Capítulo Final - Eu Sempre Te Amei

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Cheguei em casa e me joguei sobre a minha cama.
Senti Sebastiã o novo gatinho da minha irmã se alisar sobre meus pés.

- Sebastiã, ei, Sebastiã. - Chamei-o e ele se aproximou. Alisei seus pelos com minhas mãos.

- Você nem entende nada, não é? Ah se você entendesse Sebastiã. Estou tão apreensiva. Você que não compreende, mas acho que sou eu que não entendo mais nada sobre o que está acontecendo comigo. Ei, Sebastiã o que você acha que devo fazer, hein? - Falava eu levantando e segurando o gatinho pelas minhas mãos.

- Ei, Sebastiã, volta aqui. - Falei pro gatinho da minha irmã que agora havia acabado de fugir de mim.

- Credo tô tão solitária que até os gatos fogem de mim. - Falei ficando de cabeça pra baixo na cama.

- Anda falando com gatos agora?

- João? O que faz aqui?

- Eu estou indo para o Mato Grosso Do Sul, e não queria ir sem me despedir de você. Sei que fiz mil besteiras, mas, não quero que tenha raiva de mim depois de tudo.

- Tudo bem João, você já se desculpou.

- Detesto quando você diz que está tudo bem para tudo quando na verdade não está.- Falou e riu.

- Okay. Ainda tenho muito ódio e não suporto viver com a sua presença. Vaza fora do meu quarto. - Falei e ele gargalhou. - Tá legal agora?

- Agora tá sim. Resolveu aquele problema?

- Na verdade ainda não. - Falei coçando a cabeça.

- Pare de pensar tanto.

- E você, como está? - Perguntei.

- Estou bem, tô namorando com uma italiana loira e gata. - Rimos. - Vou embora agora, preciso pegar um avião daqui a pouco. Beijo Lú.
E Lembre-se para achar a luz no fim do tunel, é preciso confiar na escuridão. - Disse e saiu fechando a porta.

Aquela frase entrou dentro da minha cabeça. O que ele queria dizer com isso?
Preciso parar de ouvir conselhos do meu ex namorado. (Anotando)
Ainda mais quando são tão filosóficos e eu não entendo nada, isso corresponde às minhas notas no boletim.

Olhei no relógio e eram 13:11 da tarde ainda.

Levantei e desci para almoçar.
Minha mãe chegava do trabalho naquele momento.

Sentei me servindo, e meus pensamentos estavam tão longe.

Acho que por dentro o que me consumia era a minha insegurança comigo mesma, aquele medo de errar novamente, de ter que recomeçar.
Eu já havia me acostumado tanto a praticar o amor próprio, que não sabia mais como agir diante o amor recíproco.
Medo de gostar demais, e não saber agir diante disso novamente.

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Dias se passaram sem que o número desconhecido mandasse mensagens novamente. Acho que já havia até esquecido, ou talvez desistido.

Me levantei da cama após olhar a tela do celular novamente.

Quando olho para trás, escuto o bip do meu celular.

Subo em cima da cama e entro na caixa de mensagens.

" Caro cliente, informamos que faltam menos de 5 dias para que seus creditos expirem. Para prorrogar esta validade ative novos creditos."

Blá, blá, blá

Levantei, e fui até o banheiro.

Hoje as aulas voltariam, após um longo período de greve.

Ironia Do DestinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora