Luna que sempre foi um espírito livre se viu obrigada a ter alguém seguindo todos os seus passos após alguns acontecimentos.
Heitor é apenas alguém que foi pago para garantir a segurança de uma garota mimadinha, mas vai se surpreender quando ver aqu...
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O dia começou cedo para mim, me despedi de Luna e segui para o trabalho.
Ela estava sentindo um pouquinho de cólica e disse que iria passar o dia inteiro deitada esperando por mim na cama.
Dei um beijo nela e sai pela porta, com muita vontade de ficar com ela, mas tenho uma mulher, um filho e minha mãe e irmãs para cuidar.
Por isso ao chegar no trabalho eu foquei totalmente nele.
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Estou terminando de almoçar para voltar ao trabalho quando recebo uma mensagem da minha namorada.
"Estou precisando que venha para casa agora, pode fazer isso?"
Franzi o cenho e liguei para ela que desligou, me levantei ligeiro e peguei a chave do carro, liguei de novo e ela desligou, respirei fundo tentando imaginar o que foi.
Mas nada me preparou quando cheguei em casa....
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- Quer que eu ligue para sua mãe? - pergunto chegando perto dela que nega balançando a cabeça - Seu pai, ou irmão?
- Ninguém - diz e vira o rosto suspirando, toco sua mão e ela afasta se virando de lado - Eu queria mesmo era ficar sozinha um pouco.
- Mas eu não vou sair daqui Luna - falo a ela - Infelizmente aconteceu essa fatalidade, eu sei a dor que estou sentindo e entendo a que está sentindo nesse momento também amor, acha que eu tô feliz de ter perdido nosso filho?
- Quem perdeu fui eu Heitor, eu quem perdi ele - diz e suspiro.
Ao chegar em casa depois do almoço ela disse que estava sentindo dores de cólica a manhã toda, e que tomou remédio, mas as dores continuaram e quando dói ao banheiro começou a sangrar muito.
Ela me ligou, eu fui correndo, viemos ao hospital e já é sete horas da noite e ela está de repouso agora, esperando alta, mas provavelmente só iremos sair amanhã.
Desde que o médico disse a ela que o bebê não tinha resistido ela se fechou, seus olhos perderam o brilho e ela tem me tratado um pouco rude.
Me sento na poltrona ao lado da cama e cruzou os braços encarando ela que tem os olhos fechados.
Suas bochechas estão vermelhas de tanto chorar, suspiro e engulo em seco, sentindo a garganta travada, porra eu também perdi um filho junto dela.
Mas por hora vou cuidar dela, pela maneira que ela me falava todos os dias eu sei bem o quanto isso era pra ela, e nesse momento ela deve tá se sentindo muito culpada agora, mas não há culpa a ser distribuída.