Momo estava com a mandíbula trincada e fazia um esforço gigantesco para não recolher a mão que Minatozaki Sana segurava para lixar as unhas.
O barulho e a sensação da lixa em suas unhas, o toque em suas mãos, a necessidade de ficar quieta... Estavam a matando.
— Fica quieta, inferno! — Sana reclamou ao errar, pela milésima vez, a esmaltação por culpa da japonesa mais velha.
— Odeio que peguem na minha mão, cara! Me dá nervoso! — Momo choramingou, e Sana sorriu, compreensiva.
— Tá terminando. E pensa que sou eu, você me conhece — Sana respondeu, mas logo abriu um sorriso cafajeste. — Conhece até demais meus toques, Moguri.
Momo revirou os olhos, mas riu, se esforçando para não puxar a mão e desistir de vez.
— Se a Nayeon ouvir isso, você é uma japonesa a menos na Coreia do Sul, Sana — Jeongyeon brincou, fazendo Sana gargalhar.
— Credo, ela sentiu ciúmes de longe! Que bruxaria é essa? Ela tá ligando — Sana observou, mas fez uma cara de cansada quando Momo retirou as mãos rapidamente da mesa para atender o celular.
Estava aliviada. Precisava realinhar os chakras para aguentar mais tempo de tortura.
— Oi, meu bemzinho — Momo choramingou assim que atendeu.
Um silêncio se acomodou na ligação, mas ela ouviu um pigarro da mais velha.
— O-oi, Moguri. Tá tudo bem? O que aconteceu?
— Eu odeio salão de beleza! Odeio a Sana!
— Me odeia, sua cachorra? O que tenho a ver com suas frescuras? — Sana retrucou, indignada.
— Me bota no viva-voz.
Momo estava brincando, mas Nayeon estava séria. Como era obediente, retirou o celular da orelha e ativou o viva-voz.
— Sana...
A voz era de advertência.
— Eu não fiz nada! Tô tentando fazer as unhas dessa chata! — Sana ralhou, já interrompendo o sermão por ter usado "frescura", e bufou.
— Você prometeu que ia dar conta, por isso tô tranquila aqui no SPA — Nayeon reclamou, e Sana riu.
— Deixa de ser um urubu em cima da Momo, unnie! Aproveita o pacote que sua mulher te presenteou. Custou caro pra cacete!
Momo chutou a mais nova por ter citado que o dia de SPA tinha sido caro, e o silêncio de Nayeon significava que ela ia reclamar muito mais tarde.
Bom, Mina tinha comprado a tiara, então Momo se sentiu na obrigação de comprar o presente do SPA. Era justo.
— Quero você linda e cheirosa, vida. Vale a pena — já se antecipou também. Sermões de Im Nayeon eram chatos e cansativos.
— Certo... Só queria saber se você está bem. O salão deve ter sido estressante, e você ainda tem que aguentar a Chatozaki pegando nas suas queridíssimas mãos — disse agora, sugestiva demais.
Momo corou, pegando o telefone rapidamente para desligar o viva-voz antes que Nayeon provocasse uma comoção com conotações sexuais logo cedo, e riu baixinho.
Era a forma peculiar de Nayeon demonstrar que estava com ciúmes.
Meu Deus. A Minatozaki, coitada, só estava tocando em suas mãos...
— Só as mãos, unnie.
Ela pôde ouvir o sorriso de Nayeon do outro lado da linha. Momo sorriu automaticamente e logo virou uma risada quando Sana imitou um vômito.
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Yes or Yes - NAMO [ TWICE ]
Fiksi PenggemarHirai Momo preferia tomar uma caixa inteira de leite do que ter que aguentar Im Nayeon todo dia no seu pé. Além de egocêntrica, Nayeon era um gênio do mal, e não entendia por que diabos Myoui Mina e Minatozaki Sana gostavam tanto da garota. Mas tudo...
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