Capítulo 4 - Meu salvador

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Ameaço abrir os olhos, mas logo os fecho novamente. Tento novamente e então consigo. Os fecho novamente por conta das claridade e aos poucos eu me acostumo com isso e observo onde estou.

— Lua! — Tomo um susto ao ouvir a voz de Priscila ao meu lado.

— Meu, Deus, Prih — Falo alto assustada — Onde eu estou?.

Prih morde a bochecha e então me encara.

— No hospital.

— O que?! Como?! — Me exalto e tento me levantar do que suponho ser uma maca.

— Não! Fique aí, Lua, deitadinha que eu já vou chamar o médico.

— Prih! Por favor — Chamo, mas ela já está muito longe.

Emburrada, aguardo por algum tempo.

— Já acordou? — O médico entra com uma prancheta.

— Imagina — Respondo grossa — A quando tempo estou aqui? Como fui parar aqui? Onde está minha mãe?.

— Calma, senhorita — O médico diz sem se abalar.

— Não peça calma a uma adolescente doente, senhor. O que foi que aconteceu — Falo e com um pouco de força consigo me sentar.

— Um acidente. Você já conhece os seus famosos choques, mas esse por algum motivo foi muito mais forte, parece o pior de todo o seu histórico...

Aperto as unhas contra a mão e lembro das mensagens, das fotos, de tudo, e logo lágrimas estão descendo pelo meu rosto.

— Senhorita — O médico me encara — Peço que respire fundo, pode ter outro Choque agora.

Aceno com a cabeça e repito fundo tentando pensar em algo rosa ou qualquer coisa que não me remeta a Fantine.

— Melhor? — Ele pergunta e eu balanço a cabeça limpando as lágrimas do meu rosto com as mãos. — Um colega de turma te encontrou tendo uma convulsão no jardim do seu colégio e chamou ajuda. Por sorte conseguimos te ajudar a tempo... Você passou apenas uma noite aqui e, sua mãe dormiu ao seu lado, mas teve que voltar para o trabalho essa manhã, então sua amiga ficou aqui te acompanhando...

Abaixo a cabeça.

É muita informação.

Coisa demais para assimilar...

Então, eu desmaiei? Eu tive uma convulsão? Meu Deus.

— E... E onde está a pessoa que me encontrou? — Pergunto, ansiosa.

Mais por medo dele ter lido a mensagem em meu celular do que qualquer outra coisa.

— Gostaria de agradecer, né? — O médico pergunta e eu não recuso — Na verdade, ele estava na ambulância ao seu lado, mas depois sumiu. Não se sabe ao certo, devia ter algum compromisso...

Resmungo.

— Você sabe o nome dele?

— Perdão, Senhorita. Os únicos que o viram foram alguns alunos dá sua sala, eu só lhe contei o que ouvi por aí...

— Ah... Sim — Falo, desapontada.

DesconhecidoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora