criá-la naquela escuridão, era a coisa mais aterradora que ela já havia imaginado.
—Não...Não sei quanto tempo vai demorar, meu senhor, nem sempre é...imediato.
"Então, garantiremos que seja assim. Seu corpo e sua mente me pertencem, e você se concentrará exclusivamente nesse propósito", disse ele, com voz baixa e autoritária.
A conversa terminou com essa declaração. Voldemort não lhe deu chance de ir embora. Pegou sua mão e a conduziu até a cama.
Não foi um ato de afeto como das primeiras vezes, mas uma tomada de poder fria e calculada, uma manifestação do seu domínio sobre a vida e o futuro dela.
Lyra deitou-se, sentindo-se mais vazia do que nunca. Sentiu que a pequena esperança que tinha estava lentamente se dissipando no ar.
Os dias se arrastavam para ela, cada um mais lento que o anterior; fazia duas semanas que não via nenhum membro da família e não quisera perguntar sobre eles.
Se os primeiros dias de casamento foram frios, com poucas palavras trocadas, os últimos foram ainda piores. Ele já não lhe dirigia a palavra e nem sequer estavam no mesmo ambiente. Os dias tornaram-se um ciclo opressivo e insuportável. Lyra só saía do quarto para jantar numa sala de jantar vasta e vazia, onde a única companhia era o silêncio gélido e, ocasionalmente, a figura distante do marido.
O tempo se arrastava. O isolamento era um cobertor pesado que a sufocava. Lyra passava horas em frente à janela do quarto, contemplando os jardins onde ansiava passear, uma paisagem bela que lhe parecia tão inacessível e fria quanto a sua própria existência.
O jantar, se Voldemort estivesse presente, era um ritual silencioso. Se ele não estivesse, ela comia sozinha, e o prato à sua frente parecia um lembrete da única razão pela qual ela ainda era "valiosa".
Mas o verdadeiro tormento começava quando a noite caía.
Ele pegou na mão dela, conduziu-a até a cama, e tudo se desenrolou como uma transação fria e calculada.
Não foi um ato de paixão, mas uma tomada de poder fria, um exercício de força. A necessidade de um herdeiro havia se tornado sua única interação com ela.
Lyra se obrigou a permanecer em estado de inconsciência, a dissociar sua mente de seu corpo. Ela contou as rachaduras no teto, os segundos que duravam, tentando se tornar ar.
Certa manhã, ela acordou sentindo-se mal. Uma leve tontura ao se levantar. O pânico a dominou. Seria possível? Tão cedo?
O medo a consumia, mas também uma pontada de alívio macabro. Se estivesse grávida, o tormento cessaria, ao menos por um tempo.
Sem dizer uma palavra, ela se arrumou e foi para o camarim. Tentou encontrar algum sinal: um brilho diferente na pele, um cansaço inexplicável. Nada. Apenas a imagem de uma mulher com olhos cansados, sempre vestida de cores escuras para tentar camuflar seu desespero.
Durante o jantar naquela noite, ele reuniu toda a sua coragem.
-Eu me senti... tonta.
Voldemort ergueu os olhos do prato, seus olhos vermelhos fixos nela.
- Tem certeza?
Não, meu senhor, mas... achei que deveria lhe contar. Pode ser... um sinal... ou sei lá.
Um elfo foi convocado imediatamente. A ordem era simples e concisa: Convoque o medimago ao amanhecer.
Lyra passou a noite em claro, esperando. Ela não sabia se devia rezar para que fosse verdade ou não. Uma criança com ele, mesmo sabendo o que ele estava planejando, mas a vida de sua família estava em risco, e ela não deixaria nada acontecer com eles se pudesse impedir.
Na manhã seguinte, a curandeira a examinou no banheiro. O exame foi minucioso e profissional, mas desprovido de empatia.
Quando o curandeiro terminou, dirigiu-se a Voldemort, que o esperava na soleira da porta.
—Meu senhor, a senhora goza de excelente saúde, mas não está grávida.
Lyra sentiu uma pontada de fracasso, uma onda de medo que a invadiu. Não alívio, mas medo.
Voldemort não disse uma palavra ao curandeiro, que se retirou apressadamente. Ele se aproximou de Lyra, que estava sentada na borda da banheira de mármore.
-Aparentemente, sua abordagem não foi suficiente.
"Estou tentando, meu senhor. Mas... não é algo que possa ser forçado." Sua voz ameaçou falhar, mas ele tentou se conter.
-Tudo pode ser forçado
Ele agarrou-lhe o braço com firmeza, levantou-a e conduziu-a de volta para o quarto.
-A partir de hoje à noite, você se sairá melhor.
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LOS MALFOY
Fiksi Penggemar𝐔𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐨 𝐀𝐥𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨! ᵀᵒᵐᶦᵒⁿᵉ 𝙨𝙞𝙣𝙤𝙥𝙨𝙚: Hermione Malfoy, a filha escondida de Lucius e Narcissa Malfoy, irmã gêmea de Draco, que eles tiveram que esconder quando o Lorde das Trevas a pediu em casamento ao saber de seu nasci...
