Capítulo #6

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                  P.O.V MARI

Quando fui acordar, já estava na portaria do prédio do Paulo com todos eles a minha volta tentando me reanimar. Acordei assustada e escutei o seguinte:

- Olha só, num disse que o lance de acordar a Bela Adormecida não ia dar certo! - Let disse - E aposto que ela gostou..

A Letícia tem hora que fala coisas que não é apropriado pro momento. Não sei o que acontece pra ela ter essas ideias, mas deixei pra lá.

Eu tava tonta e não tava me situando.

- Onde eu tô? Como vim parar aqui?? - perguntei

- Ué, você não lembra que estávamos no parque, aí você se machucou e combinamos de vir pra minha casa pra cuidar dos machucados. Só que no caminho pra cá, você desmaiou do nada e por causa do meu braço que ta doendo, não consegui te levantar, então quem te trouxe foi o Caíque. - Paulo que tava perto de mim me explicou o que aconteceu

- Ah tá, entendi.. Obrigado, Caíque por me salvar.. - falei sorrindo mas ainda zonza

- Que isso, Mari, só tava ajudando o meu brother aqui que tava impossibilitado de te carregar, porque se não fosse por causa do machucado, ele te traria pra cá e te levaria até lá em cima nos braços - ele me disse

- Eu falei que iria cuidar de você, e você se machucou por minha culpa - Paulo falou

- O mesmo pra você, e vamos logo limpar esses machucados que o meu ta coçando e tá insuportável sentir isso - falei pedindo pra subimos logo, mas eu tava mesmo era curiosa em conhecer o apartamento dele. Entramos no elevador e levamos alguns minutos pra chegar no andar dele.

- Santo "Eledavor" - falei rindo, lembrando de um dia que ele postou uma foto com essa palavra como legenda. Let entendeu o que eu falei e riu tbm. Ai ja viu né: ficamos nos entreolhando e rimos muito - Esse elevador tem mais sorte que todas as flyers juntas! - e quando fui ver, o Paulo já ia tirar uma foto. Ele nem esperou eu me ajeitar pra tirar a tal foto, e eu sai com as mãos no rosto e agarrada no corpo do próprio Paulo que me abraçava com o braço machucado, mas sabe que ela ficou fofinha, aí deixei que ele postasse, porque se não, eu ia apagar na hora!

Quando chegamos no andar dele, o elevador abriu e nós saímos, até que chegamos na porta do seu apartamento, não entendi o que aconteceu, mas ele não achava as chaves nos bolsos, que eram muitos. Todos nós ficamos preocupados.

- Será que você perdeu quando caimos? - falei nervosa por lembrar daquele momento. Ele olhou pra mim, deu uma leve mordida no lábio e a minha vergonha tava visívelmente na minha cara. Como aquele homem pôde fazer aquilo comigo na frente dos nossos amigos.

- Pô mano, sabe que eu não sei.. Depois que a gente caiu, eu nem senti mais ela - agora de nervosa, eu fiquei preocupada. Como ele iria entrar em casa?

- Faz o seguinte: por que vocês não ficam aqui na porta esperando enquanto a gente vai atrás das chaves fazendo o mesmo caminho? - Nathan deu uma ideia

- Boa, moleque! - Caíque falou - Let, já que a Mari tá com a perna machucada e o Paulo não vai deixar ela sozinha por nada, vem com a gente, até porque três cabeças pensam melhor que duas.

- Nossa Caíque, você é sempre assim ou tá assim só por causa delas? - Nathan perguntou irônico. Depois dessa, eu me acabei de rir.

- Ha ha.. Muito engraçadinho você hein Nathan! Mas então você vem com a gente ou vamos ficar parados aqui no lado de fora? - Caíque se referiu à Letícia, se preparando pra sentar no chão

- Não, eu vou sim - Let falou - Bora Caíque, levanta daí.

Então eles desceram de elevador e aguardamos na porta. Daí que o Paulo tirou o celular do bolso e mexeu em algo que eu não sabia, depois revirou uma planta que estava ao nosso lado, pegou as tais chaves e abriu a porta. Eu achei muito estranho aquilo e tirei rapidamente o celular da mão dele, e ele nem pra pegar de volta fez. Encontrei uma mensagem assim:

Encontrando com o destino (Fanfic Fly - Paulo Castagnoli)Onde histórias criam vida. Descubra agora