— E quanto a Steven? — Pergunto de repente depois de muito choro.
— Argh — Ouço Luis praguejar — O idiota te amava, Lua, apenas isso. Tanto que quase conseguiu frustar os meus planos, mas como você viu... Eu dei um jeito nisso.
Luis ri, como se tal coisa fosse motivo de mérito.
— Então o matou — Concluo com um amargo no pescoço, mas já chorei demais para derramar alguma lágrima a mais e, temo que roda situação te há me deixado fria.
A única coisa que eu quero agora é bater nesse desgraçado. O fazer sangrar e sofrer.
— Acho que já podemos ir, não é minha Lua? — Ele pergunta depois de um tempo.
— Ir?
— Ah, sim. Para um lugar novo, longe daqui, onde podemos recomeçar a vida. Deixar essas mortes para la... A única coisa que importa é eu e você!
— Eu sinto nojo de você! — Grito.
— Sente? — Ele questiona parecendo bravo — Então venha cá.
Ele anda e se ajoelha ao lado dá carteira onde estou presa.
— Me beije — Ele diz com um sorriso doente nos lábios.
— Nunca!
— Sabe, eu aposto que um tal professor iria amar... — Não deixo com que ele termine a frase. Só de imaginar o professor André, mais uma pessoa sofrendo por causa de mim já me doía.
Encosto meus lábios nos seus inclinando o meu corpo, e o beijo enquanto lágrimas caem e eu choro.
Tudo continua terrível e eu sinto nojo, até que ouço um estalo. Arregalo os olhos e vejo o que aconteceu.
André está a minha frente e parece estar respirando com dificuldade.
— O que houve? — Pergunto com a voz rala.
Então vejo Luís caído no chão ao lado dá carteira.
— Mais um problema se resolveu — Diz o professor que tira do bolso dá calça algo, que logo identifico como um distintivo.
Um distintivo dá polícia.
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Desconhecido
Mistero / ThrillerLua sempre teve uma vida boa. Duas melhores amigas, Priscila e Fantine, espetaculares, sempre ao seu lado, até que... Bem, até que uma dela é abusada e entra em coma grave, e ao que tudo indica, o causador é aquele número desconhecido que anda manda...
