Você caminhava pelos corredores da base como um espectro, se misturando nas sombras enquanto assassinava brutalmente os guardas com uma faca. Embora normalmente fosse sutil e discreta, decidiu usar uma abordagem mais chamativa na ocasião em questão. Depois de matar alguns guardas e juntar armas munição, você criou uma bomba caseira.
Aquele treinamento com Makarov nunca decepcionava.
Depois de instalar em uma parede aleatória, você se afastou em buscar de cobertura e acertou um tiro certeiro na bomba, explodindo toda a parede. O som da explosão se espalhou pela base com uma fumaça marrom, um alarme soando logo em seguida. Você se levantou com um sorriso divertido, desfilando para o buraco na parede a atravessando para o outro lado. Rapidamente usou uma pilastra como cobertura ao ver a sombra de guardas se aproximando, eles atiraram na sua direção. Você se encolheu, segurando a pistola com firmeza, sua impaciência crescendo. O barulho do tiro parou, mas você não.
Você saiu da cobertura, seus olhos rapidamente localizando cada guarda e sua mão seguindo com a pistola em punho, acertando cada um deles com tiros precisos e mortais. Você observou a matança com um sorriso antes de soprar a ponta da arma e voltar a andar em busca da saída. Você entrou em uma dormitório vazio, silencioso demais. O ar ali dentro parecia pesado, as camas arrumadas e perfeitamente alinhadas. Você deu alguns passos cautelosos, o eco baixo de suas botas tocando o chão gelado.
"Ares."
Seu corpo agiu antes do pensamento, você se virou. Estendendo o braço, a pistola erguida, o dedo pressionando o gatilho e sua mira travada na pessoa em questão. Você arregalou os olhos surpresa, antes de sorrir, uma risada incrédula escapando dos seus lábios.
"Ora, ora...olha o que temos aqui!" Você diz balançando os braços para a incrível coincidência de reencontrar Tyler.
Tyler, o cara maldito que fez da sua estadia como recruta um inferno. Seus olhos se fixam nele, se lembrando detalhadamente de tudo que ele fez. Embora estivesse diferente, mais velho, mais alto e marcado pela vida no exército...o rosto era o mesmo.
"Bem que dizem....que os filhos da puta vivem mais." Embora estivesse rindo, havia um gosto amargo em sua boca.
Tyler te olhava com as sobrancelhas franzidas, seu punho tenso segurava a pistola com força, essa que ele parecia não ter coragem de apontar pra você. Aquilo de alguma forma te enfureceu mais do que se tivesse levantado. Seu sorriso sumindo e seu semblante escurecendo. Você ergue a pistola novamente, pronta para atirar nele, mas Tyler foi mais rápido e atirou na sua pistola, te fazendo grunhir de dor e derrubar a arma.
"Ares, eu...eu sinto muito-"
"Cala a boca." Você murmura, ignorando a dor e partindo pra cima dele. Tyler guarda a arma quando você se aproxima, desviando dos seus ataques rápidos. Ele estava surpreso com sua mudança, com seus movimentos velozes e pelo fato dele estar se esforçando verdadeiramente para desviar.
"Ares...espera!" Ele tenta falar, mas você não escuta e continua partindo pra cima dele com sua faca. Você acerta um chute no joelho dele e Tyler caiu de joelhos, grunhindo de dor.
Avança segurando a faca com força, pronta para cravar no pescoço dele quando Tyler segura seu pulso, incrédulo com sua força. Você então acerta o rosto dele com uma cotovelada e o chuta, fazendo-o cair com as costas no chão. Rapidamente monta nele, as mãos agarrando a garganta do mesmo, suas unhas cravadas na pele dele enquanto o sufocava. Conforme fazia isso, se lembrou de todo o inferno que passou naquele QG, com o maldito do Tyler e seus amigos idiotas. Quando ele te espancou e cortou seu cabelo, a raiva te consumiu.
"Ares..." Ele murmurou segurando seu pulso, mas não fazia esforço nenhum para te parar e isso te irritou imensamente. "Desculpa..."
Você arregalou os olhos, o olhar nos olhos dele tocando algo dentro de você. Acordando uma versão de si mesma que você pensou ter matado no dia que Makarov te sequestrou, sentiu aquela garota estúpida ainda dentro de você, enterrada nas profundezas.
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The Ghost's recruit
FanfictionAres, aos 21 anos, vivia como uma sombra, sem sonhos ou vontade própria, existindo apenas para satisfazer as ambições de seu pai. Ele, um renomado general das forças especiais britânicas, carregava o peso de um sonho destruído: queria um filho homem...
