Capítulo 32

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já estava a um mês e vinte dias na Itália e estava adorando se não fosse pela gripe que não havia passado e só fez minha vida piorar. não comia mais nada vivia a base de vitaminas e sucos, o que eu também colocava pra fora.

chris era direto me dando remédio para ver se ajudava em algo, mais meu corpo rejeitava tudo. filipe me encarava sempre e um dia surgiu com uma duvida que ate agora não saiu de minha cabeça.

_você esta engordando jenn, acho que essa gripe vai durar nove meses.

na hora eu não entendi o que ele quis dizer, mais ai depois juntei as coisas, se só passaria depois de nove meses queria dizer que eu estava gravida.... isso não.

_foi bem as massas de pizza que ela anda comendo que estão engordando ela.

_não resisto a pizza você sabe.

_mais não quero que você engorde mais nenhuma grama ouviu.

disse chris saindo do quarto, filie riu e me encarou novamente.

_nós dois sabemos que isso não foi efeito de pizza nenhuma jennifer.

_claro que é filipe.

_jennifer não nasce ontem e muito menos você, faz mais de um mês que você anda enjoando e não comi nada direito a dias, e isso não é depressão.

bufei, ele tinha razão droga. isso não estava acontecendo, peguei minha bolsa e rumei para a farmácia mais próxima que existia ali perto. assim que cheguei procurei logo um teste, mais não achei fácil tive que pedi a um atendente.

_em que posso ajudar?

perguntou a mulher do outro lado do balcão. ela era simpática e isso não ajudava muito no meu nervosismo.

_eu preciso de um teste.

só de mencionar a palavra teste já criava um certo calafrio em minha espinha, não podia estar gravida, eu não podia.

_sim vou pegar.

enquanto ela pegava o que eu havia pedido, fiquei escorada no balcão, não podia roer as unhas, e tão pouco ficar andando de um lado a outro, por novamente fiquei tonta e tive que respirar fundo para não cair.

só conseguia imaginar josh neste momento, se estivesse mesmo gravida ele era o pai. se eu já o odiava por ter me traído de tal forma, imagine agora, eu não queria um filho dele, nem conseguia me imaginar sendo mãe. isso nunca passou por minha cabeça, ainda não tenho alto controle suficiente para cuidar de algo pequeno. não tenho nem animal porque tenho medo dele morrer, imagine um bebê.

a moça trouxe o teste e depois que paguei corri de novo pro hotel, mais assim que entrei encontrei chris e tive que esconder a sacola da farmácia, não podia mencionar essa suspeita com ele agora. chris era do contra e tudo que vinha do josh era praticamente mal para os negócios.

_jennifer hoje teremos um jantar com o presidente da revista e você precisa estar bem acha que consegui isso?

_ta vou controlar meus acesos de enjoos e tonturas.

disse seca, rumei para meu quarto e ele continuo a me seguir, droga como ia fazer esse maldito teste com ele por perto.

_vem vamos fazer seus preparativos.

_posso descansar vinte minutinhos.

_nem cinco vamos logo.

bufei e sai com ele do hotel.

iriamos primeiro ao salão, e fiquei com medo de realmente estar gravida, aqueles preparativos todo poderia prejudicar alguém que estivesse dentro de mim. chris ficava falando com a cabeleira que estava dando um trato em meu cabelo, e só de ela mexer nele já estava me dando sono, fazia algumas noites que não dormia.

poderia mentir para mim e dizer que não sentia falta de josh, que não o amava mais, poderia muito bem dizer que ele não existia mais na minha vida, mais isso tudo não passaria de uma bela mentira, pois sentia muita falta de josh, e eu ainda o amava perdidamente. pensei muito em ligar e conversar talvez ate me desculpar pois não deixei ele explicar.

mais ai vinha a maldita traição, que eu nunca iria perdoar, eu o amava sim mais perdoar uma traição isso nunca.

quando enfim estava pronta e morrendo de sono a mulher me liberou. chris e eu voltamos pro hotel e eu havia me esquecido de um certo teste em minha bolsa.

assim que tomei banho e tive um tempo para me olhar bem no espelho, filipe tinha mesmo razão, eu estava ficando gorda. e o engraçado era que somente minha pélvis estava ficando saliente.

bufei e peguei minha bolsa e tirei o teste lá de dentro, não lê manual nenhum e fui em direção ao vaso fazer ele. assim que fiz xixi no maldito palitinho deixei ele em cima da pia e fui terminar de me arrumar. deixei a porta do meu quarto trancada já para isso, para que chris não descobrisse minha suspeita.

logo eu iria ver que tudo era um engano enorme, e que minha pequena gordurinha era sim das masas de pizzas. eu iria rir muito disso ainda.

depois de me vestir e ficar perfeita como chris mesmo dizia, fui suspirando ate o banheiro. evitei olhar para o pequeno palitinho que havia em cima da pia, eu estava evitando este momento. mais como eu era corajosa suspirei e encarei ele.

peguei ele em minhas mãos e meus olhos quase saíram para fora das orbitas. sentei no vaso olhando o nome que apareceu no teste. "pregnant" eu estava gravida.

meu mundo todo caiu naquele momento, diante daquela simples palavra que confirmava tudo. lagrimas caiam de meus olhos, eu estava tremendo o nervosismo era enorme demais. e não tive coragem de me mexer para sair do banheiro e procurar ajuda.

chorei mais do que nos outros dias, aquilo estava mesmo acontecendo. era real eu tinha um filho de josh crescendo dentro de mim, a raiva e o ódio que eu poderia ter dele acabou naquele momento.

havia um bebezinho nosso crescendo dentro de mim, logo uma emoção forte tomou conta de mim, e a primeira coisa que fiz foi pegar o celular e ligar para a pessoa que merecia saber disso.

o telefone de josh tocou umas cinco vezes ate uma voz feminina atender.

_alô?





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