Capítulo 26

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Olá, Duskers.

Feliz 2026 para todos!

Mais uma capa em que estou apaixonada!! O que acharam?! Se preparem para esse capítulo, porque ele é 100% focado no casal!

Músicas do capítulo se encontram na playlist "Over The Dusk" no Spotify, no perfil.

Peguem um bom fone, escolham uma troca de roupa íntima, apaguem as luzes do quarto e boa leitura! O sinal de "(2x) e (3x)" nas músicas indica repetição!

Deixem seus comentários ao longo do capítulo, leio todos! Se estiverem gostando, compartilhem no twitter!

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Miami (1987) – Segunda-feira, 2 de Novembro

Início da Noite

O mundo raramente avisa quando vai virar do avesso.

Não há um sininho educado na porta da vida avisando que algo vai entrar para bagunçar tudo. Não há roteiro que preveja os tropeços, nem mapa que indique onde as curvas fechadas vão surgir. Um instante de descuido: um único segundo de ação precipitada ou de hesitação prolongada e o tabuleiro muda para sempre.

Às vezes, a vida é um jogo que você acredita estar controlando, até perceber que alguém moveu as peças quando você piscou. E não importa o quanto você se orgulhe da própria força, ou do instinto afiado... sempre haverá momentos em que não é você quem dita o ritmo. É como se o destino fosse um caçador paciente, rondando por semanas, meses ou anos, apenas para atacar quando você está mais vulnerável ou mais convencido de que está seguro.

Aquele era um desses momentos.

A respiração ainda quente no ar, o cheiro metálico do sangue de Troy impregnando o ambiente, o eco de passos apressados na varanda. Lauren podia sentir na pele, no mais íntimo de seu Alter Ego, que havia cruzado uma linha. Não importava se a decisão tinha sido movida por instinto de proteção ao namorado da sua amiga, necessidade ou fúria; o fato era que ela havia acabado de selar algo. E, como sempre, o arrependimento não chega antes do ato, apenas depois, trazendo consigo um silêncio pesado que parece zombar de qualquer tentativa de justificar o que foi feito.

Do lado de fora, a noite se iniciava. O vento, que antes deslizava entre as árvores com um murmúrio constante, parecia ter se calado para ouvir o que viria a seguir. As sombras da varanda se esticavam, tremulando sob a luz fraca que escapava pelas frestas da porta, como se tentassem se esgueirar para dentro, curiosas.

E foi no meio desse silêncio tenso que a voz de Hailee cortou o ar. Ela subitamente jogou Troy para cima de uma Normani, que resmungou pelo peso extra em seus braços, e se aproximou da porta, mas não o suficiente para atravessar a barreira mística.

Que merda você fez, Lauren?! – o tom não era apenas acusatório; havia incredulidade ali, como se ela tivesse acabado de testemunhar alguém quebrando uma regra que não podia ser reparada. – Que merda foi essa?!

A pergunta pairou na soleira, entre a penumbra e a luz, como um fio prestes a se romper.

– Eu não podia deixar mais um inocente ser morto. – a lobisomem respondeu em um tom baixo, cansado, como se houvesse aceitado que perdera aquele jogo. – Eu vou ficar bem!

– Ela vai te enlouquecer! E se alguém ver essa coabitação?! E se isso chegar aos nossos clãs?! – Hailee alertou. – São três dias juntas, Lauren! Não tem como quebrar a porra do feitiço, ele está ligado a um satélite natural!

Over The DuskOnde histórias criam vida. Descubra agora