"Wicked Games" 19. Capitulo

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-Porque é que me fazes isto? - Tate questionou com os seus lábios encostados aos meus, sussurrando aquela questão de forma tão avassaladora que senti o meu corpo trémulo... - Eu devia ser diferente contigo, não devia tocar te desta forma... Eu não devia sequer imaginar o que imagino contigo. Mas a realidade é que desde aquele primeiro dia Violet, aquele dia em que cheguei nervoso a minha nova "família" e te vi sentada naquele parapeito que não consigo tirar te da minha mente... Eu não te posso fazer isto...
-Isto o que? - reclamei num sussurro envergonhado.
-Tocar-te, beijar todos os milímetros da tua pele,...- Enquanto proferia estas palavras a sua mão ia subindo calmamente desde a minha coxa até a minha cintura. - Eu não posso despir te esse vestido e obedecer ao que eu sei que o teu corpo te está a pedir.
-O que? - Suei assustada, disso tenho a certeza , mas não intencionalmente. O olhar de Tate tomara outro brilho... Ele não soava mais como o menino inocente e amável. Ele soava a alguém malicioso com um olhar perigoso, os seus olhos percorreram-me de cima a baixo e eu simplesmente permaneci ali, imóvel. Mas aquele olhar... Os seus olhos brilhavam com malícia e sensualidade e eu apenas me deixava ir... Não conseguia pará-lo . Não conseguia resistir-lhe e não compreendo o porquê de não o afastar nem o empurrar por estar tão perto, a tocar-me... Porque é que dele eu não sentia medo? ... Porque é que dele eu não estava a sentir o mesmo pânico?...
-Violet, por favor, eu imploro-te que digas qualquer coisa. - ele questionou ao entender, logicamente, que estava completamente perdida nos meus próprios pensamentos.
-Como é que sabes o que o meu corpo quer? - Talvez tenha soado totalmente inocente e ridícula mas...
-Não achas que te denunciaste ligeiramente?- Ele riu baixinho maliciosamente. - Consigo ver a tua pele a arrepiar-se, estou perto o suficiente de ti para conseguir sentir o ritmo acelerado do teu coração e graças à nossa querida luz noturna vejo-te a corar Vi. - Ele sorriu desta vez de maneira mais inocente - Eu não posso fazer-te isto.
-Como assim? - perguntei chocada. Chocada única e exclusivamente porque estou aqui, à mercê dele sem sequer saber controlar o meu próprio prazer ou emoções, sem medos por estranho que pareça...
-Eu não posso estragar-te desta maneira. Tu és tão pura, tão inocente,... - sorriu e acariciou-me- mas eu sei que o que estás a sentir é apenas um impulso e eu não te quero estragar Vi. Não sou capaz de tocar da mesma forma que cheguei a tocar noutras mulheres... Porque tu não és elas. E eu não sou capaz de me aproveitar da tua inocência...

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