Vou a seguindo calmamente, seguindo todos os seus rastros deixados pelo caminho, captados pela minha visão. Ela olha para trás, acho que ela percebeu que eu a estava observando toda, mas uma coisa que eu nunca tinha percebido antes é ela é tão linda. Quando ela se vira para me olhar, os seus cabelos flutuam no ar, até que seus olhos encontrem o meu, ela me hipnotiza. É nesse momento que eu paro e pendo: "Por que amar parece tão bom?"; mas logo tiro esses pensamentos de minha cabeça, pois lembro a mim mesmo sobre a minha promessa. Naquele momento vejo minha mente viajar, as mãos dela estão na minha e isso é tão intenso. O rosto dela vem em direção a minha boca e ela me beija.
Minha boca está na dela, vasculho com a língua todos os cantos da boca dela, nossas línguas dançavam em nossas bocas. Nunca me senti assim antes.
- Está começando a entender o que significa amar agora?- ela pergunta.
- Desculpa -digo- isso é ótimo mais você ainda sabe muito bem que ainda não estou disposto a isso, e nem te dei um planejamento de quando isso vai acabar.
Ela cola o corpo dela junto ao meu, meu corpo esquenta, ela chega ao pé do meu pescoço me beijando, esticando a perna o máximo possível até chegar à minha orelha e sussurrar:
- Até quando você acha que vai conseguir segurar esses seus sentimentos?
- Até quando você vai ficar insistindo nosso?
- Você sabia que só os idiotas respondem perguntas com outras perguntas?
- E o que você acabou de fazer?
- Você é ridículo - ela me dá um selinho com uma breve mordida no meu lábio inferior, não sei até quando vou conseguir resistir ao seu charme.
- Você foi sempre encantadora assim ou só está fazendo isso pra me provocar?
- Pergunta ao sadomasoquista.
- E eu também não sou do tipo sadomasoquista ein.
- Nunca disse que era.
- O que você viu em mim?
- O que até hoje você nunca conseguiu reparar em si próprio. Sei que você tem um bom amor pra dar. E é disso que o mundo está em falta.
Reparo que as mãos dela já estão envolta de minha cintura e eu estou olhando diretamente para seus olhos, onde eu só acho esperança.
Naquele momento me veio a lembrança do baile em minha mente, me afasto dela repentina e bruscamente, quase caindo no chão.
- O que houve?
- Baile... Dança... Coroação... Gelo...
- Acalme-se, você não está no baile, está bem, está comigo. O baile foi somente um evento trágico que já passou a tempo.
Ela me leva até a sala do psicólogo da escola, será que ela acha que eu estou ficando maluco? Será que eu estou ficando maluco? Estou apenas querendo me esquecer de tudo o que me aconteceu no passado, mais nem sei se eu tenho direito a um futuro. Agora sou só um escravo de minhas próprias lembranças e memórias.
Quando volto a minha lucidez, reparo que estou deitado na cama de primeiros socorros da minha escola, Marco e Jenn estão sentados no sofá próximo a mim, e na cama ao lado está Isa e seu futuro filho que ainda nem sabemos o próprio sexo.
"Você tem que aprender a dançar em seu próprio ritmo, a sua vida está no início desse baile ainda, faça um passo de cada vez".
Ouço essa voz falando em minha cabeça, meio que não entendo o sentido disso tudo, Jenn e Marco estão me encarando, ainda estou meio confuso.
- O que houve? -digo.
- Você desmaiou na cadeira do psicólogo - Jenn fala.
- Vocês acham que eu estou ficando maluco né?
- Cara, não -Marco fala- você não é maluco e nem está ficando um. Você ainda só não se recuperou daquela sua crise.
"Você só está no começo do baile" lembro. Então você está falando que essa tortura toda só está no início né? Meu destino deve ser o de um perturbado parece.
Nesse momento Jenn me da um soco na barriga.
- Pare já com esse seu maldito drama. Você não é mais nenhuma criancinha mimada.
- Não é pra tanto Jenn - Marco apoia sua mão no ombro onde Jenn ameaça mais um soco.
- Você precisa olhar pra frente às vezes, e largar esse passado basto para trás. -Jenn sai do quarto.
Ainda com as minhas mãos na barriga, bem em cima de onde Jenn a socou, fico fazendo uns grunhidos de dor.
- Às vezes você merece isso -Marco fala- você às vezes perde por não ficar mais na sua - e logo também sai do quarto.
Bem, agora estou sozinho no quarto da enfermaria da escola, e com um novo hematoma causado por Jenn. Realmente esse dia me parece estar só no início.
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Por que infinito?
RomantikPor que infinito? As vezes eu paro e me pergunto o motivo de algo se chamar infinito, pois todos sabemos que nada dura para sempre. Dizem que o amor não tem fim, mas a morte não é um meio de separação? Não importa o que aconteça, eu não quero me se...
