Cap 13

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Depois que chegamos do shopping, eu resolvi deitar um pouco... e acabei dormindo. Quando acordei, já eram umas 16h20 da tarde. Levantei para tomar um banho, porque eu estava toda suada — só não mexi no meu cabelo, já que ele tinha sido lavado e finalizado com camadas.

Saí do banho e coloquei um shorts jeans, um clopped faixa preto, e uma jaqueta acrílica preta por cima. Foi então que decidi chamar minha best para tomar um açaí. Ela disse que já estava descendo para a pracinha. Peguei a minha Velar, entrei no carro e parti para lá. Assim que cheguei, ela já estava sentada, então resolvemos pedir. Senti até saudade do meu neném — mais tarde eu ia buscar ele para dormir comigo.

Passamos a tarde inteira conversando, fazendo fofoca e observando vários vapores passando. De repente, vejo RB passando. Ele olhou para onde eu estava e logo foi embora. Alguns minutos depois, decidimos ir para um barzinho, já que eu estava morrendo de vontade.

Chegando lá, pegamos uma mesa na parte de fora. Eu estava caminhando e vi uma garota passando — a ex do RD. Depois de caminhar mais um pouco, chegamos no barzinho pedimos umas Ice. Logo começaram a chegar vários traficantes e, para completar... quem aparece?
RB.

Isso mesmo que vocês ouviram.

Ele chegou, veio nos cumprimentar e, ele estava, com o meu neném. Eu estava com minha irmã no colo — ela já estava há horas dormindo, e ela quis dormir comigo fui falar com o meu neném?mais ele n quis falar comigo. Mas tudo bem,  ai o pai dele fez ele falar comigo, porque ele n quis ai ele acabou vindo conversar comigo mesmo assim.

Depois ele foi pra mesa com o pai dele foi aí que eu percebi ele estava com ciúmes da minha irmã no meu colo rsrs tadinho do meu neném. Minha, mãe deu risada junto com minha amiga. Minutos depois, minha mãe pegou minha irmã do meu colo, e eu fui até a minha criança que estava lá, toda agarrada, em no pai dele com o rosto no pescoço do pai. Perguntei cê ele queria vim comigo ele balançou a cabeça e eu peguei ele pedi desculpa pra ele e perguntei cê ele queria ficar comigo?

O pai dele falou com ele, já que ele estava com os olhos completamente cheios d'água. Ele me deu um beijo e disse para eu falar para o pai dele que ele ia ficar comigo. O pai dele assentiu, e eu voltei para a mesa com ele, que ficou grudado no meu pescoço.

Foi então que meu neném começou a pedir o peito. Peguei a fralda da minha irmã, coloquei por cima do meu peito e dei para ele mamar. Ele ficou ali, quietinho, aconchegado no meu colo, mamando até adormecer completamente.

RB me observava.
Com aquele olhar que misturava posse, medo e... sentimento.

Ele era ciumento.
O filho dele era ciumento.
E eu?
Eu era o caos perfeito no meio dos dois.

O barzinho estava cheio, o som alto vibrando no peito, mas nada disso fez diferença quando ele levantou da mesa dele e caminhou na minha direção.

RB andava como quem sabia que mandava ali.
E mandava mesmo.

Cada passo dele fazia alguém se afastar, alguém olhar, alguém respeitar. Mas, quando ele parou na minha frente, com o filho dormindo no meu peito, os olhos dele suavizaram — coisa rara, só eu via.

— Ele apagou rápido contigo, — ele murmurou, a voz baixa, rouca, carregada de algo que eu nunca conseguia decifrar por completo.

— Ele sempre apaga comigo — respondi, ajeitando a fralda sobre o menino. — Você sabe disso.

RB lambeu os dentes, desviando o olhar como se estivesse brigando consigo mesmo.

— É... sei.

Ele sentou ao meu lado. Não pediu, não perguntou. Só sentou. Como se aquele fosse o lugar dele.

Minha amiga lançou um olhar que dizia "ih, lá vem confusão".
Eu ignorei.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, até que ele murmurou:

— Não gostei de ver tu sozinha na pracinha hoje. Ainda mais com esses caras passando.

— Eu não tava sozinha — respondi. — Tava com a minha amiga.

— Amiga não resolve. Eu resolvo.

A frase me arrepiou inteira, mesmo que eu fingisse não.

RB se inclinou, aproximando o rosto do meu. O filho dele respirava contra meu peito, quente e leve, e aquilo fazia tudo parecer mais calmo... e mais perigoso ao mesmo tempo.

— Tu sabe que isso aqui... — ele apontou pra mim, pra ele, pro menino — é mais do que devia ser.

Meu coração disparou.

— Você é meu padrinho, RB — sussurrei, quase sem voz.

— E tu acha que isso muda o que eu sinto? — ele respondeu na lata, sem hesitar.

Eu travei.

Ele nunca falava assim.
Nunca deixava escapar nada.
Mas agora... parecia que o morro inteiro podia ouvir.

— Eu fico doido quando te vejo com outro. Quando tu some. Quando tu tenta fingir que não sente nada.

— Eu não tô fingindo... — falei baixinho.

Ele sorriu de canto. Aquele sorriso perigoso. Aquele que tinha derrubado guerras e criado outras.

— Então para de correr de mim.

Antes que eu pudesse responder, o menino se mexeu no meu colo, resmungando baixinho. RB colocou a mão grande e quente nas costas dele, acalmando-o com um carinho que ninguém acreditaria que ele era capaz de dar.

— Ele te ama, sabia? — RB disse, olhando pro filho como se o mundo dele coubesse ali. — Ele só dorme contigo. Só come contigo. Te chama de mãe...

Os olhos dele voltaram pros meus.

— E eu não vou fingir que não gosto disso.

Meu peito apertou.

— O que você quer comigo, RB?

Ele respirou fundo. Olhou ao redor — homens armados, motos subindo, a música alta, a vida acontecendo.
Depois voltou pra mim, como se nada mais importasse.

— Eu quero tu.
— Tu comigo.
— Tu com ele.
— Os três. Sem esconder.

Meu coração parou.

— Mas isso é errado... — sussurrei.

— Errado é te perder.

A frase me atingiu como um tiro silencioso.

Ele encostou a testa na minha, sem me beijar. Não precisava.
A respiração dele já dizia tudo.

— Se tu tiver coragem... eu tenho também.

Meu mundo virou naquele instante.

E, pela primeira vez... eu não quis correr.




Desculpem pela demora amores💔

Amor IncondicionalHistórias para pegar e não largar. Descubra agora