nayeon

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Não revisei, escrevi no trabalho e etc etc etc
Continuem respondendo a enquete <3 devo demorar um pouco a atualizar agora. 
Mas acho que venho antes do ano novo!

Feliz natal rapaziada, eu levo refri!




Nayeon estava preocupada.

Aproximou-se em silêncio, andando na ponta dos pés, e cerrou os olhos ao observar Momo debruçada sobre a mesa. 

O celular estava próximo demais do rosto, quase encostando no nariz, enquanto os dedos deslizavam pela tela com movimentos repetitivos e precisos. Os olhos se abriam e fechavam lentamente, como se o corpo implorasse por descanso, mas a mente se recusasse a parar.

Ela fazia um bico concentrado, quase automático, e as olheiras fundas sob os olhos denunciavam um cansaço que Momo claramente não estava registrando como um problema.

A mais velha se sentiu confusa, sem saber exatamente o que fazer.

Já tinha presenciado diversas crises de Momo quando ela se fixava demais em alguma coisa, mas saber que agora aquilo era por sua causa — e vê-la passar por tudo com um sorriso no rosto — era estranho. E, acima de tudo, preocupante.

Sana percebeu a presença da coreana observando de longe e cerrou os olhos, desconfiada. Sem dizer nada, puxou Nayeon pelo cotovelo e a levou até o quarto.

— Que susto, Shiba! — Nayeon sussurrou, após conter um gritinho.

— Sou só eu que achei estranho, ou você também? A Momo faxinou a casa inteira — comentou Sana — Tudo. Até os lugares que ela normalmente esquece.

 Nayeon mordeu o lábio, apreensiva, antes de encará-la. 

Sana conhecia Momo há mais tempo. Vieram juntas do Japão para a faculdade. Se até ela estava achando estranho, era porque algo realmente não estava certo.

— Eu estranhei quando não ouvi sua música alta — completou Nayeon. — Quando vi, ela já estava assim... toda esquisita.

Sana suspirou.

— Uma hora ela cansa. Só tenta não chegar com nada muito complicado, tá?

Nayeon assentiu. Deixou Sana no quarto, ainda arrumando algumas coisas, e voltou para a cozinha, agora mais atenta a cada detalhe.

Assim que Momo notou sua presença, abriu um sorriso rápido, quase como um reflexo treinado. Ela se endireitou na cadeira, demorando um segundo a mais do que o normal para alinhar o corpo.

— Unnie, bom dia! — disse, animada demais para alguém naquele estado.

Mas Nayeon percebeu o sorriso forçado, tentando se sustentar sobre o cansaço evidente e o esforço da japonesa para parecer bem.

— Bom dia, Moguri — respondeu com doçura, deixando um selinho rápido em seus lábios antes de se sentar ao seu lado. — Caiu da cama? O que você tanto olha no celular?

Momo riu baixinho, coçou os olhos e piscou algumas vezes, tentando disfarçar o incômodo.

— Acordei cedo, fui pra academia... agora estou procurando uma cor de esmalte que combine com as roupas que pensei pro baile, mas algumas cores ficam estranhas dependendo da luz do salão — explicou, sem perceber o bocejo que escapou no meio da frase.

Nayeon apenas assentiu, observando-a com atenção.

— Você dormiu? — perguntou Nayeon, direto.

— Dormi... um pouco — respondeu, sincera demais. — Mas não faz diferença agora.

Aquilo doeu.

Nayeon sabia que, quando Momo dizia algo assim, não era teimosia. Era literalidade. Para ela, o corpo cansado só se tornava um problema quando simplesmente parava de funcionar.

Yes or Yes - NAMO [  TWICE ]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora