WILMER
- O que você pretende fazer? Você vai pra onde? - ela me perguntou, com os olhos recheados de pavor.
Demi estava simplesmente apavorada com a idéia de ter o seu pai por perto. Novamente.
- Eu preciso trabalhar. - lhe respondi, afagando os seus cabelos. - Mas você sabe que pode me ligar a qualquer momento, não é? Basta uma ligação.
- Eu não quero ficar sozinha. - ela respondeu, mordendo o lábio inferior em desconforto. Pelo pouco que conhecia, a mulher procurava sempre se esquivar de qualquer frase que podia admitir os seus medos. - Hum, eu poderia ir com você!
- Você não vai ficar sozinha. - repliquei, fazendo-a erguer uma sobrancelha em confusão. - Faço questão de colocar alguns dos meus melhores homens para cuidar da sua segurança. - procurei lhe confortar. - E você sabe, se tivesse que trabalhar com você ao meu lado... - sorri lascivo. - Faria tudo menos ocupar minha cabeça com trabalho.
- É uma boa opção. - ela respondeu, com um risinho. Sua boca encostou-se à carne do meu braço e seus dentes cravaram em mim de uma forma extremamente sexual. - Não me importaria.
- Você sabe que eu também não. - comentei, compartilhando do mesmo desejo que estava estampado em seus olhos. - Mas tenho uma reunião muito importante, já estou quase atrasado!
- Muito atrasado? - perguntou, com um sorriso maroto nos lábios.
Correspondi o sorriso antes de puxá-la pela cintura, juntando os nossos corpos. Minha boca encontrou com a sua em um beijo urgente, apressado, recheado de excitação. Demetria sempre respondia a altura. Suguei a sua língua, fazendo a mulher soltar um gemidinho de aprovação.
- Muito atrasado. - respondi, encerrando o beijo logo depois.
A morena bufou extremamente frustrada, enquanto eu soltava o seu corpo. Afastei-me vendo os seus lábios curvados em uma careta.
- Quem sabe mais tarde? - propus. - Prometo lhe recompensar devidamente.
- Acho melhor mesmo. - insistiu, com os braços cruzados. - Quero que essa espera toda valha à pena. Ou eu vou ter que... - ela deixou a ameaça no ar.
- Não será preciso. - alfinetei, sabendo muito bem o poder que as minhas respostas causavam na mulher a minha frente. As suas pupilas estavam dilatadas, mostrando, com clareza, o quanto ela queria aquilo. - Se cuide!
- Arg. - murmurou. - Não demore! -ouvi seu grito ecoar pelas paredes da casa, enquanto eu saía apressado de lá.
Pretendia não demorar também. Ainda consegui ouvi-la praguejando a todos os deuses possíveis antes de, finalmente, sair para o lado exterior da casa.
Os três homens me cumprimentaram com um menear de cabeça. Ambos de extrema confiança. Eles ficaram encarregados da segurança de Demi.
Passei todas as instruções no começo daquela manhã, proibindo qualquer aproximação de pessoas não autorizadas, tanto quanto aos arredores da mansão quanto a quem ousasse se aproximar da mulher. Sabia muito bem da capacidade de cada um deles em mantê-la segura, principalmente, longe do homem que a chamava de filha. Instiguei-os a agir de todas as formas caso Patrick insistisse em uma aproximação. Qualquer mísero arranhão em Demetria eles seriam responsabilizados e devidamente punidos.
Girei a chave do conversível na minha mão direita, para logo depois acionar o botão do alarme e destravar o carro.
Antes mesmo que saísse da garagem o meu celular vibrou em meu bolso, tomei o aparelho em mãos para que pudesse ler a mensagem.
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Deep Web • Dilmer
FanfictionÉ incrível, e chega ser até engraçado e assustador a mudança das coisas e a rapidez com que elas acontecem. Em segundos muda tudo na sua vida, uma atitude não pensada ou uma palavra mal colocada na frase, ou até mesmo a falta de atitude ou de diálog...
