Algo se arrastava em sua pele, a sensação era áspera e ao mesmo tempo escorregadia. Seus olhos se abrem devagar, seu corpo sendo consumido pelo pânico ao encontrar um par de olhos frios te fitando. As mãos esguias voam para seu pescoço, arrancando seu fôlego em segundos, seus olhos se arregalam e seu corpo convulsiona de pânico. Ela olha para o lado lentamente e sua cabeça é forçada para o lado.
Seu pânico se transforma em terror ao ver a si mesma no chão, seu corpo nu estava coberto de hematomas, seu braço em uma posição não natural. Havia homens acima de você, te tocando, as risadas ecoavam altas demais, i cheiro do seu próprio sangue fez seu estômago embrulhar.
"Você merece isso..."
Tudo ficou silencioso de repente, seus olhos se tornaram um abismo negro, observando a si mesma ser violentada até que tudo se tornou um borrão antes de mergulhar no abismo.
O som de um bip familiar distante se tornava cada vez mais próximo e constante. O cheiro de medicamento invadiu suas narinas e a primeira coisa que sentiu foi o aperto leve dos curativos em sua pele. Abre os olhos devagar, sua visão turva focando no quarto da enfermaria, iluminado apenas pelas luzes dos aparelhos ao lado da sua cama,
A sensação de bandagens e curativos lhe trazendo subitamente memórias do que aconteceu. Com movimentos frenéticos, você se levantou da cama, arrancando o acesso e os cobertores. Porém, uma movimentação fora da sala a fez parar bruscamente, alguém estava vindo.
Você pegou o copo de vidro na mesa de cabeceira e caminhou na ponta dos pés até ficar atrás da porta, controlou a respiração e esperou. A porta se abriu e uma silhueta enorme entrou. Você não hesitou em bater o copo com força na nuca do indivíduo, que gruhiu de dor. Esse indivíduo era Ghost, que rapidamente se virou para te encarar. Mas graças a péssima iluminação, você não percebeu que era ele.
Você partiu pra cima do Tenente com socos e chute, o mesmo não queria te machucando, apenas desviando enquanto tentava te imobilizar. Mesmo quando seu punho atingiu sua bochecha com um golpe agudo e doloroso que fez sua cabeça virar bruscamente para o lado, ele não recuou. Absorveu a dor, o maxilar se contraindo sob o tecido da máscara, sua paciência se esgotando.
"Pirralha, sou eu porra!" Ghost rosna, somente para desviar por pouco de um chute seu.
Você estava desorientada e isso estava nítido pela forma violenta que se movia mesmo coberta de hematomas. Ghost conseguiu desviar do chute destinado a atingir seu rosto, somente para grunhir ao receber um soco direto em seu nariz. O golpe foi brutal e contundente, enviando uma onde de agonia intensa através do seu crânio, ele sentiu o gosto metálico de sangue. Ghost cambaleou, sentindo a mancha negra se formar em sua máscara.
"Perdi a paciência." Ghost murmura, seu olhar escurecendo.
Ghost avança para cima de você como um borrão, agarrando sua cintura com os antebraços fortes para te jogar no chão. O ar é arrancado de seus pulmões quando suas costas se chocam contra o chão. Ele avança novamente, suas mãos se estendendo para agarrar seus pulsos, te imobilizando no chão. Mas você não permitiu que continuasse assim por muito tempo, ergueu seu tronco o suficiente para acertar o rosto dele com uma cabeçada bem em seu nariz machucado. Um estalo nauseante ecoou em seu crânio, a sensação de osso contra osso enviou uma onda de pura agonia por todo o sistema nervoso de ambos.
Você aproveitou o momento para se livrar das mãos de Ghost, que logo se moveram para agarrar seus ombros. Se moveu bruscamente, erguendo os quadris até que suas pernas estivessem ao redor do pescoço de Ghost e então apertou, sufocando ele com suas coxas grossas com toda a força. Ghost sentiu a ardência em seus pulmões ao ter seu oxigênio cortado bruscamente, suas mãos subiram para agarrar as coxas macias com força o suficiente para deixar hematomas.
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The Ghost's recruit
FanfictionAres, aos 21 anos, vivia como uma sombra, sem sonhos ou vontade própria, existindo apenas para satisfazer as ambições de seu pai. Ele, um renomado general das forças especiais britânicas, carregava o peso de um sonho destruído: queria um filho homem...
