Capítulo 4

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Olá, pessoal!

Obrigada por todos os comentários e favoritos! Fico feliz e leio cada uma das interações! Aproveitem bem estes capítulos, porque, leitores assíduos meus já sabem que felicidade demais significa merda lá na frente! Como disse uma filósofa, leiam a com atenção e "prestem atenção nos sinais, porra".

Músicas do capítulo se encontram já na playlist da bio do meu perfil. Peguem um bom fone, uma comidinha, uma nova calcinha e boa leitura! Não esqueçam dos mimos: favoritos e comentários!

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Miami (1986) – Sexta-feira - 15 de Agosto

* Music On * – (Nothin' But A Good Time – Poison)

Lauren e Camila podiam jurar que estavam prestes a viver uma das melhores noites de suas vidas.

Tudo parecia conspirar a favor.

A temperatura da noite estava perfeita, as estrelas no céu brilhavam e sinalizavam que nenhum evento natural molhado atrapalharia os movimentos das pessoas pelas casas noturnas de Miami. Os letreiros de neon dos bares, boates e fliperamas piscavam em cores vibrantes – rosa, verde, azul elétrico –, refletindo nas janelas das lojas fechadas e no asfalto brilhante. Os outdoors promoviam novos álbuns de bandas de rock e campanhas ousadas da Coca-Cola e da Levi's, enquanto músicas abafadas escapavam das portas entreabertas das casas noturnas. Homens e mulheres de todas as idades vagando pelas ruas em busca de diversão, muitos deles exibindo penteados volumosos moldados com laquê, maquiagens carregadas e roupas ousadas, com cores que desafiavam o olhar.

Lauren fazia sua moto Harley-Davidson chegar acima da velocidade permitida na medida em que girava o guidom do acelerador e passava as marchas com o pé, habilidosamente desviando dos carros e outros veículos que trafegavam pelas ruas iluminadas. O sorriso tendencioso em seu rosto bonito gerava borboletas no estômago da mulher que abraçava sua cintura como um coala. Com o capacete e rosto apoiado nas costas da piloto, que usava uma jaqueta de couro, Camila mordia o lábio inferior e tentava não demonstrar a grandiosa felicidade que crescia em seu peito enquanto assistia os borrões dos prédios passarem por si.

Havia ligado o foda-se para todos os seus problemas por uma noite e iria se divertir como se sua vida dependesse disso.

Até porque dependia.

Não muito distante dali, no bar rústico do Johnny's, era possível escutar de longe a gritaria que acompanhava o som das guitarras e dos cantores sobre o palco. O show da banda de rock começara havia poucos minutos e a fila de fora do estabelecimento quebrava quarteirões, lotada de jovens com jaquetas de couro, coletes jeans com patches de bandas como Guns N' Roses e Bon Jovi, e mulheres exibindo minissaias brilhantes combinadas com botas de cano alto. A fachada era simples, mas chamativa, com um letreiro luminoso em vermelho e amarelo piscando o nome do local. Já perto dos portões do estabelecimento, o qual era protegido por um segurança de quase dois metros de altura que checava as identidades dos clientes, Dinah, Normani, Allyson e Veronica ficavam nas pontas dos pés para enxergar ao longe, buscando por sinais das amigas.

– Onde elas estão?! – Dinah bufou, cruzando os braços, impaciente. Ela usava um conjunto de jaqueta e calça jeans desbotadas, com as pernas compridas destacadas pelas botas de couro pretas. Seu cabelo cacheado estava volumoso, preso em uma bandana azul que completava o visual descolado. – Já está chegando nossa vez de entrar e essas duas sequer apareceram!

Normani, com uma maquiagem impecável – sombra lilás cintilante, delineador marcado e um batom vinho que realçava seus lábios –, estava de saia de couro preta e um top de ombros largos, deixando sua silhueta elegante.

Over The DuskOnde histórias criam vida. Descubra agora