Capítulo 4 - Morrendo

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LUCAS AMELL

O vento balançava os galhos das arvores que se chicoteavam no ar. O céu estava coberto por um tom escuro de cinza – iria chover – o sol não aparecera, mas ainda havia folhas amareladas que se mantinham firmes e fortes presas em seus galhos em um estagio avançado de "calvície".

O relógio marcava onze horas da manhã quando ela acordou, a pouca iluminação fazia seus cabelos dourados reluzirem contornando suavemente seu rosto pálido, mas sereno, mas seus olhos verdes mantinham um brilho intenso e em seus lábios um terno sorriso.

– Bom dia. – sussurrei.

– Bom dia.

– Esta se sentindo bem?

Comecei-lhe a afagar o rosto.

– Hum.

– Fiquei preocupado.

– Me desculpe.

– Não se desculpe você não fez nada de errado.

– Mesmo assim, peço desculpas por fazer você ficar preocupado.

– Lucy – fiquei serio.

– Esta bem, mas eu preciso te contar algumas coisas.

– Tudo bem, o que seria?

– Só me ouça esta bem?

Peguei uma chave imaginaria, tranquei minha boca e joguei a chave longe e dei um leve sorriso.

Ela riu junto.

– Bem antes de amar você, eu gostei de outro garoto, que também – eu acho – gostava de mim só que ele nunca tomou nenhuma iniciativa e há alguns dias ele se declarou. Mas já era tarde. Eu já amava você mais do que eu mesma poderia imaginar, você me fez sentir como nunca me senti antes. Você me deixa feliz.

Ele me acariciou o rosto.

– Só que eu me sinto culpada – ele baixou o rosto – Por não poder fazê-lo feliz, ele sempre esteve comigo e...

Suas feições mudaram. Eu podia ver a dor nascer em seu olhar, ela controlava as lagrimas.

– Eu entendo.

– Mas apesar da culpa, eu tenho certeza do que eu sinto por você. Eu o amo e nada mudaria isso.

Lagrimas escorriam por seus olhos.

– Estou com medo.

A abracei imediatamente, me acomodando na cama para que ela pudesse se aninhar em meu peito.

– Tudo vai ficar bem, eu estou aqui.

Ela me abraçou forte enquanto chorava, e este só cessou quando o sono a dominou. Quando sai do quarto de Lucy encontrei Jhon com Math que me fuzilou com os olhos.

– O que você faz aqui? – perguntou-me Math.

– Eu pergunto o mesmo.

– Podem parar com essa discussão? – ele olhos para nós dois – Os dois! Vocês estão nervosos e estão aqui por motivos óbvios. Lucas é namorado de Lucy, Math. E Math é amigo de Lucy desde pequeno, ele é praticamente da família.

Math bufou e deu meia volta andando ate a recepção do hospital, Jhon me olhou confuso.

– O que há entre vocês.

– Nada de mais Sr. Simons, só não nos damos bem.

– Hum. Só não façam nenhuma besteira.

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