Capítulo 15

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DALLAS

Ao chegarmos no orfanato Isabella já veio correndo em nossa direção, ela é uma criança realmente adorável, lembra muito a minha irmã, as sobrancelhas grossas, os olhos cor de mel, a bundinha no queixo.

Desde que passamos a conviver mais com Isabella, ela adiquiriu o costume de nos chamar de papa e mama, diz que somos iguais aos pais de Peppa Pig, não me incomodo com o fato dela me chamar de mãe, embora eu seja a tia, a mãe dela se encontra em um estado crítico de saúde e apenas espera o momento de ir.

Me deixa triste em saber que não irei ter a oportunidade de conhecê-la, nem Isabella, minha irmã por um lado teve muita sorte, Wilmer é um homem maravilhoso e eles dois deram origem a uma miniatura de gente incrivelmente sapeca. Fico feliz por ela, ao mesmo tempo fico triste pois ela não terá a chance de viver isso.

Honestamente, eu irei fazer tudo o que ela faria se estivesse aqui, vou cuidar da família dela por ela.

- O que acha de vermor o pôr do sol na praia? - perguntei à Isabella e ela sorriu animada.

- Sim mama, eu adoro o som do mar! - ela respondeu. - Mas eu não tenho que colocar biquini, não é? Eu odeio a areia na minha roupa - falou fazendo careta e eu e Wilmer rimos.

- Não nena - Wilmer falou ainda rindo.

Isabella correu até o andar de cima para pegar seus pertences enquanto eu e Wilmer falávamos com a diretora do orfanato. Ela era uma mulher incrível, eu admirava sua tamanha paciência em meio de tantas criança, Rosie não era muito velha, poderia admitir que parecia ser muito nova, diria uns 40 a 50 anos.

Nós despedimos da mulher e fomos para o carro, coloquei Isabella na cadeirinha e logo ocupei meu lugar no banco da frente, Wilmer fez o mesmo e deu partida.

- Até que fim uma folguinha, a semana estava tão cansada, eu odeio a escola - Isabella falou fazendo gestos engraçados com as mãos. Gargalhei alto sendo acompanhada por Wilmer.

WILMER

Era incrível a semelhança dela com Demetria, não teria como negar que ela era a nossa filha, a cada palavra, a cada sorriso, a cada gesto, tudo me lembrava Demi, absolutamente tudo. A forma como ela se referia as coisa, como encolhia os ombros e corava quando envergonhada, a sinceridade acompanhada pela inocência, a doçura e a simpatia.

- Mas você precisa estudar, todos precisamos, nena - falei e ela fez outra careta.

- Papa o que é nena? Eu já perguntei para todos e ninguém sabe o que é - falou pensativa.

- É "bebê" em Espanhol - respondi e seus olhinhos cor de mel brilharam ainda mais.

- O que é Espanhol? Me ensina papa! - sorriu animada e eu ri.

- Claro, princesa - respondi fazendo um sotaque.

- E agora, o que você disse? - perguntou, espero que essa inocência nunca acabe, honestamente.

- Eu disse princesa - ela bateu palmas animada e então percebeu que já estávamos na praia.

Dallas desceu do carro e pegou a Isa no banco de trás, eu travei o carro e nós fomos para a areia, não tinha muita gente ali, mas ainda sim havia uns casais apaixonados, famílias com seus cachorros, todos prontos para ver o pôr do sol, Los Angeles estava em uma temperatura razoável, tornando o clima bem agradável.

Sentamos na areia, Isabella ficou agarrada em mim o tempo todo, brincávamos, trocávamos carinhos, um verdadeiro momento de pai e filha.

O pôr do sol é realmente algo lindo de se ver, os tons do sol, a brisa que passava em nós, tudo é tão calmo.

[...]

- Poderíamos ter mais tempos como esse, não acha? - Dallas falou enquanto entrava no carro e eu assenti.

Havíamos deixado Isabella no orfanato e agora estávamos indo para casa, o dia tinha sido maravilhoso. Após colocar o cinto de segurança eu dei partida.

Não era muito longo o caminho do orfanato para minha casa, então logo chegamos, ao abrir a porta me deparo com todos ali, inclusive Selena, Nick, Joseph e Ashley, obviamente estranhamos, o rosto de Selena estava vermelho indicando que ela havia chorado, assim como minha mãe e Ashley.

Dallas franziu o cenho confusa e me encarou, fiz o mesmo com ela esperando que algo fosse dito.

- Demi piorou - Meu pai falou.

Senti meu coração errar uma batida, meu corpo perder os sentidos, minhas pernas fraquejarem, então iria ser assim, ela iria nos deixar em breve? Não iria conhecer a nossa filha? Não iria ensiná-la aquele jeito incrível que ela tem? Não iria estar aqui para vê-la crescer? Para me impedir de brigar com seu primeiro namorado por ciúmes da minha garotinha? Não estaria aqui para dizer "sim" quando estivermos no altar cara a cara promentendo o resto de nossas vidas junto ao outro.

A vida não é como planejamos, talvez isso seja mais um modo de aprender a viver, talvez isso seja um teste de responsabilidade, agora eu teria que ser pai e mãe para minha filha, eu só tinha ela, a miniatura de sua mãe.

Não me pronunciei assim como todos da sala, saí andando em passos largos até o andar de cima, caminhei até a sala de música onde continha alguns instrumentos, meu pai tocava todos eles, mas apenas Liz se interessou por isso e então ela ensinou a Demi, a morena vivia aqui, só ela que passava a maior parte do tempo aqui, principalmente após a suposta morte de Isabella, o piano virou seu melhor amigo, era de longe o que ela tinha mais afinidade, o violão também, mas o piano era o que ela mais tocava, dizia ter uma melodia calma e bonita.

Me aproximei do objeto branco enorme e passei meus dedos por suas teclas indo da parte mais grave para a mais aguda, havia um caderninho ali em cima, tinha uma capa colorida e por um momento achei que fossem as composições de Liz, mas não, tinha o nome de Demetria ali, abri o caderno vendo vária cifras com versos, eu não entendo muito de música, mas aquela parecia ser muito bonita.

"Can you be my nightingale
Sing to me I know you're there
You can be, my sanity
Bring me peace, sing me to sleep
Say you'll be my nightingale."

A/N

Como estamos?? Bom vocês sabem que vai ter segunda temporada daqui a 5 capítulos então segurem os forninhos, vai ter muitas coisas, cativem todas as infos desses últimos capítulos.

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