Braian
- Preciso comprar um anel ? - Perguntei ao meu pai
- Mais é claro, lembre-se o jantar é as 19:30, nem um minuto a mais nem a menos, boa tarde Braian - Respondeu e saiu da minha sala. Sentei em minha cadeira, peguei o telefone e disquei o número para falar com a dona Helena.
- Sim, Braian - Respondeu
- Minha flór, eu preciso que a senhora faça um favor pra mim - Pedi
- Claro, é só falar - Respondeu e eu ouvi ela abrindo o seu caderninho de anotações
- Eu preciso que a senhora encomende um anel de compromisso pra mim, não precisa ser uma aliança, um anel ta bom e tem que ser bonito, simples e bonito, não precisa economizar, pra hoje às 19:00 - Pedi e logo bati na testa pois não sabia a medida do dedo da pirralha
- É pra Júlia ? - Pergunta
- Sim - A dona Helena sabia do meu casamento, ela esta aqui a muito tempo, apenas era de outro setor mas desno de pequenininho ela cuida de mim.
- A sua sorte é que eu fui buscar o presente de aniversário da Julinha que por pura ironia era um anel e eu sei a medida do dedo dela - disse e eu respirei em alívio
- Ufa! Essa piralha já ta enchendo o meu saco - Disse e ela riu
- Isso vai virar romance - Disse e eu acabei me entalando
- Nunca, nunca mulher nenhuma vai me prender - Disse com total certeza
- Isso é o que veremos - Respondeu toda convencida
- Então dona Helena, pode vir buscar o cartão - Disse mudando de assunto
- Já estou indo, Braian - Respondeu e eu desliguei
A dona Helena pegou o meu cartão e saiu e eu fiquei o resto da tarde resolvendo as papeladas dos novos acordos. Bem que a piralha poderia vir ajudar, já que ela é tão esperta assim e além do mais isso não é culpa só da minha família. Enquanto estava lendo um dos acordos, a imagem daquela garota correndo, com aquele cabelo longo, aquele corpo e aquele sorriso veio na minha mente. Eu disse a dona Helena que nunca mulher nenhuma vai me prender, mas de certa forma eu me via preso aquela garota, era uma sensação que abalava todas as minhas estruturas. Me levantei e fui beber um pouco d'água para ver se eu conseguia me consentrar novamente mas era quase impossível, aquela risada ecoava em meus ouvidos e fazia o meu coração saltar, no fundo eu queria encontrar aquela garota, eu nunca mais senti isso desno de pequeno. Os meus pais diziam que eu tinha me apaixonado por uma garota quando pequeno, mas acabamos nos separando, mas eu me lembro de sentir essa sensação. Não! Isso não podia acontecer, se apaixonar é para os trouxas. Voltei a ler os acordos e quando deu 18:00 começei a arrumar as coisas para poder ir embora, bateram na porta e eu pedi para entrar.
- Braian - Chamou a dona helena e eu à olhei - Aqui está - Disse me entregando um papel - Eu fui na joalheria império, essa aqui perto da empresa, você tem que entregar esse papel quando for pegar - Explicou e eu guardei o papel - Ian - Chamou o meu apelido de infância que só ela e a minha mãe que me chamam assim - Eu sei que você não quer esse casamento mas a Júlia é uma ótima menina, eu sei que nada disso é culpa de vocês mas cuida dela direitinho viu, ela é uma boa menina - Disse fazendo carinho em meu rosto - Boa sorte - Disse e me abraçou
- Obrigada, Helena - À abraçei de volta
- Eu já vou - Disse
- Quer carona ? - Disse e ela riu
- Se não for te atrapalhar - Respondeu
- Sem problemas - Disse e peguei minha pasta - Vamos - Chamei-a e saimos da minha sala, ela pegou a sua bolsa e entramos no elevador, apertamos o botão para irmos pra garagem e descemos, assim que o elevador parou no subsolo e a porta se abriu, a dona Helena pisou no meu pé e eu me abaixei, ela apertou os botões do elevador de forma desesperada e eu mal sabia o porque, levantei o rosto e pude ver do lado de fora uma mulher, assim que a porta do elevador fechou a dona Helena veio me ajudar.
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Casamento Por Contrato
RomanceJúlia Furtado, filha de Carolina e Henry Furtado, aos seus 21 anos, estava muito feliz, se sentia realizada com o sucesso do escritório de advocacia dos seus pais e com a descoberta de que em três semanas ela já poderia começar a cursar sua tão sonh...