Capítulo 13

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WILMER


Já haviam se passado dois meses que Demi estava naquela situação, pálida, desacordada, respirando com ajuda de aparelhos e, eu estava lá, ao seu lado, não me permitia fazer absolutamente nada sem ela. Perdi alguns kilos durante esse tempo, minha barba está por fazer e eu me sinto totalmente fraco.

Os médicos tem inssistido muito ultimamente em desligar os aparelho já que ela não está progredindo, isso me deixa mais para baixo ainda, eu já não sei se posso continuar a vida sem ela.

A porta foi aberta, revelando uma mulher de aparentemente, 27 anos e, muito bonita por sinal, ela hesitou alguns minutos, mas logo entrou. Observei-a caminhar até a cama, onde Demi estava, ela parecia chocada.

- Olá? - chamei e então ela se percebeu que eu estava ali.

- Hm...é...oi - falou envergonhada. - Eu não te vi ai, me desculpe.

- Tudo bem, você a conhece? - perguntei e ela arregalou os olhos.

- Não! Quero dizer, eu apenas trabalho aqui - respondeu nervosa. - E você, quem é? - perguntou.

- Me chamo Wilmer Valderrama e você? - falei estendendo a mão.

- Dallas L-Leigh - gaguejou um pouco e eu arqueei a sobrancelha desconfiado.

- Tudo bem...- cruzei os braços. - Você está mentindo.

- O que? não, claro que não! - a loira mordeu o lábio nervosa e eu ri debochado.

- Você trabalha para Patrick, não é? - perguntei e ela suspirou.

- Não, eu não trabalho para ele - respondeu.

- Ah, então você o conhece? - arqueei a sobrancelha.

- Está bem, eu o conheço, mas não trabalho para ele - admitiu, ao perceber meu olhar confuso, ela continuou. - Sou irmã dela, só que eu não trabalho para ele, somos filhas da mesma mãe, só que Demetria não teve tanta sorte e acabou tendo que trabalhar para Patrick, assim que me deu a luz, minha mãe me deu para minha avó e assim fiquei por lá mesmo, vez ou outra Patrick ameaçava me tirar de minha avó, mas nunca conseguiu, de certa forma eu começei a ficar por dentro de tudo com o passar do tempo, descobri várias coisas sobre ele, coisas que niguém sabia, nem mesmo minha mãe. Na segunda gravidez, eu não poderia mais esconder, eu teria que contar para minha mãe e assim o fiz, ele a matou logo depois que Demetria nasceu, me ameaçou novamente, se eu contasse para alguém ele iria tirar a vida de mais pessoas que eu amava.

- Espera, acho que deveríamos conversar em outro lugar - sugeri.

- Por mim tudo bem, mas depois eu posso vê-la novamente? - perguntou receosa.

- Claro - sorri.

Saímos do quarto de Demi, durante o caminho até a cafeteria do hospital eu fui observando-a, ela parecia muito com Demi, poucos traços a diferanciavam. Cabelos loiros, rosto longo, olhos claros e, ela era um pouco mais baixa que Demetria. Realmente admirável a beleza da mulher.

Ao chegar a cafeteria, pedimos café e então sentamos. Iniciamos com apresentações e logo já conversávamos como amigos de anos.

- Então, como descobriu que Demi era sua irmã e está aqui? - perguntei.

- É realmente complicado, na minha adolescência eu era muito ligada a tecnologia, eu permaneci com informações sobre o meu pai, eu queria me vingar da morte de minha mãe e então recuperar minha irmã, fui descobrindo cada vez mais coisas sobre ele, inclusive Demetria, cheguei a visitar o departamento dele 5 vezes, ele não me obrigara a trabalhar lá, pois não tinha custódia sobre mim, mantemos um relacionamento até eu descrobrir que ele tinha assassinado minha mãe - a interrompi.

- Então você só descobriu isso na adolescência? Digo, sobre ele ter matado sua mãe? - perguntei.

- Sim, ele parecia um homem de boa, eu passei a conviver com ele depois que minha mãe morreu, digo, sempre alternava entre sua casa e a casa de minha vó, só descobri que o que tinha o feito assassiná-la foi minhas informações, eu era muito nova, então contei para ela, certamente ela o questionou sobre isso e ele presumiu que ela sabia demais para continuar vivendo, basicamente isso, apenas quero chegar logo ao motivo de que estou aqui e como cheguei - riu baixo sendo acompanhada por mim.

- É, está um pouco confuso - admiti.

- Eu a conhecia de nome, apesar de ter visto ela diversas vezes lá, ele espalhou para todos os agentes que tinham raptado a filha de Demetria e Wilmer Valderrama...- a interrompi.

- Espera, você não pode estar falando sério, ele está com a nossa filha?? - arregalei os olhos.

- Sim, foi assim que achei ela, no dia em que vocês vinheram eu já estava de olho, mas não tinha certeza até a visita de Patrick, demorei um pouco para me aproximar, pois eu fico na ala doas queimados apenas - respondeu.

- Meu Deus! Ele está co a minha filha!! Como isso é possível?? Aquele desgraçado - procurei pelo meu celular e logo pedi um minuto a Dallas.

- Você não pode ir atrás deles, é muito perigoso - a loira advertiu e eu logo tirei o olhar de meu celular.

- É minha filha, eu não vou deixá-la nas mãos daquele desgraçado! - a raiva me consumia totalmente.

- Eu sei que está agindo com o coração, mas você precisa me escutar Wilmer, não dá pra chegar assim neles, são mafiosos, você precisa ter calma - ela segurava minha mão e falava olhando em meus olhos.

A imagem de Demetria veio em minha mente de imediato, eu não poderia isolar o fato delas serem muito parecidas.

- Tudo bem - falei firme.

- Muito bem, você está fazendo o certo, eu não conheço a Demetria, mas tenho certeza que ela estaria orgulhosa de você, realmente entendo, eu passei pelo menos em relação a minha irmã e só 23 anos depois tive oportunidade de vê-la e saber que era realmente ela, mas infelizmente em um caso complicado - Dallas acrescentou.

Não consegui mais falar nada, ela estava certa e assim como eu, sofrendo, ela viveu anos com a angústia que consegui em um ano.

[...]

DALLAS

- Você deveria ir para casa - sugeri encarando o homem ao meu lado.

Ele estava totalmente desgastado, apesar de ser um latino bonito, a aparência dele estava horrível, olheiras fundas, barba por fazer, minha irmã não estava diferente, pálida, magra e aqueles diversos aparelhos, seus cabelos longos e negros, sem vida...eu esperei tanto para vê-la e quando finalmente tenho a oportunidade, ela está assim.

- Eu prefiro ficar, quero estar aqui quando ela acordar - falou.

Suspirei. Seria difícil convencê-lo, todos ali sabíamos que as chances dela acordar, eram mínimas.

- Pelo menos descanse um pouco, você parece exausto, é um ser humano e merece isso, cuidarei dela, eu prometo, mas por favor vá - insisti.

Ele suspirou encarando Demetria desacordada na cama e logo voltando a me olhar.

- Tudo bem, mas por favor, qualquer coisa me avise - concordei logo anotando meu número em seu celular e ele fez o mesmo com o meu.

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ME DESCULPEM PELA DEMORA!! Bom a fic vai acabar no capítulo 20, 25 ou 30, por ai, mas terá uma segunda temporada bombástica e já estou trabalhando nela, assim como estou trabalhando com essa incrível escritora demifetus em uma nova fic, em breve estaremos ai!

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