Estava tendo um sonho com a Jenn, até que algo inesperado me aconteça... Ouço o barulho de algo batendo em minha janela, quando olho mais uma vez, é uma pedra, e outra também bate na janela, até que eu decido levantar da minha cama e ir lá ver o que está acontecendo. Ao abrir a janela, me deparo com uma pedra me atingindo em cheio no meu rosto. Recomponho-me rapidamente e vejo Marco lá em baixo, ele acena para que eu vá até ele. Vou até lá embaixo de pijama mesmo.
Ao abrir a porta reparo que o seu rosto está muito mais tenso que o de costume, peço para que entre, e vamos até o meu quarto. Ainda faltam duas horas para que o meu despertador toque. Encaramo-nos um pouco, não quero força-lo a falar o que aconteceu, então ele deita em minha cama e começa a falar.
- O que você faria se descobrisse que vai ter um filho... -ele faz uma pausa me encarando, mas logo volta a falar - e sentisse que não ama a mãe de seu filho como achou que amava?
Paro um pouco para analisar a minha resposta, eu sei muito bem que ele está falando de si próprio, mas quero me manter em um estado imparcial e realista.
- Bom... -começo a fala já com uma trava mais volto ao foco- isso é uma escolha dada diretamente a você, você não pode fingir amar alguém, pois o amor deve ser parcialmente distribuído entre companheiros. Já o seu filho é diferente, você pode ama-lo mesmo não amando a mãe dele.
Ele me encara por um tempo, mas logo fecha os olhos e reparo que ele começou a dormir, vejo que ainda temos um tempo antes do horário da escola e o deixo lá. Ao tocar o despertador o acordo e o chamo para tomarmos café. Quando chegamos lá embaixo minha mãe já está com a mesa posta, e ao ver Marco ela logo me encara, ela vem até mim e me chama no canto para falar comigo.
- O que ele está fazendo aqui há essa hora? -ela fala como se ele não estivesse aqui.
- Ele chegou há pouco tempo -digo tentando me esquivar- ele veio até aqui para irmos andando juntos para a escola.
- Só espero que isso não se repita sempre - ela fala comigo em um tom meio agressivo - Você quer algo para beber no café da manhã? Suco? Café? Leite? -ela fala como se não tivesse feito uma breve discussão comigo.
- Um suco, por favor.
Ao acabarmos o café da manhã, nos dirigimos à escola. Foi uma caminhada silenciosa e meio que tensa, não conseguia olhar mais o quanto ele estava tenso. Ao chegarmos à porta da escola, deparamos que a Isa já estava lá a nos esperar.
- Onde você está Marco? -diz ela "um pouco com raiva".
Marco continua andando sem nem ao menos olhar para o lado, até que a Isa se põe na frente de Marco tampando sua passagem.
- O que você quer? -ele fala.
- Você é o pai do meu filho, só quero um pouco de atenção.
Naquele momento chega Kaih no portão da escola, Marco chega até a Kaih e a beija.
- Ai está à atenção que você queria - ele fala olhando para Isa e volta a beijar a Kaih.
Naquele momento Isa voa em cima de Kaih, a derrubando no chão e começa a soca-la, a derrubando no chão. E continuando a sequência, Kaih só se debatia, arranhando algumas vezes Isa. De repente vejo que um grupo de alunos já está ao nosso redor, e eles começam a gritar em uníssono "Briga, briga, briga" e de repente a escola toda está ali.
O diretor sai da escola correndo até lá, abrindo caminho entre os estudantes, naquele momento ele pega a orelha das duas e começa a arrasta-las até dentro da sala dele. Eu e Marco as seguimos até a sala dele.
- Será que ela perdeu o bebê? -ele me pergunta.
- Não sei, mas ao sairmos daqui vamos levá-la até a enfermaria da escola. -digo.
Naquele momento vejo Jenn se aproximando.
- Luke, posso conversar com você em particular? -ela fala.
- Acho que essa não é uma boa hora - aponto para a direção.
- É rápido.
Marco acena a cabeça para que eu vá, e eu começo a segui-la.
Nesse momento reparo, que minha vida não está resumida somente a sonhos, eu sei como é bom sonhar e realiza-los, mas também temos que entender que a vida real é mais difícil do que parece.
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Por que infinito?
RomancePor que infinito? As vezes eu paro e me pergunto o motivo de algo se chamar infinito, pois todos sabemos que nada dura para sempre. Dizem que o amor não tem fim, mas a morte não é um meio de separação? Não importa o que aconteça, eu não quero me se...
