VAIDADES
Somos todos maus, a vida é uma caixinha de surpresa, quando ela lhe presentear, cuidado ao abrir nunca se sabe o que virá!Dançávamos conforme a música, Louis arrasa, em especial tango, a minha alma aos poucos se alegrava, vários casais dançavam na pista, até parecia disputa. Mesmo fazendo varias coisas para me sentir bem, parecia ser dependente de Afonso, e ainda penso nele.
A orquestra sinfônica toca de forma deslumbrante, a música está chegando ao fim.
No intervalo de um passo e outro Luanna parou olhando a entrada do salão, em um momento incerto, deu-se fronte a ele, alguém estava a acompanha-lo, via -se a tristeza no rosto dela, que continuou a dançar, Garcez sentia uma sensação de prazer, Afonso olhou em seus olhos e riu, piscando um dos.
Louis quem é ela? — Perguntou. Ele retrucou dizendo-lhe — Gaior Unfrey de Albuquerque uma das grandes vozes da França, esposa dele.
— Lamento Luanna, porem isso uma hora iria ou melhor teria que acontecer, você em todo tempo soube que ele era casado, mesmo assim você decidiu se aventurar...Luanna interrompeu a sua fala.
— Tudo que preciso agora é alguém me acusando, apenas decidir viver, sei que não deveria afinal vir para este lugar a trabalho não em buscar de um macho. Vulgarmente respondeu a Louis.Desculpa senhora não foi a minha intenção despertar uma nota de repúdio com base no que falei. — Ironicamente defendeu-se.
Garcez aproxima-se intervendo no meios dos dois. — Viemos para brigar ou para beber? A vida é bela, então vivamos, sabe aquela filosofia da fênix que sempre me falara, Luanna esta é a hora de vivencia-la.
Luanna retirou-se da conversa indo ao open bar, Louis e Garcez conversavam e riam, afinal tudo que ele queria era terminar esse romance, na esperança de ser notado por ela. — A noite está melhorando. Pensou Garcez com um sorriso de canto.
Louis na sua doce ilusão, que poderia ficar com Garcez, mesmo sabendo que ele é totalmente apaixonado por Luanna.
— Troquei o rumo, iria ao bar mais vou ao banheiro, retocar a maquiagem, afinal Garcez está certo, se é para curtir vivamos, isso não quer dizer o fim do nosso caso, sempre soube que ele era casado, não posso ser tola, idiota o suficiente para ficar chorando.
Eu mereço. — Sussurrou.
Para sua alegria Gaior retocava a maquiagem. Ela passava o lápis no olhos, ao perceber que Luanna adentrou com desdém pelo canto do olho a seguiu.Luanna aproxima-se do espelho e retoca o batom vermelho, aquele ar de indiferença começou a reinar. — Percebi o jeito com que olhou para meu marido, ela retrucou-lhe — Desculpa, é comigo?
— Querida não se faça de inocente, vir quando ele piscou para você, mas quero deixar claro que ele é meu não importa quantas mulheres olhar, por ele sou capaz de fazer uma loucura, você não vai querer pagar para de ver [...]
Luanna interrompeu. — Você é louca! Exclamou. Não se garante, não venha falar-me de sua insegurança.
Insatisfeita Gaior afrontou-lhe, por sua vez Luanna reagiu com tapa em sua face. — Louca.
Um clima de tensão pairava sobre o ar, indignadamente saiu Luanna, deixando Gaior a olhar-se no espelho.No salão onde acontecia a festa aproximou-se de Afonso com um coquetel de frutas vermelhas e jogou-o.
— Desse jeito apenas faz me conquistar. Retrucou Afonso.
— Idiota! Luanna, deixando-o.
Que mulher marrenta! Ele exclamou.Irado com Gaior sua esposa, saiu indignado tomando-a pelo braço rudemente e saindo do salão.
— Gaior você é louca, desequilibrada.
Presumo que você não tem moral para impor suas críticas a respeito de minhas ações, afinal você é um adúltero miserável.
— Falou a viajante de Nárnia, para de especular o que não existe, você precisa de psicólogo, ou melhor psiquiatra, sua louca!
Ironicamente trata Gaior, fazendo-a esperar no bar do baile.Já volto! — Disse Afonso
Luanna estara irritada, ele não desiste, foi a sua procura.Pensei que não iria lhes encontrar mais! — Exclamou.
Ela retrucou-lhe erguendo uma das sobrancelhas.
— O que quer aqui? Afinal a sua esposa está a sua espera, e se veio aqui para poder falar sobre a mão que dei lhe sobre a face, por favor desista.
— Para de ser ranzinza. Disse ele.
Abraçando-a.Ela pois a chorar...
O destino é irônico, Gaior cansada de esperar foi a sua procura, acaba vendo os dois abraçados, furiosa seguiu para fora, acenando para um táxi.
Luanna percebe, e desdenha com sorriso de canto.Luanna tenho que ir infelizmente sou casado com ela, preciso encontra la.— Disse ele, passeando uma das mãos sobre seu rosto.
Ele saiu...
Afonso desceu do carro, ao chegar em sua casa entrou sem dar resposta, ignorando totalmente Gaior.
Não entendo sou tudo isso e você ainda é casado comigo, será que existe algum sentimento ou é apenas jogo de marketing para sua carreira infame. — Disse-lhe, rudemente.
Gaior seguiu ao quarto sem dar uma resposta a ele.
Em meios aos devaneios de seus pensamento, Gaior arquitetava diabolicamente como tiraria a prova da traição de seu esposo para com ela.
Não acredito que estou sendo trocada pela aquela atrizinha de quinta categoria! Exclamou.
Como toda vaidade vai passar![...]
Rio. — Friamente exclamou, suspirando sucintamente.
Sendo ignorado por ela Afonso entrou em contato com Luanna.— Me encontra no lugar de sempre precisamos conversar.— No mesmo horário? Respondeu.
Sim, beijos.— Retrucou Afonso.Saindo em seguida, sem perceber Gaior o seguiu.
Aventura corria pelas suas veias, ela sentia o vento tocar sua pele, um calafrio tomava conta de si, ansiedade fazia com que ela enjoasse, aquele frio na barriga que não passa. Ela queria muito não acreditar que fosse verdade.
Senti meu coração disparar, mas tinha em minha consciência, matar ou morrer. — Gaior.
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A ILUSÃO DE UM AMOR PROIBIDO
RomanceÉ... preciso sentir novamente, deixar que tudo ocorra no seu tempo. Será que vale apena seguir em frente contra tudo e todos por algo que pode custar à vida? Por trás dos set da realidade existe muito mais do que dar para imaginar, ela é única, inte...