Capítulo 2 - O problema irresolvivel

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Depois de algum tempo ele começa a passar o conteúdo na lousa e eu enfim posso relaxar. Desviar os olhos de uma beleza descomunal para um simples professor de colégio pode trazer certo alívio, as vezes.

Assim que pego a caneta para começar a escrever ouço um toque alto demais. Reconhecerei isso em qualquer lugar: Firt Of The Year do Skrillex. E saberia em qualquer lugar que esse é o toque do meu celular.

Percebo que dá mochila ele canta. Todos dá classe viram suas cabeças só para observar o meu drama em tirar o celular a mochila para desligar a música alta, o que demora um pouco. Não me dou bem sob pressão.

Enfim, com o celular em mãos, desligo o toque e me sinto envergonhada quando vejo o professor bonitão me encarando com ar de riso.

Sinto uma profunda vontade de cavar um buraco e ficar ali para sempre.

Resolvo ver o que causou todo esse alvoroço, e vejo que na tela do celular brilha uma mensagem, remetente de Desconhecido.

Abro a mensagem:

Eu sei o que aconteceu com Fantine. Se não contar a ninguém eu te conto.

Arregalo os olhos e sinto suor frio descendo ao lado da dá minha testa. Sinto arrepios tomarem conta do meu braço e logo lágrimas estão nos meus olhos.

— ...Lua, lua, lua! — Acordo para a realidade quando vejo Priscila balançando os meus ombros e vários alunos me olhando parecendo preocupados.

— O que... O que aconteceu? — Pergunto, confusa.

— Você entrou em estado de choque. — Tomo susto quando ouço a voz do professor que está ajoelhado ao lado da minha carteira me olhando preocupado.

— E-eu... Er — Não consigo formular nenhuma palavra.

— Você sabe dizer o que é que desencadeou isso? Algum trauma? — Ele pergunta e eu não respondo nada.

Até que Priscila surge e responde por mim.

— Isso acontecia a um tempo. Ela ficava assim toda vez que ouvia algo sobre Fantine. Em choque. E ninguém conseguia a fazer voltar por um tempo. Mas isso tinha acabado, faz umas semanas.

Sinto minha bochechas esquentarem.

— Priscila! — Brigo.

Esse não é o tipo de coisa que eu gostaria que todos os meus colegas classes ficassem sabendo.

— Sim... Mas, quem é Fantine? Sua amiga? Talvez possamos resolver isso... — O professor pergunta inocente.

Lembro me de Fantine. Dá culpa que tenho por aquilo ter acontecido com a pobre garota.

— Eu gostaria de poder resolver isso... — Digo vagamente.

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